[ARQUEOLOGIA] Israel descobre novos manuscritos do Mar Morto

É a primeira descoberta do tipo em 60 anos; país revelou fragmentos de um pergaminho bíblico de 2.000 anos de antiguidade, escavado no deserto da Judeia

Um dos pedaços do pergaminho do Mar Morto encontrado por Israel nesta semana Foto: REUTERS/Ammar Awad

Pesquisadores de Israel revelaram nesta terça-feira a descoberta de dezenas de fragmentos de manuscritos encontrados no Deserto da Judeia, no Mar Morto. O tesouro arqueológico contém textos bíblicos que datam de 2 mil anos atrás, além de artefatos que lançam luz sobre a história do judaísmo, da vida cristã primitiva e da história antiga.

Os fragmentos são os primeiros desenterrados em escavações arqueológicas no Deserto da Judeia nos últimos 60 anos. Eles foram encontrados como parte de um projeto israelense para evitar saques de antiguidades em cavernas do deserto, que se estende até a fronteira com a Cisjordânia ocupada.

O projeto resultou em outros achados feitos nos últimos anos e só revelados agora, incluindo uma grande cesta trançada com uma tampa que foi datada de aproximadamente 10.500 anos atrás e pode ser a mais antiga cesta intacta em tecido do mundo. Encontrada enterrada, ela não parece muito diferente das cestas que são vendidas nas lojas de hoje, mas data do período neolítico pré-cerâmica. “Estávamos muito curiosos para ver o que havia dentro quando abrimos a tampa”, disse Naama Sukenik, curadora da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). “Mas estava vazia, exceto por um pouco de areia.”

Escrito principalmente em grego, o rolo recém-revelado contém partes do livro dos 12 Profetas Menores, os doze últimos Livros proféticos do Antigo Testamento, Zacarias e Naum, disse Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA).

Os especialistas conseguiram reconstruir 11 linhas do texto de Zacarias: “Estas são as coisas que vocês devem fazer: falem a verdade uns para os outros, façam justiça verdadeira e perfeita em seus portões. E não semeiem o mal contra os outros, e não amem o perjúrio, porque todas essas são coisas que eu odeio – declara o Senhor.” Oren Ableman, membro da IAA, descreveu os artefatos como “outra pequena peça do quebra-cabeça do passado”

.A Autoridade também disse que, embora o novo pergaminho seja escrito principalmente em grego, o nome de deus, Yahweh, aparece em antigas letras hebraicas típicas do período do chamado primeiro templo, ou Templo de Salomão, construído no século 11 antes de Cristo.

É provável que a nova descoberta seja uma parte ausente de um pergaminho dos Profetas Menores descoberto em 1952, que inclui a profecia de Miquéias sobre o Fim dos Dias e a ascensão de um governante de Belém.

Pesquisadores de Israel revelaram nesta terça-feira a descoberta de dezenas de fragmentos de manuscritos encontrados no Deserto da Judeia, no Mar Morto. O tesouro arqueológico contém textos bíblicos que datam de 2 mil anos atrás, além de artefatos que lançam luz sobre a história do judaísmo, da vida cristã primitiva e da história antiga.

Os fragmentos são os primeiros desenterrados em escavações arqueológicas no Deserto da Judeia nos últimos 60 anos. Eles foram encontrados como parte de um projeto israelense para evitar saques de antiguidades em cavernas do deserto, que se estende até a fronteira com a Cisjordânia ocupada.

O projeto resultou em outros achados feitos nos últimos anos e só revelados agora, incluindo uma grande cesta trançada com uma tampa que foi datada de aproximadamente 10.500 anos atrás e pode ser a mais antiga cesta intacta em tecido do mundo. Encontrada enterrada, ela não parece muito diferente das cestas que são vendidas nas lojas de hoje, mas data do período neolítico pré-cerâmica. “Estávamos muito curiosos para ver o que havia dentro quando abrimos a tampa”, disse Naama Sukenik, curadora da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). “Mas estava vazia, exceto por um pouco de areia.”

