“Precisa admitir erros, economia se recupera, vidas não” diz ex-Presidente Michel Temer sobre Bolsonaro

A declaração foi dada em entrevista ao Estadão neste sábado

Michel Temer (MDB). Foto: Reprodução.

Já imunizado contra a Covid-19, o ex-presidente da República, Michel Temer (MDB), avalia que seria importante que o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) liderasse um pacto nacional entre todas as instâncias de poder para tentar conter a pandemia.

Com 80 anos de idade, o político do Movimento Democrático Brasileiro já foi procurado pelo presidente para trocar ideias. E disse que, se Bolsonaro quiser saber sua opinião sobre a pandemia, fará a sugestão de que ele convoque uma entrevista coletiva, reconheça erros, defenda vacinação em massa e aceite políticas de isolamento social. O novo mantra do governo deveria, segundo ele, ser “unidos e vacinados”.

“Se o presidente toma uma atitude dessa natureza, o povo se tranquiliza. Ele manda um sinal. No momento, a pandemia está assustadora”, disse Temer em entrevista ao Estadão.

Para o emedebista, a lógica da preservação da economia é compreensível, mas não pode vir antes da saúde.

Fonte: Estadão

[SEM MINISTRO] Marcelo Queiroga não é nomeado pois tem empresas na área da saúde

Médico é sócio administrador de duas empresas em João Pessoa e não pode assumir por isso

Cardiologista Marcelo Queiroga.
Foto: Reprodução.

Apesar de aparecer como novo ministro da Saúde desde a última segunda-feira (15), o cardiologista Marcelo Queiroga segue sem ser nomeado oficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro. A razão do imbróglio é o vínculo com empresas privadas, o que esbarra na Lei 8.112/1990, que institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais.

Segundo informações o jornalista André Shalders, do Estado de S. Paulo, o Planalto esqueceu de checar com a Receita Federal se o possível ministro estava vinculado a alguma empresa, o que impede a sua nomeação.

Ele aparece como sócio administrador de duas clínicas em João Pessoa e precisaria se descompatibilizar.

Bolsonaro havia anunciado que a nomeação sairia já na terça-feira (16), o que não ocorreu. Oficialmente, Eduardo Pazuello segue no comando da Saúde do país durante a semana em que houve mais mortes desde o início da pandemia – mais de 15 mil.

Neste sábado, o presidente do PSL de Goiás, deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO), disse ao Jornal Opção que o possível ministro possui filiação ao PSL.

Segundo reportagem de Helena Mader, da Revista Crusoé, Queiroga foi denunciado pelo Ministério Público em 2000 por apropriação indébita previdenciária, crime contra o patrimônio público. Na ocasião ele administrava o Hospital Prontocor, em João Pessoa.

Fonte: Revista Fórum