Funjope e Secretaria de Cultura da Paraíba realizam reunião histórica para discutir políticas públicas

Encontro entre órgãos da Prefeitura e Estado fortalece mais uma vez o vínculo institucional e sinaliza boas ações em prol da cultura na Paraíba e na Capital.

Gestor da Funjope, Marcus Alves. Foto: arquivo pessoal.

Uma reunião virtual histórica entre a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e a Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PB) marcou o início de uma parceria para valorizar a cultura local. Com a intenção de discutir o trabalho em conjunto, avaliar ideias e debater sobre a questão da Lei Aldir Blanc, esta foi a primeira vez que as secretarias se reuniram para pensar em projetos comuns em prol da cultura de João Pessoa.

“Essa reunião é histórica porque nunca se teve uma conversa entre Funjope e Secretaria de Governo do Estado no ambiente da cultura. Então, realmente, é um fato relevante para formulação das políticas de cultura da cidade de João Pessoa”, ressaltou o diretor-executivo da Funjope, Marcus Alves.

Durante a conversa online, ele explicou ao secretário de Cultura do Estado, Damião Ramos, a linha de política de cultura da Funjope, centrada na ideia de trabalhar o conceito da diversidade cultural em João Pessoa, valorizando o Centro Histórico, o território das praias, um circuito de cultura nas praças e o melhor uso dos equipamentos culturais que estão nos bairros, a exemplo do Alto do Mateus, Gervásio Maia e do Centro Cultural Mangabeira.

Foi discutido ainda o papel e o valor dessa interação com a Secretaria de Cultura do Estado no processo de restauração do Centro Histórico, tanto do ponto de vista das ações culturais como da restauração dos equipamentos da arquitetura e do urbanismo. “Pensamos bastante sobre integração pelo lado dos equipamentos de cultura, como o Pavilhão do Chá, se integrando ao museu que o Governo do Estado quer criar no Palácio. Também pensamos em interagir e integrar, por exemplo, o ambiente da Praça da Independência ao Museu da Cidade de João Pessoa. Enfim, partilhamos muitas experiências que podem ser construídas conjuntamente”, comemorou Marcus Alves.

“Foi um encontro exitoso e esse é o início de uma parceria. Essa é a primeira reunião e ela será multiplicadora. Tenho toda confiança de que Marcus Alves faça isso com todo esmero, cuidado, compreensão e entendimento, dentro do que necessita a classe cultural. Estaremos presentes in loco em determinados eventos da Secult e da Funjope, e esse é o direcionamento recomendado pelo governador João Azevêdo e pelo prefeito Cícero Lucena”, avaliou o secretário de Cultura da Paraíba, Damião Ramos.

Outra ideia é o processo de integração da cultura da região metropolitana de João Pessoa, envolvendo os municípios de Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Alhandra e Pedras de Fogo. “Discutimos isso bastante, porque temos muitos pontos em comum entre essas cidades e muitas manifestações de cultura que podemos trabalhar conjuntamente”, afirmou o diretor-executivo da Funjope.

Lei – A Lei Aldir Blanc também esteve na pauta da reunião, inclusive formas de trabalhar em parceria para sensibilizar o Governo Federal a liberar recursos para serem usados em novos editais de cultura durante a pandemia. É a forma encontrada de socorrer emergencialmente os artistas, produtores e a comunidade cultural de um modo geral.

“Foi uma reunião muito boa”, resumiu Marcus Alves. Além dele e do secretário de Estado da Cultura, Damião Ramos, participaram do encontro o chefe de gabinete da Funjope, Rivaldo Dias; o diretor de Ações Culturais, Antônio Alcântara; MôLima, diretor de Culturas Populares; Ricardo da Silva Almeida, diretor administrativo-financeiro da Funjope. Da Secult, participaram, entre outros, Mariah Marques Maciel, gerente de Articulação Cultural; e Lúcio Rodrigues, gerente do Fundo de Incentivo à Cultura (FIC).

