[CULTURA] Cantor e compositor Yuri Carvalho, lança na próxima quinta música e videoclipe da Oração-Canção “Calma”

Sopro de esperança para tempos difíceis: Yuri Carvalho lança novo single e videoclipe “Calma”! Esse é o título do novo single do cantor e compositor paraibano que será lançado na próxima quinta-feira (29/04), através dos canais de streaming.

Yuri Carvalho, cantor e compositor paraibanoFoto Marcinha Lima

A canção será disponibilizada nas principais plataformas de players digitais a exemplo do Spotify, Deezer, Pandora, Tidal e iMusic. Já o videoclipe, que também será lançando no mesmo dia, estará disponível no canal do YouTube do cantor, às 18h, através do link www.youtube.com/YuriCarvalhoOficial. Criada em forma de oração-canção, a música traz um clima de esperança para o momento conturbado o qual a sociedade está passando nesse momento. “Calma… não tenhas medo, tudo será refeito, crê na tua prece, o Universo dá jeito” traz um dos trechos da música.

Divulgação – Foto Marcinha Lima

Composta por Yuri durante a primeira onda da pandemia do novo CoronaVírus, “Calma” foi produzida, mixada e masterizada por Pedro Medeiros, que também é autor do violão, do sintetizador e dos efeitos. Já o baixo elétrico é do maestro Matheus Andrade. A obra foi gravada de forma assíncrona, ou seja, cada um em sua casa, de maneira remota, priorizando o isolamento social necessário em tempos de COVID-19.

“A música é um dos caminhos pelos quais a gente pode se expressar. A dor pelas perdas dos nossos, fruto da política nacional, nos fazem refletir e agir à nossa maneira. Sendo assim, só tenho a música como arma e a voz e o ukulele como munição para enfrentar nossos monstros.”, conta o artista.

Imagem divulgação – Foto Marcinha Lima

O roteiro do clipe assim como a direção tem a assinatura de Ismael Farias, mestre sensível das lentes. A co-produção, fotografia, maquiagem e a assistência de vídeo, da multimídia Marcinha Lima. O conceito do vídeo em slowmotion tem a autoria da professora de fotografia, Agda Aquino. O design gráfico está a cargo de Jansen Carvalho. “Calma foi pensada e traduzida em imagens como um suspiro em meio ao caos interpessoal estabelecido pelo momento”, Falou Yuri sobre o clipe.

O artista tem utilizado as redes sociais para compartilhar do seu trabalho e interagir com seu público nesse período de pré-lançamento do seu novo trabalho, nessa sexta-feira (23), Yuri compartilhou com seu público que pré-save de sua nova canção já alcançou cerca de 16 países, confira a postagem nas redes sociais:

Redação Gabinete Paraíba

[MULHERES] Projeto da Vereadora Jô Oliveira propõe criação de Mapa da Violência Contra a Mulher em Campina Grande

Segundo o aplicativo SOS Mulher PB os casos de violência contra a mulher na Paraíba cresceram 105,6%, sendo que a violência psicológica aumentou 132%, enquanto a física cresceu 53% e o abuso sexual teve uma ampliação de mais de 54%. Pensando na importância de ter esses dados sistematizados e acessíveis para facilitar a elaboração de políticas públicas no combate ao enfrentamento à violência contra as mulheres, a vereadora Jô Oliveira (PCdoB), propôs um projeto de Lei para a “Criação do Mapa da Violência contra as Mulheres de Campina Grande”.

Vereador Jô Oliveira (PCdoB)

Esse Mapa poderá viabilizar periodicamente estatísticas a partir das fontes oriundas das políticas públicas municipais, contribuindo assim para a construção de novas políticas públicas, com um caráter intersetorial e mais eficazes de acolhimento e proteção a essas mulheres em situação de violência. O mapa servirá também para auxiliar na identificação de diferentes perfis de mulheres e com isso evidenciar as prioridades e quais as melhores ações a serem tomadas.
Mas os dados do Mapa não ficariam apenas à disposição do poder público municipal, a ideia é que os dados coletados sejam centralizados na Coordenadoria da Mulher e disponibilizados para acesso de todos através de publicação no Semanário Oficial do Executivo e no site da Prefeitura.