Escrito principalmente em grego, o rolo recém-revelado contém partes do livro dos 12 Profetas Menores, os doze últimos Livros proféticos do Antigo Testamento, Zacarias e Naum, disse Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA).

Os especialistas conseguiram reconstruir 11 linhas do texto de Zacarias: “Estas são as coisas que vocês devem fazer: falem a verdade uns para os outros, façam justiça verdadeira e perfeita em seus portões. E não semeiem o mal contra os outros, e não amem o perjúrio, porque todas essas são coisas que eu odeio – declara o Senhor.” Oren Ableman, membro da IAA, descreveu os artefatos como “outra pequena peça do quebra-cabeça do passado”.

A Autoridade também disse que, embora o novo pergaminho seja escrito principalmente em grego, o nome de deus, Yahweh, aparece em antigas letras hebraicas típicas do período do chamado primeiro templo, ou Templo de Salomão, construído no século 11 antes de Cristo.

É provável que a nova descoberta seja uma parte ausente de um pergaminho dos Profetas Menores descoberto em 1952, que inclui a profecia de Miquéias sobre o Fim dos Dias e a ascensão de um governante de Belém.

Arqueóloga mostra pedaços do pergaminho de dois mil anos encontrado no deserto da Judeia Foto: MENAHEM KAHANA / AFP

Arqueóloga mostra pedaços do pergaminho de dois mil anos encontrado no deserto da Judeia
Arqueóloga mostra pedaços do pergaminho de dois mil anos encontrado no deserto da Judeia Foto: MENAHEM KAHANA / AFP

Os Manuscritos do Mar Morto são considerados uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos, porque incluem textos religiosos em hebraico, aramaico e grego, assim como a versão mais antiga conhecida do Antigo Testamento. Foram escritos por volta do terceiro ou segundo século antes de Cristo até primeiro século depois de Cristo, de autoria desconhecida.

Apenas alguns dos cerca de 900 encontrados estão mais ou menos completos. O resto está danificado e fragmentado. No entanto, o estudo dos pergaminhos foi possível, inclusive graças à restauração meticulosa. Sabe-se que eles contêm as primeiras versões conhecidas de muitos textos bíblicos, apócrifos religiosos, comentários e manuscritos místicos.

As condições áridas do deserto forneceram um ambiente único para a preservação de artefatos e materiais orgânicos que normalmente não teriam resistido ao tempo. Os fragmentos mais recentes vêm de um pergaminho que foi descoberto pela primeira vez na chamada Caverna do Horror, perto de Ein Gedi. Escrito em grego por dois escribas, data do período da revolta de Bar Kokhba, quase 1.900 anos atrás, quando rebeldes judeus fugiram com suas famílias e se esconderam dos romanos nas cavernas – onde morreram de fome.

A principal teoria é de que os pergaminhos não foram escritos por um único povo, alguns são em hebraico, alguns em aramaico e alguns em grego. O mais novo pergaminho a ser encontrado, ou melhor, seus fragmentos, está em grego, disse o IAA.

“Pela primeira vez em quase 60 anos, as escavações arqueológicas revelaram fragmentos de um pergaminho bíblico”, afirma a Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) em um comunicado.

Especialista mostra os pedaços do pergaminho do Mar Morto encontrados no deserto da Judeia Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI

O material foi encontrado durante escavações em uma caverna em um penhasco na reserva natural Nahal Hever, no âmbito de uma campanha para combater o saque de patrimônio.

Para realizar a operação, que se estendeu pela parte do deserto da Judeia localizada na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, a IAA forneceu aos arqueólogos drones e equipamentos de montanha, incluindo cordas para descida de rapel.