Fonte: Prefeitura de João Pessoa

Secretário Galego do Leite participa de Reunião com Associação dos Municípios do Cariri e Agreste Paraibano

Na manhã dessa sexta-feira (5), o Secretário Executivo da Secretaria de Desenvolvimento e Articulação Municipal do Estado, Galego do Leite, participou de reunião virtual da AMCAP – Associação dos Municípios do Cariri e Agreste Paraibano.
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Galego do Leite, que esteve representando a Secretária Ana Claudia Vital, recebeu o convite da Direção da entidade, em nome do Prefeito de São Sebastião do Umbuzeiro e Presidente da AMCAP, Adriano Wolff, o encontro ainda contou com a participação de um representante da Federação Nacional dos Prefeitos. A reunião serviu para que o Secretário pudesse apresentar aos membros da Associação, o projeto de Unidades de Triagem de Resíduos Sólidos Urbanos, ação do Governo do Estado, através da SEDAM, em parceria com o Ministério Público Estadual e a FAMUP, que também beneficiará municípios da região.

Programação do Encontro


Na ocasião, o Secretário reafirmou a disponibilidade e iniciativa do Governador João Azevedo em resolver uma demanda antiga dos municípios paraibanos, o fim dos lixões nas cidades, apresentando as etapas de criação e execução do projeto, como também dando destaque a importância da participação das prefeituras, frisando os benefícios sociais e ambientais. O projeto de Unidades de Triagem de Resíduos Sólidos, receberá um investimento de cerca de 4 milhões de reais por parte do Governo do Estado, que pretende construir 17 Galpões de triagem, divididos em 17 grupos de municípios, espalhados por todo o estado e que ao todo atingirá cerca de 85 cidades, apenas nessa primeira etapa.

O Projeto, que além de ter como objetivo o fim dos lixões, protegendo o meio ambiente, incentivando a implementação da coleta seletiva nas cidades, pretende também fomentar a criação de Associações e Cooperativas de Catadores, gerando emprego, renda e dignidade para dezenas de famílias.

Por fim, o Secretário parabenizou a iniciativa da entidade, enfatizando a importância do seu papel para o desenvolvimento dos municípios da região.

Redação Gabinete Paraíba

Poeta Caririzeiro lança livro contando história dos Judeus em Cabaceiras

Poeta conta com detalhes a história dos judeus no Cariri e sua influência na cidade de Cabaceiras.

Capa do Livro “Os Judeus na História de Cabaceiras”. Foto: Arquivo Pessoal do Autor.

Que Cabaceiras é a “Roliúde Nordestina”, todo mundo já sabe. É também a Terra do Bode e isso é incontestável! Mas o que maioria das pessoas ainda não sabem, é que a cidade do Lajedo de Pai Mateus é também uma extensão de Israel no Semiárido Paraibano.

O poeta, músico e contador de histórias, José Sidney Nunes de Araújo, lançou no fim de dezembro de 2020, na XVI Cabaceiras Mostra Cultura, o Livro “Os Judeus na História de Cabaceiras”.

Poeta José Sidney tocando Pífano. Foto: Arquivo Pessoal.

De acordo com o autor, a presença do povo judeu na região ainda é muito marcante e tem influência direta na história, na vida e cotidiano do povo cabaceirense (ou seria israelense?!).

“Cabaceiras tem uma linda história. Nela cada coisa no tempo aconteceu. Avanços muitos, em diversas áreas. De tudo por aqui, imagine, já ocorreu. Agora tem algo que também nos condiz. E hoje estou muito, muito feliz, porque somos descendentes de judeu.”

Além deste livro, o poeta ainda tem publicada uma Antologia Poética. Para os interessados em adquirir o livro “Os Judeus na História de Cabaceiras”, o autor deixou disponível as suas redes sociais como o Instagram: @sidneynunes e o seu WhatsApp: (83) 98805-2913.

Paraíba como um novo Israel?

Em toda a história do país, a presença dos judeus é muito marcante. Os chamados cristãos-novos ou judeus marranos, estabeleceram-se no Nordeste do Brasil e aqui construíram uma nova vida.

Embora saibamos bem pouco acerca de nossos antepassados e de nossa genealogia, acredita-se que muitos brasileiros e brasileiras descendem desses judeus sefarditas ou cristãos-novos, que com a crescente perseguição religiosa católica na Península Ibérica, por volta do Séc. XVI, transferiram-se para o Brasil Colônia.

Monumento em homenagem às vítimas judaicas da perseguição no Massacre de Lisboa (1506). Foto: Lovely Libonner.

Segundo a historiadora e maior especialista em Judaísmo no Brasil, Anita Novinsky, o Nordeste tem uma grande influência judaica em sua história e a Paraíba foi o lugar no país que mais recebeu judeus sefarditas, que se fixaram principalmente na região do Seridó Paraibano e praticavam o cripto-judaísmo.

