Morre José Carlos da Silva Júnior, Presidente do Grupo São Braz, em decorrência da Covid-19

Faleceu devido a uma parada cardiorrespiratória no Hospital Sírio-Libanês, onde encontrava-se internado

José Carlos da Silva Júnior. Foto: Reprodução.

O presidente do Grupo São Braz e proprietário das TVs Cabo Branco e Paraíba, José Carlos da Silva Júnior, faleceu na manhã desta sexta-feira (5) em decorrência da Covid-19. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. José Carlos tinha 94 anos, era viúvo e deixa três filhos, Ricardo Carlos, Eduardo Carlos e Eliane Freire.

José Carlos da Silva Júnior nasceu em Campina Grande, em 16 de junho de 1926. Filho de José Carlos da Silva e Maria Rosa da Silva, formou-se em contabilidade e construiu a vida profissional como empresário nos segmentos de alimentos, comunicação e automotivo.

Em 1982, foi convidado a disputar o cargo de vice-governador na chapa de Wilson Braga pelo Partido Democrático Social (PDS), na ocasião, derrotou Antônio Mariz na disputa eleitoral. Quatro anos depois, em 1986, deixou o cargo após a desincompatibilização de Braga, que disputaria uma vaga no Senado Federal pela Paraíba.

Como suplente, assumiu a vaga de senador nos anos de 1996, 1997 e 1999, após licenças de Ronaldo Cunha Lima. Em seus discursos, sempre defendeu melhorias à conjuntura econômica nordestina e brasileira, com destaque para sua atuação como membro da Comissão Especial que estudou as causas da pobreza no país, em outubro de 1999.

Além da atividade política, José Carlos da Silva Júnior também participou ativamente de importantes entidades do setor industrial. Foi presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), do Sindicato do Milho, Torrefação de Café e Refinação do Sal do Estado da Paraíba; vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep); diretor da Bolsa de Mercadorias da Paraíba, além de ter integrado os conselhos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Comercial de Campina Grande.

Fonte: G1 Paraíba

Crise afeta trabalhadores que contribuem com o INSS; veja os efeitos e o que fazer

Especialistas alertam que períodos longos sem contribuir à Previdência Social fazem com que os trabalhadores percam o direito aos benefícios do INSS.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O desemprego recorde e a crise econômica têm levado muitos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a interromperem as contribuições mensais à Previdência Social.

Especialistas alertam que períodos longos sem contribuir à Previdência Social fazem com que os trabalhadores percam o direito aos benefícios do INSS.

Isso porque os segurados que não efetuam de forma contínua os recolhimentos mensais podem perder a qualidade de segurado – que é o que garante o direito aos benefícios – e também o tempo de carência para dar entrada em alguns benefícios previdenciários, como auxílios por incapacidade e a pensão por morte.

“Para manter a qualidade de segurado, é necessário efetuar recolhimentos mensais para a Previdência. Mas ainda que você não esteja fazendo esses recolhimentos, é possível manter a qualidade de segurado durante o chamado período de graça”, explica Ruslan Stuchi, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Stuchi Advogados.

Em regra geral, os segurados podem ficar sem contribuir com a Previdência Social por até 12 meses sem perder a qualidade de segurado. Mas o prazo é de apenas seis meses para trabalhadores que efetuam a contribuição na categoria “facultativo”, opção comum entre segurados sem carteira assinada.

Já no caso do licenciamento de cidadão incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar, o limite é de três meses.

O direito aos benefícios ainda é prorrogado por mais 12 meses no caso de já terem sido efetuadas mais de 120 contribuições mensais sem a perda da qualidade de segurado.

Também é possível mais uma prorrogação de 12 meses no caso de o segurado estar desempregado.

Tempo de carência dos benefícios

Na regra geral, o tempo de carência varia conforme o benefício. São necessários 10 meses de contribuição para ter acesso ao salário-maternidade, 12 meses para o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez, 24 meses para o auxílio-reclusão e 180 meses para a aposentadoria por idade.