Outras descobertas

Além dos fragmentos de pergaminho, os cientistas desenterraram objetos que remontam à revolta judaica de Bar Kokhba contra os romanos (132-136 DC), assim como um esqueleto de criança mumificado de 6.000 anos de antiguidade envolto em tecido e uma cesta de 10.500 anos, provavelmente a mais antiga do mundo, acredita a IAA.

Feita de junco trançado, a cesta – completa, com tampa – tem mais de 10.500 anos, baseado na datação por radiocarbono da professora Elisabetta Boaretto, do Instituto Weizmann de Ciência de Rehovot, disse o IAA. Esse é o período Neolítico, anterior à chegada da cerâmica na região (a cerâmica surgiu no leste da Ásia bem antes).

Como os pergaminhos muito posteriores, a cesta sobreviveu todos esses anos por causa do notável calor e aridez em sua localização: as cavernas Muraba’at na Reserva Nahal Darga.

A cesta que pode ser a mais antiga do mundo, do período Neolítico, encontrada em Israel Foto: MENAHEM KAHANA/ AFP

Além disso, era grande, com uma capacidade de cerca de 90 a 100 litros, o que sugeria aos arqueólogos que talvez fosse usado para armazenamento – especialmente por ter sido colocado em uma cova escavada no chão de uma caverna do período Neolítico.

Isso por si só sugere que era usado para armazenamento pelos povos nômades que habitavam a área há mais de 10.000 anos, na época em que visitavam a caverna, dizem os arqueólogos. No entanto, nenhum resto foi encontrado dentro da cesta, até o momento, que pudesse indicar o que ela poderia ter sido usada para armazenar.

A cesta foi encontrada por adolescentes da academia pré-militar de Nofei Prat, disse o IAA. Os pesquisadores também encontraram os restos mortais naturalmente mumificados de uma criança, provavelmente uma menina, enrolada em um pano – como se um cobertor tivesse sido colocado sobre ela, disseram.

Pontas de flechas encontradas nas escavações no Deserto da Judeia Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI

Completo com cabelo, o corpo foi datado de cerca de 6.000 anos atrás, antes dos pergaminhos em cerca de quatro milênios. A criança, enrolada em posição fetal, tinha aparentemente de 6 a 12 anos, com base em uma varredura preliminar feita pela Dra. Hila May, da Universidade de Tel Aviv.

Os arqueólogos encontraram um esconderijo de moedas dos dias da revolta de Bar Kochba contra os romanos em 133-135 d.C. As moedas trazem os símbolos judaicos típicos da época, como uma harpa e uma tamareira.

Algumas das moedas encontradas nas mais recentes escavações em Israel Foto: MENAHEM KAHANA / AFP

Trabalhando em três equipes sob as ordens dos oficiais do IAA Oriah Amichai, Hagay Hamer e Haim Cohen, os pesquisadores também descobriram pontas de flechas e lanças, tecidos, sandálias e até pentes contra piolhos da época da revolta.

As descobertas extraordinárias foram feitas em uma missão em massa para encontrar relíquias dos tempos pré-históricos e bíblicos antes dos saqueadores, explicou o Diretor Geral da IAA, Israel Hasson. O saque de antiguidades é um grande problema em todo o mundo: em janeiro, as autoridades capturaram milhares de objetos preciosos em Tel Aviv.

Pente para pegar piolhos de mais de dois mil anos, encontrado por arqueologistas de Israel Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI

O projeto nacional de vasculhar todas as cavernas e ravinas do Deserto da Judeia começou em 2017 como um projeto IAA em cooperação com o Departamento de Arqueologia da Administração Civil na Cisjordânia e foi financiado pelo Ministério de Assuntos e Patrimônio de Jerusalém. Até agora, cerca de 80 quilômetros de cavernas desérticas foram pesquisadas, incluindo o uso de drones para acessar lugares especialmente inacessíveis, disse o IAA.

De todas as centenas de pergaminhos encontrados até o momento, apenas três são relativamente completos. O restante tem cerca de 25.000 fragmentos, estimam os estudiosos. Enormes esforços estão sendo investidos na tentativa de reconstruir os textos a partir dos fragmentos usando tecnologias de ponta.