Saiba mais no link abaixo, da Reportagem do programa Domingo Espetacular, da TV Record:

https://youtu.be/jkDPgMYnk_k

Redação Gabinete Paraíba

[CANNABIS MEDICINAL] Desembargador revoga temporariamente suspensão de liminar que garante o trabalho da Abrace

Foto: Divulgação/Abrace

Na prática, Marconi estabeleceu um prazo total de até 4 meses para que a Abrace Esperança – Associação Brasileira de Apoio à Cannabis Medicinal, providencie as adequações exigidas pela Anvisa e que, segundo a agência federal, teriam motivado o pedido de suspensão liminar que interromperia o trabalho da entidade.

Charles Vilela

O desembargador Cid Marconi, que é o relator no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) no pedido que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União fizeram para a suspensão da liminar que permitia a operação da Abrace (Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança), decidiu na manhã de hoje (5) a suspensão dos efeitos de sua decisão anterior, tomada em 25 de fevereiro, que acatava pedido Anvisa, o que poderia, pelo menos temporariamente, inviabilizar o trabalho da entidade que tem mais de 14 mil associados.

Até nova decisão, a Abrace poderá continuar funcionando normalmente. Na prática, Marconi estabeleceu um prazo total de até 4 meses para que a Abrace providencie as adequações exigidas pela Anvisa e que, segundo a agência federal, teriam motivado o pedido de liminar que, se acatado, suspenderia o trabalho da entidade que tem sede em João Pessoa (PB).

Em até 15 dias Abrace deverá providenciar o protocolo do seu projeto de ampliação, que deverá compreender as obras em andamento, que seguirá o trâmite regular junto à Anvisa, com prazos próprios, paralelamente ao projeto de regularização da produção atual de seus produtos.

Em até 30 dias, deverá ser providenciado o protocolo do projeto da estrutura que atualmente está em funcionamento, para regularização junto à agência. Após os prazos para o cumprimento das demandas iniciais, a Abrace terá até 60 dias, a partir da manifestação da Anvisa, para a realização de todos os ajustes apontados pela agência.

Fonte: Sechat

Arquidiocese da Paraíba adota cautela e posicionamento reflexivo quanto ao projeto de lei aprovado na CMJP

Igreja mantém decisão das autoridades de saúde e adota postura de reflexão e trabalho conjunto contra a Covid-19

Palácio do Bispo. Foto: Reprodução.

Nesta quinta-feira (04), os vereadores de João Pessoa, aprovaram projeto de Lei, de autoria do Vereador Carlão pelo Bem (Patriota), reconhecendo atividades religiosas, físicas e educacionais como essenciais.

A redação do Portal Gabinete Paraíba esteve entrevistando, nesta sexta-feira (05), um dos representantes da Arquidiocese da Paraíba no Fórum de Diversidade Religiosa da Paraíba, o Seminarista Euclides Franklin.

Na ocasião, procuramos entender qual a postura da Arquidiocese e do Bispo Dom Delson acerca do projeto de lei aprovado na Câmara Municipal de João Pessoa.

Euclides declarou que a Arquidiocese da Paraíba têm mantido uma postura de cautela e muita reflexão com relação ao atual momento em que a Paraíba se encontra, quanto à Pandemia do novo coronavírus.

Euclides Franklin, representante da Arquidiocese da Paraíba no Fórum de Diversidade Religiosa da Paraíba. Foto: Arquivo pessoal.

Ele ainda afirmou que o Bispo não se posicionou a respeito do tema e que a Igreja certamente não irá passar por cima dos Decretos Governamentais já estabelecidos, nos quais está posto que até o dia 10 de março, templos religiosos estarão com acesso restrito apenas aos clérigos e auxiliares, para realizarem as transmissões onlines das missas e cultos, conforme o Comunicado Oficial do Arcebispo à toda Arquidiocese, publicado em 22 de fevereiro do corrente ano.

“O que se pensa enquanto Igreja é se reunir para refletir. O Bispo, por mais que seja soberano, ele não toma decisões sozinho. As reflexões vão surgir. O Conselho junto com ele possivelmente irá se reunir para verificar essa situação, mas a postura que a Igreja no Brasil nos leva a seguir, é que nós continuemos com essa mesma atitude de estar mantendo o isolamento, com as celebrações virtuais. É preciso que tenhamos consciência nesta hora tão difícil, para não perdermos mais vidas.”