No caso de o segurado perder o direito aos benefícios, é necessário retomar as contribuições e cumprir metade do tempo de carência exigido para contar novamente com a qualidade de segurado.

Os especialistas afirmam que o período pandêmico desestimula os trabalhadores a contribuírem para o INSS e colocam em risco o acesso aos benefícios previdenciários.

“Com a dificuldade de gerar renda, principalmente os profissionais autônomos e microempreendedores optam por cortar as contribuições como uma forma de reduzir gastos. Muitos desconhecem a problemática de ficar sem recolher, que não é só ter uma aposentadoria tardia. É não ter direito aos benefícios por incapacidade ou gerar pensão por morte”, pontua Thiago Luchin, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Ruslan Stuchi alerta que os segurados não devem confundir o tempo de carência com o chamado tempo de contribuição, um dos critérios utilizados para alcançar o direito à aposentadoria.

“O tempo de contribuição é contado desde o início da contribuição até a data do requerimento ou desligamento de atividade abrangida pela Previdência Social, descontados os períodos em que houve suspensão do contrato de trabalho, interrupção de exercício e desligamento da atividade. Já o período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício”, explica.

Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o recebimento do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez entra na contagem do chamado “tempo de carência”, período mínimo de contribuições necessário para ter direito aos benefícios.

O cenário até então era de que beneficiários do auxílio ou da aposentadoria tinham a contagem suspensa por estarem afastados do trabalho, o que motivava ações na Justiça para requerer a manutenção da contagem. O novo entendimento deve facilitar com que trabalhadores continuem com o direito à proteção social do INSS.

A decisão do Supremo, entretanto, tem validade apenas para períodos intercalados.

“É necessário ter tempos de contribuição antes e depois do período em que o segurado recebe o benefício por incapacidade. É o caso de um segurado que tinha 12 anos de contribuição e ficou outros três afastados recebendo aposentadoria por invalidez”, explica João Badari, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Já o advogado previdenciário Erick Magalhães, sócio do escritório Magalhães & Moreno Advogados, lembra que a decisão é positiva por conta do período da pandemia da Covid-19, no qual a tendência é o aumento de pedidos de auxílio-doença por parte das pessoas infectadas pelo vírus.

“Com a decisão do STF, se este período de afastamento for intercalado com períodos de atividade laboral, será considerado como tempo de serviço, podendo ser usado na contagem não só para aposentadoria, mas para todos os demais benefícios que exigem carência e tempo de contribuição mínimos. Portanto, este período de doença não é mais tempo perdido”, diz.

Fonte: G1

Mulher rica faz seis horas de trabalho doméstico a menos que mulher pobre, diz IBGE

Mulheres que pertencem aos 20% de maior renda da população brasileira gastam em média 18,2 horas por semana cuidando de outras pessoas ou realizando afazeres domésticos. Enquanto isso, as mulheres que estão entre os 20% de menor rendimento dedicam 24,1 horas semanais a essas mesmas atividades.

NELSON ALMEIDA/AFP VIA GETTY IMAGES

Os dados são do estudo Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, cuja segunda edição foi publicada nesta quinta-feira (4/3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No levantamento, a fatia de 20% mais pobres considera famílias com renda per capita (por pessoa) de até R$ 350. Já os 20% mais ricos têm uma grande desigualdade interna, indo desde domicílios com rendimento per capita de R$ 1,7 mil até R$ 164 mil.

A diferença de quase seis horas no tempo dedicado ao serviço doméstico entre mulheres ricas e pobres se explica, segundo o IBGE, porque as de maior renda terceirizam parte dessas tarefas para as de menos recursos, através do trabalho doméstico de babás, faxineiras e cozinheiras.

Além disso, as mulheres mais abastadas podem pagar por creches privadas para seus filhos pequenos, num país que sofre com a deficiência crônica de vagas em creches públicas.