Fragmento de flecha encontrado nas cavernas da Judeia, em Israel Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI

Desde que um pastor beduíno descobriu os primeiros pergaminhos em 1947, esses textos antigos revolucionaram o conhecimento sobre o Judaísmo e os muitos grupos e seitas dos quais derivaram o Judaísmo rabínico e o Cristianismo. Os peimeiros manuscritos estavam armazenados em potes em uma caverna em Qumran. Alguns foram vendidos para um mosteiro e outros para um negociante de Belém. Assim que sua autenticidade foi confirmada, expedições arqueológicas e ladrões de antiguidades esvaziaram as cavernas tirando tudo o que puderam encontrar.

Segundo especialistas, os Manuscritos do Mar Morto mostram que, quando foram escritos, o texto considerado como o Antigo Testamento ainda não havia sido finalizado, e os rituais de adoração judaica ainda não estavam consolidados.

Fonte: Estadão

Veneziano lamenta reajuste de medicamentos aprovado pelo governo após reduzir valor do auxílio emergencial

O Vice-Presidente do Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) lamentou nesta terça-feira (16) a autorização, por parte do governo federal, para o reajuste de até 4,88% nos medicamentos para este ano. Ele disse que a população, sofrida como se encontra, não suporta mais os reajustes em itens básicos e que tem consequências diretas na vida do brasileiro, a exemplo de alimentos, combustíveis e, agora, medicamentos.

Reprodução Internet

Veneziano afirmou que a insensibilidade do governo é tamanha que, este ano, no momento mais crucial da pandemia do novo coronavírus até agora, o governo resolve autorizar o reajuste; e até mesmo antecipá-lo em 15 dias. “Quando esperávamos que o governo evitasse o reajuste neste momento, ele não só autoriza como antecipa esse aumento, como se a população estivesse em condições de tudo suportar”.

O senador paraibano lembrou que os sucessivos reajustes nos alimentos, nos combustíveis e, agora, mais este aumento nos medicamentos, vem num momento em que a população clama pelo auxílio emergencial que, na sua opinião, não deveria nem ter sido suspenso no ano passado.

Outro ponto levantado pelo parlamentar é que o valor definido pelo governo para a volta do auxílio não atende, nem de longe, as necessidades da população. “Só para ter uma ideia, já há estados no Brasil comercializando um botijão de gás por R$ 120, como é o caso do Amapá. Então, um auxílio de R$ 150, R$ 200 ou R$ 250 mal dará para comprar um botijão de gás e uma cesta básica. É muito pouco”, lamentou Veneziano.

Ele disse que o Brasil poderia utilizar de suas reservas financeiras para custear um auxílio mais adequado às necessidades do brasileiro, como estão fazendo outros países. “A reserva financeira de uma Nação é justamente para momentos como este que estamos vivendo, de pandemia, de necessidade extrema e urgente. O governo poderia, sim, utilizar uma pequena parte de suas reservas para socorrer a população”, salientou o Vice-Presidente do Senado.

‘Presidente é o responsável por tudo o que aconteça ou deixe de acontecer’, diz Mourão sobre política para a Saúde

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira (16), após o anúncio da terceira troca de comando no Ministério da Saúde desde o início da pandemia, que o ministro apenas executa as decisões do presidente. Por isso, na visão do vice, o presidente Jair Bolsonaro é o “responsável por tudo o que aconteça ou deixe de acontecer”.

Mourão comentou em entrevista a escolha do cardiologista Marcelo Queiroga para substituir o general Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saude, anunciada na segunda-feira (15) por Bolsonaro.

Pressionado pelo momento mais crítico da pandemia, com quase 280 mil mortes, escassez de vacina e falta de leitos de UTI em hospitais, Bolsonaro decidiu demitir Pazuello e indicar o quarto ministro desde o início da pandemia, há pouco mais de um ano. A troca, contudo, ainda não foi publicada no ‘Diário Oficial da União’.