Perguntamos também sobre a polêmica que tem ocorrido sobre outros setores estarem abertos, funcionando mesmo com a capacidade reduzida, a exemplo de bares e restaurantes e as igrejas estarem fechadas. Euclides Franklin declarou que a Igreja pede aos fiéis que tenham paciência e que tomem uma atitude de reflexão e cuidado.

“Nós sabemos que não é na Igreja que as pessoas pegam Covid-19. Existe todo um contexto culpabilizando a Igreja, mas nós, enquanto Igreja Católica, precisamos ser exemplo. Isto que está acontecendo é irresponsabilidade da população que não tem se protegido adequadamente. O povo anda sem máscara, tem muita aglomeração, desrespeito às normas sanitárias, então, essas medidas que a Igreja vem tomando, são de cunho protetivo.”

Redação Gabinete Paraíba

Inflação dos mais pobres acelera alta para 0,40% em fevereiro, aponta FGV

IPC-C1 vinha de uma taxa de 0,15% em janeiro e agora acumula 6,27% em 12 meses.

Foto: Reprodução.

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) — que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos — apresentou inflação de 0,40% em fevereiro, vindo de 0,15% em janeiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) em relatório.

O IPC-Br, relativo à inflação para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais, apontou alta de 0,54% no mês passado, vindo de 0,27%, também em aceleração.

Com esse resultado, o IPC-C1 acumula alta de 6,27% em 12 meses, contra 5,42% do indicador geral no período. Na leitura anterior, a inflação dos menos favorecidos apontava para uma alta de preços acumulada de 5,87% contra 4,84% para todos os consumidores no mesmo intervalo de tempo.

Nesta apuração, duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (-1,37% para 0,17%) e Transportes (0,64% para 2,18%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento da tarifa de eletricidade residencial (-6,78% para -0,78%) e da gasolina (2,48% para 6,98%).

Em contrapartida, apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (1,19% para -0,04%), Educação, Leitura e Recreação (0,68% para 0,05%), Vestuário (0,52% para 0,09%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,22% para 0,09%), Despesas Diversas (0,38% para 0,26%) e Comunicação (-0,07% para -0,12%).

Nessas classes de despesa, a FGV destaca hortaliças e legumes (7,16% para -2,05%), cursos formais (5,38% para 0,78%), roupas masculinas (0,71% para -0,35%), medicamentos em geral (0,04% para -0,18%), serviços bancários (0,32% para 0,17%) e mensalidade para internet (-0,23% para -0,87%).

A principal diferença entre o IPC-C1 e o IPC-Br está na ponderação da cesta de produtos e serviços para chegar ao indicador final. Para famílias mais pobres, por exemplo, alimentação costuma ter maior relevância e educação particular, menor, dentro do total de despesas.

A próxima divulgação do IPC-C1 acontecerá no dia 6 de abril.

Fonte: Valor Econômico

Morre José Carlos da Silva Júnior, Presidente do Grupo São Braz, em decorrência da Covid-19

Faleceu devido a uma parada cardiorrespiratória no Hospital Sírio-Libanês, onde encontrava-se internado

José Carlos da Silva Júnior. Foto: Reprodução.

O presidente do Grupo São Braz e proprietário das TVs Cabo Branco e Paraíba, José Carlos da Silva Júnior, faleceu na manhã desta sexta-feira (5) em decorrência da Covid-19. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. José Carlos tinha 94 anos, era viúvo e deixa três filhos, Ricardo Carlos, Eduardo Carlos e Eliane Freire.

José Carlos da Silva Júnior nasceu em Campina Grande, em 16 de junho de 1926. Filho de José Carlos da Silva e Maria Rosa da Silva, formou-se em contabilidade e construiu a vida profissional como empresário nos segmentos de alimentos, comunicação e automotivo.

Em 1982, foi convidado a disputar o cargo de vice-governador na chapa de Wilson Braga pelo Partido Democrático Social (PDS), na ocasião, derrotou Antônio Mariz na disputa eleitoral. Quatro anos depois, em 1986, deixou o cargo após a desincompatibilização de Braga, que disputaria uma vaga no Senado Federal pela Paraíba.