A desigualdade no acesso a creches também se revela nas diferentes taxas de ocupação entre mulheres brancas e negras com crianças pequenas em casa.

Mulheres de maior renda terceirizam parte das tarefas domésticas para as de menos recursos, através da contratação de serviços como de babás, faxineiras e cozinheiras – GETTY IMAGES

Menos da metade (49,7%) das mulheres pretas ou pardas com crianças de até 3 anos de idade no domicílio estavam ocupadas em 2019, enquanto entre as mulheres brancas, a proporção era de 62,6%.

Os dados revelam que, além da histórica desigualdade entre homens e mulheres, também são grandes as iniquidades entre as próprias mulheres, considerando recortes de renda, cor ou raça, regiões do país e áreas urbanas e rurais, por exemplo. Segundo o IBGE, essas diferenças devem ser levadas em contas na elaboração de políticas públicas para mitigar desigualdades.

Trabalho feminino é fundamental para redução da pobreza
A questão do acesso das mulheres ao mercado de trabalho é fundamental. Isso porque a impossibilidade de muitas delas de trabalhar ou a disponibilidade para trabalhar apenas em tempo parcial prejudica o acesso de diversas famílias a patamares mais elevados de renda.

Entre os fatores que ainda impedem uma maior participação das mulheres no mercado de trabalho estão a insuficiência de creches e de instituições públicas de cuidado para idosos, além da desigualdade salarial e de acesso aos cargos mais bem remunerados entre homens e mulheres.

Essa discrepância muitas vezes faz com que as famílias, quando defrontadas com a necessidade de um dos pais deixar de trabalhar para se dedicar ao cuidado dos filhos, no geral, esse sacrifício seja feito pelas mulheres, já que os homens costumam ganhar mais. Esse tipo de situação ficou ainda mais evidente na pandemia, devido ao fechamento das escolas.

Segundo o estudo do IBGE publicado nesta quinta-feira, a taxa de participação feminina na força de trabalho em 2019 ainda era quase 20 pontos percentuais menor do que a masculina.

A taxa de participação na força de trabalho é o percentual de pessoas em idade de trabalhar (15 anos ou mais) empregadas ou em busca de trabalho, em relação ao total de pessoas nessa faixa etária.

Em 2019, a taxa de participação na força de trabalho total no país era de 63,6%, mas chegava a 73,7% entre os homens e era de apenas 54,5% entre as mulheres. A diferença entre os gêneros vinha diminuindo gradual e lentamente – era de 23,1 pontos percentuais em 2012, início da série histórica do IBGE, recuando a 19,2 pontos percentuais em 2019.

Na pandemia, no entanto, essa diferença voltou a crescer, chegando a 19,7 pontos, segundo dados de novembro de 2020 da Pnad Covid-19, pesquisa criada pelo IBGE para mensurar os efeitos da crise de saúde pública sobre o mercado de trabalho e a saúde dos brasileiros.

‘São necessárias políticas para expansão de creches’

André Geraldo de Moraes Simões, pesquisador do IBGE, destaca importância da expansão de creches para que mulheres tenham maiores chances de ascensão – GETTY IMAGES

Olhando para o nível de ocupação – que mede o percentual de pessoas efetivamente ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar -, o IBGE observa que a presença de crianças pequenas reduz drasticamente a possibilidade de ocupação das mulheres.

Em domicílios com crianças de até 3 anos de idade, o nível de ocupação das mulheres de 25 a 49 anos era de 54,6% em 2019, comparado a 67,2% entre as mulheres da mesma faixa etária sem crianças pequenas em casa.

Entre os homens, o indicador era de 89,2% e 83,4%, respectivamente, nestas mesmas duas situações.

Ou seja, em lares com crianças pequenas, a diferença na ocupação entre homens e mulheres superava os 30 pontos percentuais. A discrepância é reduzida a pouco mais de 16 pontos nos domicílios sem essas crianças que exigem mais atenção.