“A função do ministro quem define, é o decisor, é o presidente da República. O ministro é um executor das decisões do presidente da República. Até por isso, então, o presidente é o responsável por tudo o que aconteça ou deixe de acontecer, essa é a realidade”, disse Mourão.

Queiroga e Pazuello deram início nesta terça a uma transição, diante de dúvidas de políticos e autoridades de saúde sobre a independência para modificar a política de combate à Covid-19. Ao chegar para uma reunião com Pazuello, Queiroga declarou que “o ministro da Saúde executa a política do governo”.

Mourão foi questionado sobre a frase do novo titular da Saúde. O vice-presidente concordou que o ministro somente executa as decisões do presidente.

Fonte G1

Universidade Estadual da Paraíba completa 55 anos de história e fortalecimento da educação

Patrimônio da Paraíba com forte influência no processo de desenvolvimento do Estado, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) celebra nesta segunda-feira (14) 55 anos de existência. A Instituição que ao longo desse período tem promovido conhecimento, educação e a promoção da ciência e do saber, se transformou ao longo dessas cinco décadas e meia em um símbolo de superação, resistência e luta na busca pela melhoria na qualidade de vida dos paraibanos.

A Universidade chega aos 55 anos sob a condução de duas mulheres professoras, a reitora Célia Regina Diniz, e a vice-reitora Ivonildes da Silva Fonseca, que têm priorizado a implantação de uma política voltada para o enfrentamento dos grandes desafios com a violência contra a mulher, valorização dos servidores, além de oferecer condições para que estudantes de baixa renda tenham acesso ao ensino remoto praticado na Instituição desde 2020.

Desde o seu nascedouro, a UEPB sempre foi um terreno pródigo na formação e difusão do conhecimento e promoção da vida. A Instituição nasceu no solo fértil da Rainha da Borborema e rapidamente se expandiu, estando presente atualmente com câmpus instalados nos municípios de Campina Grande, Lagoa Seca, Guarabira, Catolé do Rocha, João Pessoa, Monteiro, Patos e Araruna. Nessas cidades, a UEPB tem cumprido a missão de formar cidadãos críticos e socialmente responsáveis, através da produção e transmissão do conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento educacional e sociocultural da Região Nordeste e, particularmente, da Paraíba.

Entre tantos momentos marcantes, a Instituição ganhou notoriedade e passou a figurar nos rankings dos renomados institutos nacionais de avaliação de qualidade, chegando a obter, inclusive, reconhecimento internacional ao se inserir no universo da pesquisa científica, que a tornou uma referência importante entre as universidades estaduais do país. Neste dia 15 de março, data que marca os 55 anos após a sua criação, há centenas de pesquisas em desenvolvimento em diversas áreas do conhecimento na UEPB. São mais de 600 projetos de Iniciação Científica em plena execução. A Extensão também avançou e aproximou a Universidade da sociedade, levando serviços de qualidade gratuitos à população.

A UEPB oferece ensino de qualidade para mais de 18 mil alunos, em 84 cursos de graduação nas áreas da Saúde, Ciências Exatas, Tecnologia, Ciências Humanas e Sociais, e recebe cerca de 3 mil novos alunos a cada ano. Nos últimos anos, a Universidade também deu um significativo salto nos programas de pós-graduação. Os números são expressivos e traduz a consolidação dos programas. São seis doutorados, 21 mestrados, 14 cursos de especialização, totalizando 41 cursos na pós.

A consolidação da UEPB como Instituição de Ensino Superior é marcada por momentos decisivos na sua história, iniciando com sua criação como Universidade Regional do Nordeste (URNe), em 1966, e passando pela Estadualização em 1987, através da Lei nº 4.977, pelo reconhecimento do MEC em 1996 e a conquista da autonomia financeira, por meio da Lei Estadual nº 7.643 de 6 de agosto de 2004, que inaugurou uma nova fase na história da UEPB.