Como suplente, assumiu a vaga de senador nos anos de 1996, 1997 e 1999, após licenças de Ronaldo Cunha Lima. Em seus discursos, sempre defendeu melhorias à conjuntura econômica nordestina e brasileira, com destaque para sua atuação como membro da Comissão Especial que estudou as causas da pobreza no país, em outubro de 1999.

Além da atividade política, José Carlos da Silva Júnior também participou ativamente de importantes entidades do setor industrial. Foi presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), do Sindicato do Milho, Torrefação de Café e Refinação do Sal do Estado da Paraíba; vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep); diretor da Bolsa de Mercadorias da Paraíba, além de ter integrado os conselhos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Comercial de Campina Grande.

Fonte: G1 Paraíba

Crise afeta trabalhadores que contribuem com o INSS; veja os efeitos e o que fazer

Especialistas alertam que períodos longos sem contribuir à Previdência Social fazem com que os trabalhadores percam o direito aos benefícios do INSS.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O desemprego recorde e a crise econômica têm levado muitos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a interromperem as contribuições mensais à Previdência Social.

Especialistas alertam que períodos longos sem contribuir à Previdência Social fazem com que os trabalhadores percam o direito aos benefícios do INSS.

Isso porque os segurados que não efetuam de forma contínua os recolhimentos mensais podem perder a qualidade de segurado – que é o que garante o direito aos benefícios – e também o tempo de carência para dar entrada em alguns benefícios previdenciários, como auxílios por incapacidade e a pensão por morte.

“Para manter a qualidade de segurado, é necessário efetuar recolhimentos mensais para a Previdência. Mas ainda que você não esteja fazendo esses recolhimentos, é possível manter a qualidade de segurado durante o chamado período de graça”, explica Ruslan Stuchi, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Stuchi Advogados.

Em regra geral, os segurados podem ficar sem contribuir com a Previdência Social por até 12 meses sem perder a qualidade de segurado. Mas o prazo é de apenas seis meses para trabalhadores que efetuam a contribuição na categoria “facultativo”, opção comum entre segurados sem carteira assinada.

Já no caso do licenciamento de cidadão incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar, o limite é de três meses.

O direito aos benefícios ainda é prorrogado por mais 12 meses no caso de já terem sido efetuadas mais de 120 contribuições mensais sem a perda da qualidade de segurado.

Também é possível mais uma prorrogação de 12 meses no caso de o segurado estar desempregado.

Tempo de carência dos benefícios

Na regra geral, o tempo de carência varia conforme o benefício. São necessários 10 meses de contribuição para ter acesso ao salário-maternidade, 12 meses para o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez, 24 meses para o auxílio-reclusão e 180 meses para a aposentadoria por idade.

No caso de o segurado perder o direito aos benefícios, é necessário retomar as contribuições e cumprir metade do tempo de carência exigido para contar novamente com a qualidade de segurado.

Os especialistas afirmam que o período pandêmico desestimula os trabalhadores a contribuírem para o INSS e colocam em risco o acesso aos benefícios previdenciários.

“Com a dificuldade de gerar renda, principalmente os profissionais autônomos e microempreendedores optam por cortar as contribuições como uma forma de reduzir gastos. Muitos desconhecem a problemática de ficar sem recolher, que não é só ter uma aposentadoria tardia. É não ter direito aos benefícios por incapacidade ou gerar pensão por morte”, pontua Thiago Luchin, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Ruslan Stuchi alerta que os segurados não devem confundir o tempo de carência com o chamado tempo de contribuição, um dos critérios utilizados para alcançar o direito à aposentadoria.

“O tempo de contribuição é contado desde o início da contribuição até a data do requerimento ou desligamento de atividade abrangida pela Previdência Social, descontados os períodos em que houve suspensão do contrato de trabalho, interrupção de exercício e desligamento da atividade. Já o período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício”, explica.

Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o recebimento do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez entra na contagem do chamado “tempo de carência”, período mínimo de contribuições necessário para ter direito aos benefícios.

O cenário até então era de que beneficiários do auxílio ou da aposentadoria tinham a contagem suspensa por estarem afastados do trabalho, o que motivava ações na Justiça para requerer a manutenção da contagem. O novo entendimento deve facilitar com que trabalhadores continuem com o direito à proteção social do INSS.

A decisão do Supremo, entretanto, tem validade apenas para períodos intercalados.