“Isso não significa que a presença de crianças é negativa”, observa André Geraldo de Moraes Simões, pesquisador do IBGE. “Mas aponta para a necessidade de políticas públicas de expansão de creches e de oportunidades para que as mulheres, que são as mais demandadas nas tarefas de cuidado, possam se inserir mais no mercado de trabalho.”

Simões destaca ainda a importância do compartilhamento das atividades de cuidado entre homens e mulheres nos domicílios.

Em 2019, as mulheres dedicavam quase o dobro de horas semanais entre afazeres domésticos e cuidados, em relação aos homens. Para elas, essas tarefas consumiam 21,4 horas em média por semana, comparado a 11 horas dedicadas a esses afazeres pelos homens.

No caso masculino, a diferença de renda pouco afeta a quantidade de horas dedicadas às tarefas domésticas. Os mais pobres dedicavam 11 horas a elas e os mais ricos, 10,8 horas semanais.

Mulheres são mais educadas, mas ainda têm empregos piores

O IBGE afirma que discrepâncias entre homens e mulheres não são explicadas pela educação, já que as mulheres no geral são mais instruídas do que os homens. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

Além de terem maior dificuldade de entrar no mercado de trabalho, as mulheres também ocupam posições mais precárias. Segundo o IBGE, em 2019, cerca de um terço delas (29,6%) estavam ocupadas em tempo parcial – até 30 horas semanais -, quase o dobro dos homens (15,6%) que viviam essa realidade.

“As mulheres acabam indo para esse tipo de ocupação porque precisam conciliar a profissão com o trabalho doméstico”, observa Simões. “São trabalhos mais vulneráveis, com maior possibilidade de serem demitidas, maior informalidade e menor acesso a direitos previdenciários e à proteção social.”

Na região Norte, quase 40% das mulheres estavam ocupadas apenas em tempo parcial e no Nordeste, 37,5%. Em comparação, esse percentual cai a 26,2% no Sudeste e a 25% no Sul.

A inserção das mulheres no mercado de trabalho através de ocupações precárias também ajuda a explicar a diferença salarial entre os gêneros, diz o pesquisador. Em 2019, os rendimentos das mulheres equivaliam a 77,7% dos ganhos dos homens. Aqui, novamente, a evolução ao longo dos anos é lenta e gradual: em 2012, a razão era de 73,6%.

O IBGE destaca, porém, que essas discrepâncias entre homens e mulheres não são explicadas pela educação, já que as mulheres no geral são mais instruídas do que os homens.

Em 2019, considerando as pessoas com 25 anos ou mais, 15,1% dos homens tinham ensino superior completo, comparado a 19,4% das mulheres.

Elas, no entanto, ainda são minoria entre os docentes de ensino superior. As mulheres eram 46,8% dos professores de faculdades e universidades em 2019, também uma lenta evolução em relação aos 43,2% de 2003. Os dados são do Censo do Ensino Superior do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Mulheres ainda têm menor presença nos espaços de poder

Embora sejam mais escolarizadas do que os homens, as mulheres ainda têm menos acesso aos espaços de poder na vida pública e privada, destaca ainda o estudo do IBGE.

“Ainda temos apenas 14,8% de deputadas federais em exercício”, destaca Luanda Chaves Botelho, analista do IBGE, citando dado de setembro de 2020. “Com esses 14,8%, o Brasil tem a menor proporção da América do Sul e fica na posição de número 142 em um ranking de 190 países, atrás de países muito caracterizados por violência de gênero.”

A título de comparação, Ruanda é o país com mais mulheres no parlamento (61,3%), mas o Brasil também fica atrás de vizinhos como Bolívia (53,1%), Argentina (40,9%), Peru (26,2%), Chile (22,6%) e Uruguai (21,2%). Nos Estados Unidos, o percentual é de 23,4%.

