[ALTO DO MATEUS] Ruan Martins solicita reativação da linha de ônibus 702

Nesta terça feira (16), o ex-candidato a Vereador de João Pessoa e liderança do bairro do Alto do Mateus, Ruan Martins (DEM), participou de uma audiência com o Superintendente da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana da Capital (SEMOB-JP), George Morais.

Na oportunidade, Ruan reivindicou a reativação da Linha 702 (TIRADENTES/VIA ACESSO OESTE) que atende a população do Alto, na zona oeste de João Pessoa.

É fundamental o retorno da linha de ônibus por causa da distância 1KM entre a residência do cidadão de bem e a parada de ônibus mais próxima, ou seja, São mil metros de exposição ao sol no verão e as fortes chuvas no inverno”, destacou Martins.

George Morais e Ruan Martins.
Foto: Renan Martins/Reprodução.

Segundo ele – que também é Presidente Nacional da Juventude do Democratas – a linha de ônibus foi desativada no início da pandemia em março de 2020, ainda durante a gestão do Prefeito Luciano Cartaxo (PV).

Redação Gabinete Paraíba

[IDOSOS] Vereadora Jô Oliveira leva debate sobre a violência contra a pessoa idosa para a Câmara Municipal

Durante a sessão desta quarta-feira (16), através de propositura da vereadora Jô Oliveira (PCdoB), aconteceu uma tribuna livre com a coordenadora da Pastoral da Pessoa Idosa e da Rede Socioassistencial de Proteção à Pessoa Idosa no município, Rosa Amélia Guimarães, e com a Gerente da Pessoa Idosa da Secretaria Municipal da Assistência Social (SEMAS), Rosimary Torres Guimarães. A propositura faz alusão ao Dia de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, comemorado no último dia 15 de junho.

Rosa Amélia Guimarães, Rosimary Torres Guimarães, Vereadora Jô Oliveira

Como presidente da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher, do Idoso, da Criança e do Adolescente, dentro da Câmara Municipal, a vereadora trouxe essa discussão para a Casa de Félix Araújo como forma de auxiliar no conhecimento e sensibilização dos demais parlamentares sobre o tema.

Em sua fala, Rosa Amélia destacou o papel da Pastoral do Idoso, que trabalha para educar, evangelizar e resgatar a dignidade da pessoa idosa, com a divulgação e luta pela garantia de seus direitos constitucionais. Ela enfatizou ainda que, na maioria dos casos, quem comete violência contra a pessoa idosa são membros da sua própria família, e que é dever de toda a sociedade garantir os direitos da pessoa idosa, previstos no Estatuto do Idoso. Como proposta, ela pontua que a temática do envelhecimento do idoso deveria fazer parte da grade a ser trabalhada na Educação de Jovens e Adultos (EJA), educando para que haja o respeito e proteção às pessoas idosas, bem como para que sejam agentes na busca pela garantia desses direitos.

Já a Gerente da Pessoa Idosa da SEMAS, Rosimary Torres Guimarães, falou sobre as ações voltadas à pessoa idosa que são oferecidas pela gestão municipal, a exemplo de serviços oferecidos nos CREAS, Centro de Convivência do Idoso, Centro POP, SEMAS e outros órgãos. Rosimary destaca ainda que a pauta do combate violência contra a pessoa idosa deve ter o engajamento de toda a sociedade, e que é preciso pensar em legislações mais rígidas que combatam o problema e punam os responsáveis com mais severidade.

Vereadora Jô Oliveira

Para a vereadora Jô Oliveira, o momento foi importante para que se conheça melhor essa realidade, a partir do olhar de quem trabalha com a problemática, e que se possa, a partir disso, pensar ações e políticas públicas.

“Devemos votar em breve a proposta de LDO, também estamos, enquanto município, em fase de revisão ou criação de outras ferramentas como o Plano Diretor e Plano Plurianual, e é importante que essas ferramentas também incluam a população idosa e as suas demandas. É essencial também, que nós, enquanto Câmara Municipal, possamos estar sensíveis a essa pauta, e que ela seja um compromisso coletivo”, destacou a vereadora.

A violência contra o idoso é um crime previsto na constituição. Em casos como esses, seja violência física, patrimonial, sexual ou psicológica, é possível denunciar pelo Disque 100 (nacional) ou Disque 123 (estadual).