A Vereadora Jô Oliveira destaca a importância de uma base de dados municipais que subsidie a realização de políticas públicas mais eficazes, segundo ela:

“Para um efetivo enfrentamento da violência contra as mulheres, é preciso ter informações que nos permitam visualizar a amplitude da realidade, saber o que foi feito, o que não foi e o que precisa fazer, quais as prioridades… O mapa servirá para isso, para subsidiar a elaboração de politicas públicas mais eficazes”, destacou. 

O projeto foi protocolado junto a Câmara Municipal e espera parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa de Félix Araújo, para que possa entrar na pauta de votação nos próximos dias.

Redação Gabinete Paraíba com ASCOM Jô Oliveira

[PSICOLOGIA] Conheça os benefícios da atividade física para a sua saúde mental – Por Letícia Mélo

A prática do exercício físico é uma importante aliada nos cuidados com a saúde mental. Ela atua no nível biológico, no psicológico e no social para produzir uma sensação de bem-estar duradoura. A atividade física favorece a saúde mental tanto no nível da prevenção, como no nível do tratamento, auxiliando em quadros de depressão, ansiedade, Transtorno do Estresse Pós-Traumático, entre outros casos.

A neuroquímica da atividade física: Durante a prática da atividade física, o corpo produz naturalmente os neurotransmissores serotonina e endorfina, que levam a uma sensação de bem-estar e ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade.

Benefícios psicológicos: A prática do exercício físico contribui para uma maior sensação de disposição. As constantes evoluções proporcionadas pelas diferentes práticas desportivas e demais atividades físicas favorecem o desenvolvimento da autoestima e autoimagem.

Benefícios sociais: Em sua maioria, as práticas de atividades físicas são realizadas em companhia de outras pessoas, como parceiros, profissionais de educação física e professores(as). Nestes ambientes, são constantes as interações e o desenvolvimento de relacionamentos, evitando, assim, o isolamento e a solidão.

Praticar uma atividade física é cuidar de si, por completo.

Dra. Letícia de Mélo Sousa
Psicóloga (CRP/13 – 6856). Doutora e Mestra em Psicologia Social pela UFPB. Pesquisadora nas áreas de gênero e sexualidade, violência contra a mulher e violência online.
Instagram: @leticiamelopsi

[CAMPANHA CAMARADA] Ativistas e Amigos arrecadam fundos para ajudar no tratamento de Saúde de Agamenon Sarinho

Militante social passa por grandes dificuldades de saúde e financeiras, devido ao alto custo do tratamento. Amigos pedem ajuda.

Agamenon Travassos Sarinho.
Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução.

Ao longo desta semana, vários amigos e ativistas dos movimentos sociais têm realizado uma campanha solidária, denominada “Campanha Camarada”, para ajudar no tratamento de Agamenon Travassos Sarinho, de 67 anos, que é servidor público aposentado pela UFPB, poeta e um importante militante social do estado da Paraíba.

Atualmente o Poeta e ex-Presidente Municipal do PCdoB de João Pessoa, passa por grandes dificuldades de saúde, pois foi acometido por um câncer no intestino, que o debilitou bastante. Os amigos correm com esforços para que a doença não se prolifere em outras partes do corpo.

Segundo informações, Agamenon passou pela cirurgia para retirada do tumor, mas está precisando fazer todas as sessões de quimioterapia em hospital particular, pois de acordo com os amigos, não possui plano de saúde e não conseguiu fazer nos hospitais públicos.

Todos os esforços se fazem necessários diante do quadro delicado pelo qual passa Sarinho, no qual a doença ameça se espalhar pelo fígado. Portanto, ele precisará terminar o tratamento quimioterápico e passar por uma nova cirurgia para impedir o avanço da doença.

O maior problema, contudo, é o custo do tratamento, que é de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais), sendo seis sessões de quimioterapia, no valor de três mil reais cada. Um impacto financeiro significativo, ainda mais com as dificuldades impostas pela crise econômica e pela pandemia do novo coronavírus.

A ação promovida pelos amigos de Agamenon Sarinho pede qualquer tipo de ajuda financeira, para ajudá-lo em seu tratamento. Segundo eles, a o mais importante é o gesto de amor nesta hora difícil.