Em 2018, as mulheres representaram 32,2% das candidaturas a deputado federal, o que ajuda a explicar a baixa presença delas na Câmara. Mas não explica totalmente, já que o percentual de eleitas é ainda menor do que o de candidatas.

O IBGE destaca então a participação das mulheres nas candidaturas por receita de campanha. Isso porque estudos acadêmicos indicam que candidaturas com maior disponibilidade de recursos financeiros têm mais chance de sucesso.

Entre as candidaturas com receita superior a R$ 1 milhão, apenas 18% eram de mulheres.

Botelho destaca ainda que ser parlamentar é também um elemento que favorece o sucesso das candidaturas. “Esse é outro elemento desfavorável para as mulheres, quase como um ciclo vicioso, já que elas são a minoria dos parlamentares em exercício”, destaca a pesquisadora.

No nível municipal, em 2020, somente 16% dos vereadores eleitos eram mulheres. As mulheres pretas, apesar de serem 9,2% do total das mulheres, foram apenas 5,3% das vereadoras eleitas. Já as mulheres pardas são 46,2% das mulheres, mas alcançaram apenas 33,8% das cadeiras obtidas por elas nas eleições municipais mais recentes.

Por fim, olhando para cargos gerenciais nos setores público e privado, o IBGE observa que as mulheres ocupavam apenas 37,4% dessas posições em 2019. O percentual pouco avançou em relação aos 36,8% registrados em 2012.

Nos cargos gerenciais de maior remuneração, a presença das mulheres é ainda menor, de 22,3% no dado mais recente.

Entre os ministros do governo, as mulheres eram apenas duas – Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Tereza Cristina (Agricultura) – entre 22 ministros.

“A eleição de mulheres para os cargos legislativos apresenta melhora discreta, mas ainda longe de corresponder à metade feminina da população brasileira e ainda em situação muito desfavorável quando comparada a outros países”, observa o IBGE.

“A maior participação nesses cargos é importante não apenas em termos de representatividade, mas para aumentar as chances de pautar a formulação de políticas públicas de suporte às agendas de promoção de equidade, de acesso a oportunidades e de proteção contra violência doméstica, assédio e abusos de toda ordem”, conclui o instituto.

Fonte: BBC News Brasil

Covid-19: França acelera vacinação, com início do exame da vacina russa Sputnik V na Europa

O número de casos de Covid-19 aumentou 9% na Europa na semana passada. FREDERIC J. BROWN / AFP

“É de fato a implantação mais rápida e melhor direcionada possível da campanha de vacina que nos permitirá sair deste túnel”, disse Jean Castex na noite de quinta-feira. Se novas restrições foram anunciadas na França, a corrida pela vacinação está se acelerando na Europa. A vacina russa Sputnik V começa a ser examinada, novas alianças de pesquisa são feitas e a Itália bloqueia a exportação de doses do AstraZeneca para a Austrália.

Para não perder nenhum dos últimos destaques relacionados à Covid-19, o Le Figaro faz um balanço das últimas notícias desta sexta-feira, 5 de março.

Pas-de-Calais confinada aos fins de semana, centros comerciais de mais de 10.000 m2 fechados em 23 departamentos “sob vigilância” e “reforço nos testes e vacinação”: Jean Castex defendeu quinta-feira a estratégia governamental de não-condenação face à Covid 19 epidemia, cuja progressão não é, “nesta fase”, exponencial. “A contenção não é impossível, mas não é inevitável”, martelou o chefe do governo em uma entrevista coletiva, insistindo na “contrapartida” da triagem e vacinação em massa.

Escalada de casos na Europa

O número de novos casos de Covid-19 na Europa aumentou 9% na semana passada para chegar a pouco mais de um milhão, após seis semanas de “declínio promissor”, anunciou quinta-feira o diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Hans Kluge . Para ele, os europeus devem “voltar ao básico” para lutar contra o vírus e suas variantes, em especial acelerando a vacinação. “Precisamos expandir nosso portfólio de vacinas”, insistiu ele.