Redação Gabinete Paraíba com Ascom / Vereadora Jô Oliveira

“A fotografia não é só o meu trabalho, é a minha vida”, diz fotógrafo oficial de Lula; família Stuckert é referência nacional na área

Há 50 anos, o fotógrafo Roberto Stuckert, 66, chegava a Brasília para cobrir a construção e a inauguração da capital federal. Anos mais tarde, já com residência fixa na cidade, ele e o filho Ricardo, – que seguiu os passos do pai – dividiriam uma rara coincidência no currículo: Ricardo, o Stuckinha, foi escolhido o fotógrafo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; já Roberto, o Stuckão, desempenhou o mesmo cargo na gestão do ex-presidente João Baptista Figueiredo, entre 1979 e 1985. Mas poucos sabem que a história da família Stuckert com a fotografia, vem de bem antes, quando depois da Primeira Guerra Mundial, o bisavô de Ricardo, Eduardo Roberto Stuckert, embarcou de Lausanne, na Suíça, em direção à América do Sul, sem destino definido.

Na primeira parada Eduardo Roberto Stuckert, encantou-se com a Paraíba e por lá ficou. Além de fotógrafo, era pintor e tradutor. Passou o primeiro ofício aos filhos, depois aos netos. É uma tradição familiar. “Na minha família, entre vivos e mortos, são 33 fotógrafos. Sou a quarta geração de uma família de fotógrafos”, diz Ricardo Stuckert.

Ainda sobre sua paixão pela fotografia, Ricardo disse: “Nasci vendo meu pai, Roberto Stuckert, com uma câmera na mão. Minha paixão pela fotografia começou muito cedo, quando eu ainda era criança. Aos 14 anos, já acompanhava meu pai e entrei pela primeira vez em um laboratório fotográfico. Lá, vi uma fotografia nascendo no papel fotográfico. Ali, achei que fosse uma mágica. Me encantei naquele momento e descobri a magia da fotografia. Aos 18, comecei a trabalhar no jornal O GLOBO. De lá pra cá, não parei mais. A fotografia não é só o meu trabalho, é a minha vida. Nasci em uma família de fotógrafos. Tudo que eu aprendi, tudo que eu sou, a maneira como vejo o mundo é por meio da fotografia”, comentou.

Ricardo e Lula – Questionado sobre como começou sua parceria com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se estende até os dias atuais, Ricardo Stuckert, disse que conheceu o ex-presidente nas eleições presidenciais de 2002. “Na época era fotógrafo da revista Istoé, em Brasília. Pouco antes do primeiro turno sugeri à revista registrar uma semana de cada um dos quatro principais candidatos daquela eleição. A ideia era fotografar tudo o que acontecesse em sete dias da vida de Anthony Garotinho, Ciro Gomes, José Serra e Lula, exatamente nessa ordem. Consegui fazer fotos inéditas e diferenciadas com os três primeiros candidatos, e quando chegou à vez do Lula a revista me pressionou que queria algo diferente com ele também. Por isso, passei a semana tentando convencer o ex-presidente a abrir seu apartamento de São Bernardo do Campo para algumas fotos, mas a resposta era sempre negativa. Fiquei batalhando e ele dizendo: ‘Não pode, na minha casa ninguém entra’. Até a dona Marisa me pediu pra respeitar a restrição. Mas eu não desisti. Consegui uma brecha numa sexta-feira, último dia em que estaria ao lado do então candidato. Cheguei à casa dele às 5h30 da manhã. Ele já estava acordado, me mandou subir. Fiz fotos dele tomando café da manhã, coisas assim, mas queria algo mais. De repente aparece a cachorrinha dele, Michelle. Ele pega ela, levanta nos braços e dá um beijo. Foi a foto que abriu a matéria”, comentou Ricardo.