“O mais importante de tudo é saber que, apesar de financeira, esta ação levará junto a energia amorosa de quem é grato pela amizade de Agamenon Sarinho ao longo de todos esses anos. E isso, com certeza, é um maravilhoso medicamento que traz cura” – declara o apelo feito pelos amigos de Agamenon.

Veja o apelo dos amigos na íntegra e saiba como ajudar

Campanha Camarada “Agamenon Sarinho – Tratamento Solidário”

Agamenon Travassos Sarinho, 67 anos, é aposentado pela UFPB, mas mantém ativas as suas ideias e fortalecidos os seus ideais. Continua no afã de movimentar as inquietações que caracterizam sua longeva trajetória militante em favor da dignidade de viver. E sempre foi assim. Nas searas da cultura, da luta sindical e nos embates cotidianos, sempre fez do afeto o esteio desta trajetória, construindo amizades e sedimentando o alicerce robusto de quem se dá ao ofício de construir suntuosos castelos de liberdade, entendendo este bem como um exercício coletivo.

Hoje, o companheiro de tantas batalhas luta contra um inimigo silencioso. Mas nada que o barulho de nossa agitada presença solidária não possa fazer para ajudá-lo em sua vitória. Depois de submeter-se a uma cirurgia no intestino para se livrar de um tumor, Agamenon está tendo que fazer seis sessões de quimioterapia em hospital particular, já que não tem plano de saúde e o tratamento por hospitais públicos não foi possível. E tudo se faz urgente. Ele precisa terminar o mais rápido possível esse tratamento quimioterápico para enfrentar uma outra cirurgia que o livrará de avanços da doença no fígado.

O impacto financeiro desse tratamento, já em curso, é de dezoito mil reais (seis sessões de quimioterapia de três mil cada), valor que, nem de longe, nosso companheiro dispõe no momento. E é por isso que vamos fazer girar todo o capital afetivo movimentado por ele em todos os momentos em que compartilhamos nossos sonhos. Para isso, dê sua contribuição, depositando qualquer valor possível na conta do Banco do Brasil, cujos dados estão abaixo.

Mas, o mais importante de tudo é saber que, apesar de financeira, esta ação levará junto a energia amorosa de quem é grato pela amizade de Agamenon Sarinho ao longo de todos esses anos. E isso, com certeza, é um maravilhoso medicamento que traz cura.

Conta Banco do Brasil
Agamenon Travassos Sarinho
Agência: 1619-5
Conta Poupança: 46439-2
Variação 51
CPF: 112.094.614-04

Redação Gabinete Paraíba

[OCUPAÇÃO] Organização, Coletividade e Solidariedade: Movimentos Sociais ocupam cozinha comunitária e cobram responsabilidade do Poder Público

A equipe do Gabinete Paraíba esteve na última quarta-feira (21) visitando o prédio da antiga Cozinha Comunitária do Jeremias, em Campina Grande, local onde ocorre desde a última segunda-feira (19), um movimento de ocupação por parte da Sociedade Civil Organizada, com o apoio e a participação da própria comunidade, que tem produzido e servido mais de 200 refeições diárias, distribuídas de maneira gratuita aos moradores do bairro. 

Cozinha Comunitária do Jeremias, Campina Grande, ocupada pelo movimento

Denominado de Comitê Sindical e Popular Contra a Fome, o movimento reúne diversos movimentos sociais do campo e da cidade, entidades sindicais, entidades de juventude e outros. Formam o Comitê a ANDES-SN, ADUFCG, ADUEPB, SINTEFPB, SINTAB, SINTECT, CSP/CONLUTAS, MST, MAB, UNE, DCE/UFCG, Levante Popular da Juventude, Correnteza, CEBI, MLB, com o apoio dos mandatos dos vereadores Anderson Pila e Jô Oliveira. 

O movimento tem dois grandes objetivos, primeiro é o de minimizar a fome das pessoas dessas comunidades e segundo é o de pressionar o poder público para que ele assuma a sua tarefa de ajudar as pessoas em condições de vulnerabilidade social e, entre outras medidas, reabra as cozinhas comunitárias. 