Marco importante para o Sputnik V na Europa

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou nesta quinta-feira que iniciou os exames da vacina russa Sputnik V, com vistas à sua implantação na União Europeia. As autoridades russas dizem que estão prontas para fornecer vacinas a 50 milhões de europeus a partir de junho. Mais de dois milhões de russos receberam ambas as doses da vacina, e mais dois milhões receberam sua primeira dose, disse o presidente Vladimir Putin.

A OMS não divulgará conclusões provisórias sobre a investigação de Wuhan

A equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) enviada em janeiro para Wuhan, na China, para investigar as origens da pandemia de Covid-19, decidiu não publicar suas conclusões provisórias, informou o The Wall Street Journal na quinta-feira .

Itália bloqueia exportação da AstraZeneca

A Itália bloqueou a exportação para a Austrália de doses da vacina anti-Covid da AstraZeneca produzida em solo europeu, a primeira aplicação de um mecanismo de controle posto em prática por Bruxelas, o governo italiano anunciou quinta-feira. O Ministério das Relações Exteriores da Itália especificou que essa recusa à exportação dizia respeito a 250.700 doses do laboratório sueco-britânico. Ele justificou isso em particular pela “persistente escassez de vacinas e os atrasos no fornecimento da AstraZeneca” na UE e na Itália.

Aliança para vacinas futuras

Israel, Áustria e Dinamarca anunciaram na noite de quinta-feira uma aliança para o desenvolvimento e produção de novas gerações de vacinas contra a Covid-19, um acordo já criticado na União Européia. Os três países lançarão “um fundo de pesquisa e desenvolvimento” e “iniciarão esforços conjuntos para a produção de futuras vacinas”, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, sem entretanto detalhar o valor desse fundo ou a capacidade de produção desejada.

Itália: eleições adiadas

O governo italiano anunciou nesta quinta-feira o adiamento para o outono de uma série de eleições locais, incluindo a de prefeitos de grandes cidades como Roma, Milão, Nápoles, Torino e Bolonha, inicialmente agendadas antes do verão, devido à persistência do Covid 19 epidemia.

Restrições no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira restrições à atividade de restaurantes, bares e praias e toque de recolher, na esperança de conter a epidemia. A cidade, que tem 6,7 milhões de habitantes, é uma das últimas a entrar em ação no Brasil, que bateu recordes de mortalidade nos últimos dois dias, com 1.910 mortes anunciadas nesta quarta-feira.

Fonte: Le Figaro

“Estamos perdendo a sensibilidade”, diz Presidente do Santos, que defende paralisação do futebol

Declaração de Andrés Rueda vem um dia após o treinador do América-MG, Lisca Doido, criticar a CBF por confirmar a Copa do Brasil em meio à explosão de casos e mortes por Covid-19

José Carlos Peres, presidente do Santos — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Em entrevista à Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (4), o presidente do Santos, Andrés Rueda, defendeu a paralisação do futebol por conta da escalada vertiginosa de casos confirmados e mortes em decorrência da Covid-19 no país.

“Com dor no coração, a situação está nos assustando muito, estamos perdendo a sensibilidade, falamos de vidas que não têm sentido de serem perdidas. Qualquer medida para salvar uma vida vale”, disse Rueda.

“O protocolo [do futebol] é coerente, mas, mesmo assim, a coisa foge do controle de uma maneira geral. E o futebol também tem que ter uma participação no sofrimento, isso dói, mas precisamos parar”, completou o dirigente.

Segundo Rueda, apesar de seguir todos os protocolos, o Santos já registrou infecções por Covid-19 em praticamente todos os seus jogadores. “O Santos cumpre os protocolos, mas praticamente o elenco inteiro já pegou. Seria mais prudente, embora doa na carne, entrarmos em um período de paralisação. Suspender o campeonato mesmo, embora as entidades tenham tomado um cuidado excelente”, pontuou.