Com a Autonomia, a Universidade pode fazer mais pelo Estado, desde que o aporte de recursos feito pelo Governo da Paraíba acompanhe o crescimento das receitas. Nascida da Universidade Regional do Nordeste em 1966, fruto da coragem, genialidade e abnegação de um grupo de pioneiros notáveis, o grande patrimônio dos campinenses e paraibanos de todas as regiões, chega aos 55 anos com força renovada e projetos ousados que visam o desenvolvimento do país.

Transcorridas essas cinco décadas em meia, a Universidade Estadual da Paraíba continua avançando, mesmo em meio a pandemia do novo coronavírus. Aliás, a Instituição deu um exemplo de modernidade na pandemia, quando teve que se adequar ao momento e implantar com sucesso as aulas remotas, através do Programa Auxílio Conectividade, bem como a realização das eleições on-line para a Reitoria e Direção dos Centros de Ensino, graças ao trabalho da Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC).

Outros avanços também foram alcançados através do Observatório do Feminicídio da Paraíba – Professora Bríggida Rosely de Azevedo Lourenço, presidido pela professora Ivonildes, que foi reestruturado e mantém sua proposta de atuar na violência contra a mulher com ações eficazes. Como também em 2020, foi inaugurado o Biotério Professor Eduardo Barbosa Beserra, um espaço voltado para receber estudantes, professores e pesquisadores do estudo da vida, reprodução e manutenção de animais irracionais.

Texto: Severino Lopes
Fotos: Arquivo/Codecom
Fonte UEPB

Felipe Neto é intimado a depor acusado por crime contra a Segurança Nacional

O youtuber Felipe Neto foi intimado nesta segunda-feira a comparecer à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro (DRCI) para prestar esclarecimentos, após o influenciador chamar o presidente Jair Bolsonaro de “genocida” em um posto nas redes sociais. A Polícia Civil do Rio foi acionada pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente.

Foto Internet

O mandado de intimação informa que a investigação apura o crime de calúnia e tem como base a Lei de Segurança Nacional. Redigida durante a ditadura militar, a lei prevê reclusão a quem “caluniar ou difamar o presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação”.

Em nota, Felipe Neto classificou a medida como uma “tentativa de silenciamento” que e já está adotando todas as medidas cabíveis. “Eles querem que eu tenha medo, que eu tema o poder dos governantes. Já disse e repito: um governo deve temer seu povo, NUNCA o contrário”, escreveu o youtuber, que se tornou um dos principais opositores do bolsonarismo nas plataformas digitais, em uma publicação no Twitter.

Nas redes, o influenciador explicou por que utilizou o termo “genocida” para se referir a Bolsonaro: “Minha atribuição do termo genocida ao presidente se dá pela sua nítida ausência de política de saúde pública no meio da pandemia, o que contribuiu diretamente para milhares de mortes de brasileiros. Uma crítica política não pode ser silenciada jamais”. O youtuber destacou ainda que o delegado titular da DRCI, Pablo Sartori, responsável pelo caso, é o mesmo que o indiciou em novembro do ano passado por corrupção de menores — por supostamente divulgar conteúdo impróprio em seu canal no YouTube.

Na época, a investigação alegou que o influenciador teria divulgado em seu canal, desde 2017, vídeos com “conteúdo e linguajar inapropriado para menores” sem limitar a classificação etária. Segundo o delegado, a intimação feita a Felipe Neto nesta segunda-feira é um “procedimento padrão” e que, após o youtuber ser ouvido, o caso será encaminhado à Justiça.

Fonte O Globo

PCdoB lamenta morte de Lúcia Rocha na Paraíba

O PCdoB da Paraíba lançou uma nota em memória nessa última segunda-feira (15), lamentando a morte da dirigente do partido, Maria Lúcia Santos Rocha, que ocorreu ainda no inicio do dia, vítima da Covid-19.