A nossa equipe esteve no local e conversou com Osvaldo Bernardo, que faz parte do Movimento de Atingidos por Barragens, da Via Campesina, do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e que é uma das várias lideranças que fazem parte do movimento, e que nos explicou um pouco sobre a organização, objetivos e nos deu mais detalhes sobre a iniciativa, acompanhe um resumo dessa conversa:

Ideia 

Segundo Osvaldo, o movimento surge de uma iniciativa em âmbito nacional, a campanha Mãos Fraternas, que tem como objetivo atender as pessoas em situação de maior vulnerabilidade social, do campo e da cidade, como forma de se solidarizar com a vivência em que essas pessoas passam, como também realizar ações que busquem minimizar essas dificuldades. 

“Em um momento de Pandemia que o Brasil está vivendo e o mundo, a gente está querendo ser fraterno e solidário com as famílias que estão e já estavam em um grande grau de vulnerabilidade social, com a crise financeira e com a chegada da pandemia, esse índice aumentou muito mais”, comentou Osvaldo.

Iniciativas constantes

De acordo com a liderança, a união desses movimentos tem atuado em outras iniciativas que trabalham com o objetivo de ajudar as pessoas, a exemplo do trabalho feito com viventes de rua, onde o coletivo busca trabalhar não só no combate aos efeitos da fome, mas também no combate ao Coronavirus, entre as ações já realizadas, estão as doações de máscaras, sabonetes líquidos, a produção e doação de quentinhas, 160 só no último final de semana. O movimento também contribuiu com a comunidade artística de dois circos presentes em nossa cidade, que sofrem os efeitos da pandemia.

Cozinhas Comunitárias

“A ideia de ocupação nas cozinhas comunitárias, ela surge de uma discussão nacional de entender que existem cozinhas comunitárias, que possuem como objetivo o de atender as famílias que estão em um grande grau de vulnerabilidade social e estão fechadas.” comentou.

Segundo ele, a escolha pelo local é estratégica e tem dois grandes objetivos, o primeiro é o de minimizar a fome das pessoas dessas comunidades e o segundo é o de pressionar o Poder Público para que ele assuma sua tarefa, o dever social de ajudar essas pessoas e reabra esses espaços.

Panelas utilizadas na produção de alimentos

Articulação, organização e apoio da comunidade

Osvaldo explicou que para que o movimento pudesse definir qual local realizaria a ação, foi necessário um levantamento anterior, uma pesquisa de campo em torno das cozinhas comunitárias existentes no munícipio, nove no total, os resultados foram capazes de identificar que todos esses locais estão fechados a quase nove anos, em lugares onde as pessoas estão passando muita fome.

Diante disso e da falta de condição econômica e humana para atender todas essas áreas, foi necessário escolher apenas um local, os critérios utilizados levaram em consideração o índice de vulnerabilidade social e a possibilidade de articulação conjunta com a própria comunidade, para que as pessoas do próprio local pudessem apoiar, partilhar e se engajarem nesse trabalho coletivo. 

Osvaldo explicou que houve uma organização anterior junto a própria comunidade, para que ela pudesse apoiar, participar e serem também agentes dessa luta. Pois segundo ele, “o movimento não poderia chegar aqui, ocupar isso aqui, sem o povo estar sabendo o que estava acontecendo, não foi uma coisa aleatória, foi uma coisa pensada, planejada”.

“Não é para fazer para a comunidade, é para fazer com a comunidade” 

Produção de alimentos na cozinha feita por pessoas da própria comunidade

A ocupação é formada e apoiada pelos movimentos do campo, movimento urbanos, sindicatos, trabalhadores da educação, a própria população e moradores da comunidade, que já passaram a integrar o corpo de voluntários, segundo ele, mais de 20 pessoas do próprio bairro estão ajudando na organização e na produção das refeições. 

O movimento ainda tem buscado minimizar o uso de pessoas do próprio movimento, pois a maior intenção é fazer com que a própria comunidade assuma o papel protagonista e atue trabalhando na iniciativa, pois assim “a intenção é buscar conscientizar também essas pessoas, para que elas possam entender a importância do trabalho organizado, coletivo e o poder que essa união tem”, comentou a liderança.

Cadastro de moradores para acesso as refeições, feito por membros do Comitê e pessoas da própria comunidade

Refeições 

O movimento fez um trabalho de arrecadação de alimentos, houve também diversas doações pelos movimentos sociais do campo, as próprias entidades que formam o Comitê, existe também um processo de arrecadação via doação de populares, como também uma arrecadação financeira, feita por doações exclusivamente para a manutenção do trabalho e aquisição de alimentos para as refeições. Cabe ressaltar que todo dinheiro arrecadado, como todas as doações recebidas são oriundas da sociedade civil, o Comitê não recebeu e não se utilizou de verbas públicas.