“É necessário ter tempos de contribuição antes e depois do período em que o segurado recebe o benefício por incapacidade. É o caso de um segurado que tinha 12 anos de contribuição e ficou outros três afastados recebendo aposentadoria por invalidez”, explica João Badari, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Já o advogado previdenciário Erick Magalhães, sócio do escritório Magalhães & Moreno Advogados, lembra que a decisão é positiva por conta do período da pandemia da Covid-19, no qual a tendência é o aumento de pedidos de auxílio-doença por parte das pessoas infectadas pelo vírus.

“Com a decisão do STF, se este período de afastamento for intercalado com períodos de atividade laboral, será considerado como tempo de serviço, podendo ser usado na contagem não só para aposentadoria, mas para todos os demais benefícios que exigem carência e tempo de contribuição mínimos. Portanto, este período de doença não é mais tempo perdido”, diz.

Fonte: G1

[Mês da Mulher] Encontro Paraibano de Mulheres Ecetistas debate impactos da Covid-19

Evento acontece no dia 08 de março, a partir das 19h. A transmissão será realizada nas páginas e canal youtube do Sintect-PB.

Card de divulgação do evento

No próximo dia 08 de março, dia Internacional das Mulheres, a partir das 19h, irá ocorrer uma plenária virtual do Segundo Encontro Paraibano de Mulheres Ecetistas, com o tema “Os reflexos da pandemia entre as mulheres”. A live irá acontecer nas páginas e canal youtube do Sintect-PB (Sindicato dos Trabalhadores das Empresa de Correios e Telégrafos)

O evento irá reunir seis mulheres para debater sobre o impacto da Covid entre as mulheres. As debatedoras são: Cybelle Teotônio – Secretária da Mulher do Sintect-PB; Luisa Câmara – setorial de mulheres do PSOL-PB; Eliene Novaes – UNB; Luzenira Linhares – Secretária Geral da Cut-PB; Regina Negreiros – Coletivo Estadual das mulheres do PT; Amanda Corsino – Presidente do Sintect-DF.

A live irá trazer vários temas relacionados às mulheres, especialmente os impactos da pandemia, mas também abordar aspectos, como violência, impacto econômico, educação e formas de organização para fazer enfrentamento ao governo Bolsonaro

“Vamos discutir questões sobre as dificuldades que as mulheres têm de atuar politicamente. Então, tudo isso um apanhado, a gente buscou liderança de vários partidos, de várias organizações, entre elas a CUT, o PSOL, o PT”, conta Cybelle Teotônio – Secretária da Mulher do Sintect-PB

Na live também haverá sorteios de brindes de livros.

Fonte: Brasil de Fato Paraíba

Com 60 leitos de UTI, Hospital de Clínicas de Campina Grande se torna maior unidade de tratamento da Covid-19 na Paraíba

Hospital das Clinicas de Campina Grande

O Hospital de Clínicas de Campina Grande ampliou novamente, nesta quinta-feira (04), sua capacidade de atendimento para pacientes em estado grave vítimas da Covid-19. O HC passa de 40 para 60 leitos de UTI, e ainda conta com mais 50 leitos de enfermaria e três leitos de decisão clínica. Agora a unidade dispõe de sua capacidade máxima, que é de 113 leitos. O aumento de mais 20 leitos para o hospital foi anunciado pelo governador João Azevedo. Com a medida o Hospital de Clínicas passa a ser o maior na Paraíba destinado ao tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Registrando mais internações e alcançando no último dia (02) de março 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva, em menos de uma semana, o HC dobrou a quantidade de leitos de UTI disponibilizados, passando de 30 para 60.

Leitos Hospital das Clinicas

Além do aumento de leitos em Campina Grande, outros novos leitos serão distribuídos pelas três macrorregiões de Saúde da Paraíba, contemplando também os municípios de João Pessoa, Cajazeiras, Patos, Pombal e Piancó. Ao todo foi autorizada a abertura de mais 147 leitos destinados ao tratamento da Covid-19 no estado.

O diretor técnico do Hospital de Clínicas, Dr Jhony Bezerra, destacou o esforço do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, para possibilitar a ampliação de leitos e fez novamente um apelo para a população seguir as recomendações das autoridades sanitárias. “É com muito esforço que estamos abrindo mais leitos, já que, além de equipamentos, também precisamos de profissionais de saúde para trabalhar. E é por isso que mais uma vez eu peço a população que use máscaras, mantenha o distanciamento social e higienize as mãos constantemente”, reforçou.

Com informações do Governo do Estado