A declaração do mandatário do Santos vem um dia após o técnico do América-MG, Lisca Doido, pouco antes de uma partida, criticar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por confirmar a realização da Copa do Brasil.

“É quase inacreditável que saiu uma tabela da Copa do Brasil hoje com jogos dia 10, 17, e com 80 clubes que nós vamos levar jogadores com delegação de 30 pessoas pra um lado e pro outro do país. Nosso país parou, gente. Não temos lugar nos hospitais”, afirmou Lisca.

O técnico ainda se disse “apavorado” e lembrou do colapso nos hospitais brasileiros. “Eu estou perdendo amigos, amigos treinadores, gente. Não é hora mais, é hora de segurar a vida. ‘Ah, porque aqui no Mineiro é mais perto’, mas vai pegar uma delegação do sul e levar pra Manaus. Como que vocês vão fazer isso? Presidente Caboclo, pelo amor de Deus! Juninho Paulis, Tite, Cléber Xavier, as autoridades. Nós estamos apavorados, pelo amor de Deus”, disparou.

Fonte: Revista Fórum

Cientistas descobrem nova camada no interior da Terra

Núcleo interno mais interno” do nosso planeta, embora difícil de observar, foi detectado a partir de uma mudança na estrutura do ferro

Ilustração de Édouard Riou feita em 1864 para “Viagem ao Centro da Terra”, de Júlio Verne: os animais podem ser pura ficção, mas a camada desconhecida no interior do planeta é, pelo estudo, um fato

O escritor francês de ficção científica Júlio Verne, autor de Viagem ao Centro da Terra, certamente gostaria desta novidade: pesquisadores da Universidade Nacional Australiana (ANU) confirmaram a existência do “núcleo interno mais interno” da Terra. Segundo a pesquisadora Joanne Stephenson, doutoranda da ANU e autora principal do estudo, embora essa nova camada seja difícil de observar, suas propriedades distintas podem apontar para um evento desconhecido e dramático na história da Terra.

O estudo foi publicado na revista “Journal of Geophysical Research: Solid Earth”.

“Encontramos evidências que podem indicar uma mudança na estrutura do ferro, o que sugere talvez dois eventos separados de resfriamento na história da Terra”, disse Stephenson. “Os detalhes desse grande evento ainda são um pouco misteriosos, mas adicionamos outra peça do quebra-cabeça quando se trata de nosso conhecimento do núcleo interno da Terra.”

Algoritmo de busca
A cientista afirmou que investigar a estrutura do núcleo interno pode nos ajudar a entender mais sobre a história e evolução da Terra.


“Tradicionalmente, nos ensinaram que a Terra tem quatro camadas principais: a crosta, o manto, o núcleo externo e o núcleo interno”, declarou Stephenson. “A ideia de outra camada distinta foi proposta algumas décadas atrás, mas os dados não eram muito claros. Conseguimos contornar isso usando um algoritmo de busca muito inteligente para vasculhar milhares de modelos do núcleo interno. É muito emocionante – e pode significar que teremos de reescrever os livros!”

No mínimo, o famoso romance de Verne poderia precisar de algumas páginas adicionais.

Fonte: Revista Planeta

[Esotérico] Signos que demoram mais para envelhecer espiritualmente

Conheça os signos que demoram para envelhecer espiritualmente

Signos do Zodíaco

Ter o espirito jovial é viver com alegria e empolgação. É ser uma pessoa que se arrisca viver grandes aventuras sem colocar a idade em questão. É viver inspirado o tempo todo, cheio de entusiasmo por cada etapa da vida.

A pessoa com o espírito jovem não aguenta ficar parada, precisa sempre de agitação e mudanças constantes para que cada momento se torne especial.

Todos os signos podem ter a essência da juventude. Entretanto, alguns conseguem viver nesse estado de espírito por mais tempo, por isso, entram em destaque como os signos que mais demoram para envelhecer. Lembre-se que não é sobre o corpo físico, e sim sobre o espiritual.