Lúcia Rocha, como era mais conhecida, era natural do Piauí, militante histórica do PCdoB, tendo atuado desde a sua juventude no combate a Ditadura Militar, passando pela clandestinidade, ingressando na vida partidária, nos movimentos sociais e populares.

Em nota, o partido destaca a história de Lúcia Rocha, sua trajetória de lutas e descreve alguns de seus ideais, por fim, faz referência a sua memória e o legado que permanecerá a todos do partido, “continuaremos sua luta! Seu exemplo se multiplicará! Dentro e fora do Partido”.

Confira Nota na Íntegra:

EM MEMÓRIA DA DIRIGENTE COMUNISTA MARIA LÚCIA SANTOS ROCHA

É com profundo pesar que comunicamos a todo(a)s militantes, filiado(a)s e amigo(a)s o falecimento, na madrugada desta segunda feira, 15 de março, da dirigente comunista, camarada Maria Lúcia Santos Rocha, 75 anos. Lúcia  é para nós um exemplo de dedicação incansável às causas dos trabalhadores e do povo. Nunca deixou de acreditar no socialismo para superar o sistema de exploração atual. Simples, solidária, persistiu na luta por seus ideais até oúltimo momento. Revolucionária convicta, não media esforços para cumprir suas tarefas partidárias.

Natural do Piauí, deixa uma história exemplar para todo(a)s nós: iniciou sua militância política ainda nos bancos escolares, como membro da Ação Popular. Quando as perseguições da ditadura se tornaram mais cruentas, não temeu a clandestinidade, tendo atuado na Bahia, Maranhão, Piauí, São Paulo, Ceará e Pernambuco; com a decisão de sua Organização integrar-se ao Partido Comunista do Brasil, em 1972, não vacilou abraçando as fileiras do PCdoB até os dias de hoje, onde ocupou diversos cargos de direção e integrava seu atual Comitê Estadual. Tinha especial satisfação em ir às bases do Partido e filiar, organizar.

Chegando à Paraíba no início de 1982, rapidamente se ligou às lutas populares. Em 1983 casou-se com o então dirigente do partido José Rodrigues. Estar junto ao povo era uma alegria para ela. Assim atuou no Movimento Contra a Carestia, na Associação dos Moradores de Cruz das Armas e fundou a União de Mulheres de Cruz das Armas; Atuou no movimento sindical dos gráficos, quando trabalhava no jornal O Norte e depois integrou a direção do Sindiágua – antes chamado de Stipdase; defendia a concepção Marxista sobre o feminismo e foi fundadora da seção estadual da União Brasileira de Mulheres– UBM.

Soube conciliar o fulgor da luta com sua vida profissional e familiar, dedicando todo carinho e zelo à criação e educação de seu filho, Ramon. Mulher de combate esteve em todas as grandes lutas do povo paraibano, nas mobilizações e greves de trabalhadores, nas campanhas eleitorais e lutas em defesa da democracia e dos interesses nacionais. Mesmo com saúde frágil nunca se deixou abater, esteve nas ruas combatendo o golpe e a  ameaça fascista. Até o dia de sua internação ajudava a organizar a nossa participação no 3ª Conferência do PCdoB Sobre a Emancipação da Mulher.

Lúcia é mais uma vítima da tragédia que se abateu sobre o nosso país, uma simbiose da pandemia do Covid-19 com o desgoverno da extrema direita, que potencializa as consequências funestas para nosso povo. Lúcia fez o combate a estes dois males com todas as suas forças. Tombou na trincheira como combatente de vanguarda.

Continuaremos sua luta! Seu exemplo se multiplicará! Dentro e fora do Partido.

MARIA LÚCIA SANTOS ROCHA, PRESENTE!

Gregótia Benário Lins e Silva,
Presidenta Estadual do PCdoB

Redação Gabinete Paraíba