Lula, Ricardo e o Papa Francisco

Segundo o fotógrafo, o ex-presidente Lula gostou do resultado. “Pediu de presente a foto com a cadela – e alguns dias depois da publicação da matéria eu o encontrei no último debate antes do primeiro turno. Ele bateu nas minhas costas e disse: ‘O Kotscho já falou com você?’. Ricardo Kotscho era o assessor de imprensa dele. ‘Acho que ele tem um negócio pra te falar. É um convite’. Na hora caiu a ficha. Lula queria que eu fosse seu fotógrafo oficial caso fosse eleito. Um convite que aceitei sem pensar duas vezes. Quando eu teria outra oportunidade de fotografar um operário no poder? É uma experiência fantástica poder acompanhá-lo desde 2003. Lula é carismático, uma pessoa simples. Ele é aquilo que vc vê nas fotos. Uma pessoa que gostar de estar ao lado do povo. É ali, no meio de uma multidão ou abraçando uma criança, um idoso, um trabalhador que que ele se realiza. Meu maior desafio é mostrar para as pessoas o que o Lula é por meio da fotografia. Uma vez, quando era presidente da República, ele me ligou no domingo e disse: ‘Vem aqui em casa. Estou pescando e quero que você faça umas fotos’. Eu fui e quando cheguei no Palácio da Alvorada comecei a fazer as fotos. Ele olhou pra mim e falou ‘Stuckinha, é pra fotografar o peixe, não eu’. Entende? Ele não tem essa vaidade. Ele é uma pessoa simples”, comentou Ricardo.

Livros – Em 2004, Ricardo lançou o livro, Lula 500 dias em fotos! Neste sentido perguntamos como ele avaliou esse projeto e se pretende lançar novos livros das suas coberturas fotográficas. “Com certeza. Agora estou na fase de finalização de um livro de fotografia sobre os povos originários do Brasil. Comecei a fotografá-los em 1997 e, em 2015, decidi retomar este projeto. Acho importante divulgar a cultura brasileira e mostrar como vivem hoje os povos originários e acredito que a fotografia tem esse papel de levar para as pessoas dos mais diversos lugares a cultura indígena. Em todo o Brasil, temos hoje quase 900 mil indígenas e mais de 300 etnias falando 274 línguas diferentes. Cada etnia tem seus costumes, tradições, rituais, danças. Cada aldeia que eu visito é um aprendizado. O modo de viver do indígena é fantástico. Eles vivem com simplicidade, com aquilo que a floresta oferece. Da terra, tiram os alimentos e as plantas medicinais. Do rio, bebem a água e pescam o peixe para saciar a fome. Têm orgulho de manter a cultura preservada. Nos ensinam a importância de viver em comunidade, de respeitar e preservar a natureza”, comentou.

Ele destaca que outro ensinamento muito importante é em relação ao tempo. “O tempo na floresta é diferente do daqui. Não tem essa pressa, essa ansiedade da cidade. Lá, tem todo um ritual, você tem que respeitar a cultura, tem todo esse trabalho, essa calma e essa sabedoria.”

Algo que queríamos saber é como ele avalia a importância da humanização das fotos para os políticos. Neste sentido, ele disse que a fotografia é, seguramente, um dos melhores meios para você mostrar a narrativa do discurso do político. “É por meio da imagem que o fotógrafo consegue traduzir o trabalho, as realizações, e, claro as ideias do político. A fotografia é o instrumento fundamental para o político transmitir sua mensagem por meio da imagem”, disse Ricardo.

Família Stuckert na história política – Até a divulgação da foto oficial da Presidenta Dilma era Pai e filho os autores das duas únicas fotos oficiais de presidentes que posaram sorrindo – apenas Lula e Figueiredo toparam a imagem “sorridente”. Além disso, ambos conheceram seus futuros “chefes” quando trabalhavam na cobertura dos políticos antes da posse.

Na trilha do pai e do irmão, Roberto Filho, o Stucka, assumiu a mesma função, mas começou trabalhar com Dilma na cobertura de campanha da pré-candidata do PT à Presidência. Ricardo comenta as coincidências entre o trio: “Meu pai foi o fotógrafo do último presidente militar do Brasil. Eu fui o fotógrafo do primeiro operário eleito presidente. E meu irmão é o fotógrafo da primeira mulher a assumir a Presidência”.

Foi em Brasília também que o pai de Stuckão, o fotógrafo Eduardo Roberto, decidiu fundar, na década de 70, a agência de fotojornalismo da família: a Stuckert Press, que abastecia os principais veículos jornalísticos do país com imagens do Planalto Central – até hoje em funcionamento. Cheio de histórias na bagagem, o bem-humorado patriarca da família estima ser o fotógrafo mais antigo de Brasília na ativa. Além de ter sido o fotógrafo de Figueiredo, Stuckão passou por alguns dos principais jornais e revistas do país, cobriu três Copas do Mundo e já perdeu a conta de quantos líderes políticos passaram pelas suas lentes.

Redação