Sagitário

Os sagitarianos não podem ficar de fora dessa lista! Eles são a agitação em pessoa, e estão sempre com um espírito jovem. Enquanto a pessoa de sagitário conseguir realizar suas viagens e conhecer novas pessoas e culturas, continuará a ser o espírito mais jovem do mundo.

Leão

Devido sua vaidade, o leonino não se deixa envelhecer. Ele não apenas cuida de sua aparência, mas também sabe cultivar a essência jovem através da curiosidade de estar sempre antenado. A pessoa de leão aproveita cada instante com muita empolgação e possui energia suficiente para encarar desafios dificultosos sem perder o alto astral e o sorriso no rosto.

Áries

O ariano tem os olhos cheios de empolgação, por isso, sua vida é cheia de aventuras. Eles gostam de sonhar alto e fazem de tudo para alcançarem suas metas. Desta forma, a pessoa de Áries não percebe o tempo passar, já que fica muito ocupado com suas próprias realizações.

Escorpião

Esse é o signo da transformação! O escorpiano consegue de adaptar a qualquer situação com facilidade, é só ficar em um ambiente com pessoas mais jovens e descontraídas para o escorpiano se renovar. Além disso, o signo nunca deixa a curiosidade sobre a vida de lado.

Câncer

Como o canceriano é ligado a família, pode se apegar ao papel de “filho(a) caçula” e passar a ter essa atitude no cotidiano. Esse signo tem um lado jovial que faz questão de se destacar. Se conseguir aproveitar essa característica sem exagerar, além de viver com animação e cultivando boas amizades, pode manter o espírito jovem por várias décadas.

Libra

A palavra do libriano é equilíbrio. Isso ajuda o signo a envelhecer gradualmente, visto que ele aceita a chegada do envelhecimento. Dessa forma, as pessoas de libra conseguem aproveitar mais a essência da juventude.

Fonte: Terra

[COVID-19] Certos tipos sanguíneos têm maior chance de contrair Covid-19, dizem cientistas

Amostras de Sangue em Laboratório

Um novo estudo publicado quarta-feira (3) na revista Blood Advances mostrou que o coronavírus (SARS-CoV-2), que causa a covid-19, é particularmente atraído pelo antígeno do grupo sanguíneo A encontrado nas células respiratórias.

Os pesquisadores se concentraram na proteína que se liga às células hospedeiras, na superfície do vírus, chamada domínio de ligação ao receptor (RBD).

A equipe avaliou como o SARS-CoV-2 RBD interagiu com os glóbulos vermelhos e respiratórios nos tipos de sangue A, B e O.

Os resultados mostraram que o SARS-CoV-2 RBD tinha uma forte preferência para se ligar ao grupo sanguíneo A encontrado nas células respiratórias, mas não tinha preferência pelos glóbulos vermelhos do grupo A , ou outros grupos sanguíneos encontrados nas células respiratórias ou vermelhas.

A preferência do vírus de reconhecer e se ligar ao antígeno sanguíneo tipo A encontrado nos pulmões de pessoas com essa tipagem pode fornecer informações sobre a ligação potencial entre o grupo sanguíneo A e a infecção por covid-19, de acordo com os autores do estudo.

“É interessante como o RBD viral prefere apenas o tipo de antígenos do grupo sanguíneo A que estão nas células respiratórias. Presumimos que é como o vírus está entrando na maioria dos pacientes e infectando-os”, disse o autor do estudo, Dr. Sean Stowell, da Brigham and Hospital da Mulher em Boston.

“O tipo de sangue é um desafio porque é algo herdado e que não podemos mudar”, disse Stowell. “Mas se pudermos entender melhor como e quem o vírus ataca, poderemos encontrar novos medicamentos ou métodos de prevenção. Só essa observação não responde todas as perguntas, mas pode explicar parte da influência do tipo sanguíneo na infecção por COVID-19.”

Fonte: Medical Xpress