De acordo com os dados do comitê, desde o começo da iniciativa, o movimento tem entregue o mínimo de 200 refeições por dia, que pode se refletir em quase 1000 pessoas beneficiadas.

“Quando as pessoas vêm pegar as refeições, vem uma pessoa só, essa pessoa representa uma família, ela não vem trazer um prato não, ela vem trazer um balde de cinco litros de manteiga, que enche de sopa, que enche de cuscuz, que é pra atender aquela família”, informou a liderança.

Distribuição das refeições, foto Alisson Callado.

Reivindicação e diálogo com o poder público

“A ideia é permanecermos aqui, até enquanto o poder público assumir essa tarefa”.

Segundo Osvaldo, não houve nenhum diálogo, iniciativa ou abertura por parte do poder público com o movimento, segundo ele, falta um olhar solidário dos representantes municipais, “se fosse o poder público pensando numa concepção de atender as necessidades das pessoas, era pra chegar aqui, já procurar as pessoas pra conversar e dizer: “Estou disposto a ajudar”. Isso até ganharia a empatia da própria comunidade”.

O Gabinete Paraíba também entrou em contato com o Assessória Jurídica do movimento, conversamos com Olímpio Rocha, Advogado, Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Ex-Candidato a Prefeito de Campina Grande e um dos membros do corpo de apoio jurídico do movimento, ele informou que ainda na terça-feira, pessoas que se identificaram como agentes da Prefeitura, estiveram no local e fizeram a troca de alguns cadeados do prédio, como também retiraram as faixas do movimento que estavam no local, porém até então, não foi possível confirmar se há de fato relação direta dessas pessoas com o poder público municipal.

Para além disso, o corpo jurídico tem monitorado o sistema judiciário, no sentido de verificar se o munícipio entrará com o pedido de reintegração de posse, para que dentro dos parâmetros legais, a equipe de advogados e advogadas possam fazer a devida oposição. O movimento também tem se organizado dentro das perspectivas legais no sentido de buscar alternativas que possam fazer com que a Prefeitura tenha que reabrir as cozinhas comunitárias.

Solidariedade

Para finalizar a conversa, perguntamos a Osvaldo, qual a mensagem final que o movimento busca passar, não só para o bairro do Jeremias, mas para toda cidade?

“A mensagem que queremos passar para as pessoas, principalmente a classe trabalhadora no geral, é que o que nos mantém vivos, firmes e fortes: é a solidariedade. Não tem outra saída em momentos difíceis em que a sociedade enfrentou ao longo de sua história. Apesar de nós estarmos vivendo um momento difícil, do individualismo, do corporativismo, mas o que mantém as pessoas pobres e a classe trabalhadora, é a solidariedade, não tem outro caminho não. Outra mensagem que a gente passa, é a importância da sociedade civil organizada, mobilizada e lutando, isso garante direito. A mensagem que a gente também quer passar, é mostrar ao poder público que a sociedade civil organizada, ela tem força, quem move a história é a sociedade civil organizada, é o povo organizado.” 

Osvaldo Bernardo, membro do MAB e do Comitê Sindical e Popular Contra a Fome

Opinião do Gabinete Paraíba

O Gabinete Paraíba parabeniza, divulga e apoia a iniciativa. Nós acreditamos que todo movimento organizado pela Sociedade Civil e que tenha como objetivo maior a ajuda de outras pessoas, merece o devido apoio de toda população. Acreditamos também que o poder público municipal precisa ter maior sensibilidade com as centenas de famílias carentes que nesse momento passam as mais diversas dificuldades agravadas pela pandemia, em um momento em que metade da nossa população vive a problemática da insegurança alimentar, dentro de um cenário de incertezas e falta de liderança política nacional, é inaceitável que diante desse quadro de pobreza e carência, a gestão municipal não tenha apresentado nenhum projeto que vise a reabertura urgente das cozinhas comunitárias e restaurantes populares, promessas de campanha, que até agora não foram cumpridas.

Redação Gabinete Paraíba