“Vamos juntos fazer parte dessa festa democrática”, Veneziano lembra aos jovens que hoje é o último dia para tirar o título de eleitor e poder votar este ano



As eleições estão chegando, e os jovens eleitores não podem ficar de fora desse dia tão decisivo para a história do país. É o que pensa o Vice-presidente do Senado Federal, Senador e pré-candidato a Governador da Paraíba nas eleições deste ano, Veneziano Vital do Rêgo.



Com este pensamento, Veneziano divulgou um vídeo de chamamento aos jovens ara que participem deste momento tão importante do país e da Paraíba, através de um vídeo que ele publicou em suas redes sociais.

O pré-candidato disse que não se pode negar que há um certo descontentamento dos brasileiros com a política, mas ele lembrou que a única forma de mudar a realidade que vivemos hoje no Brasil – e na Paraíba também – é através do voto. Por isso, segundo Veneziano, é fundamental que todos participem do processo eleitoral e façam suas escolhas.

No vídeo, Veneziano fez um apelo aos jovens de 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo, alertando sobre o prazo para o alistamento eleitoral, que termina nesta quarta-feira, dia 4 de maio, e destacando a necessidade de os jovens também fazem parte do processo, escolhendo democraticamente os que vão comandar os destinos do país e do seu estado a partir do não que vem, pois dessas escolhas dependerá o futuro de cada um.

“Olá, rapaziada! Você que é jovem e ainda não regularizou o seu título de eleitor, vamos juntos fazer parte dessa festa democrática. Retire o seu título de eleitor até esta quarta-feira através do site: http://www.tse.jus.br/titulo-net”, disse Veneziano.

Veja o vídeo: https://www.instagram.com/tv/CdEEhEXAN1G/?igshid=MDJmNzVkMjY=

‘Sou uma defensora dos jovens na Política’ afirma Rafaela Camaraense em evento de jovens de Picuí

A Secretária de Juventude do Governo da Paraíba, Rafaela Camaraense, participou na tarde desta sexta-feira (27) do Webnário: Políticas Públicas para as Juventudes, ação transmitida pelo Google Meet e que integra a programação da Semana Municipal da Juventude ‘Neto Borges’.

Rafaela Camaraense. Foto: Reprodução.

Durante a sua fala, a gestora estadual, que também é ex-vereadora e suplente de Deputado Estadual, fez uma avaliação conjuntural do cenário político nacional e chamou os jovens a se engajarem na política, para derrotar o autoritarismo. “Por mais que estejamos desmotivados com a política, sobretudo no cenário nacional, um cenário extremamente caótico; temos um presidente despreparado, arrogante, preconceituoso e que não tem ajudado a vida dos brasileiros. Precisamos de jovens pra combater esse tipo de prática. E eu sou uma defensora dos jovens na política! Se não nos manifestarmos, esse tipo de pessoa vai conseguir tomar cada vez mais espaço e nós não podemos permitir. Eu acredito demais na democracia. O autoritarismo ficou pra trás e a gente precisa combatê-lo todos os dias. Não podemos retroagir, somente através dessa construção que a gente vai conseguir conquistar mais espaços e fazer com que esse tipo de governo não permaneça”, enfatizou.

A gestora ainda falou da articulação que fez durante o Agosto das Juventudes, para lançar oficialmente o Parlamento Jovem da Paraíba, que foi aprovado em 2019 em parceria com a SEJEL, mas estava engavetado na Assembleia Legislativa desde então. A Secretária destacou que o jovem precisa estar ocupando os espaços políticos e citou seu próprio exemplo. “Recentemente tivemos a grata satisfação de lançar oficialmente o Parlamento Jovem. Precisamos que os jovens participem ativamente da política pública, da política partidária em si, porque o jovem em seu contexto histórico sempre foi muito revolucionário. Eu entrei muito jovem na política. Aos 18 anos eu fui candidata a vereadora de Cuité, tive a satisfação de ser a vereadora reeleita mais bem votada, depois fui candidata a deputada estadual, onde obtive mais de 16.000 votos e recebi o convite do Governador João Azevêdo pra assumir a Secretaria. A gente vai galgando caminhos e conquistando espaços”, afirmou.

Por fim, Camaraense ressaltou aos jovens picuienses que na sua trajetória sempre buscou entender a política como um espaço de construção e de diálogo, contra todo tipo de autoritarismo.

“A política se faz dessa forma, quando você constrói, com muito diálogo, respeitando a democracia. Não adianta fazer uma política com autoritarismo. Não é assim que funciona a política. É com diálogo. Assim eu construí toda minha trajetória Política e eu espero que a juventude se engaje mais politicamente”, pontuou a Secretária.

Além de Rafaela, participaram do evento o Prefeito de Picuí, Olivânio Remígio (PT) acompanhado de sua equipe e os jovens Jokinha Dantas, Conselheiro Tutelar da cidade, o Vereador Douglas, a mobilizadora social Ramana Flávia, o jovem protagonista do NUCA, Gustavo Guedes, além de Ícaro Cássio, ex-candidato a vereador de Bananeiras e Gustavo Eleutério, ex-candidato a vereador e atual Coordenador de Juventude de Cuité.

Redação Gabinete Paraíba

Prefeitura de Borborema publica edital para eleições do Conselho Municipal de Juventude

A Prefeitura Municipal de Borborema lançou nesta quarta-feira (07), o Edital de Convocação para a eleição do Conselho Municipal de Juventude.

De acordo com a Prefeitura, o jovem que se inscrever, estará “assumindo um papel importante para o município, na condição de membro do Conselho Municipal de Juventude e atuará na formulação de propostas e diretrizes sobre ações governamentais, com o objetivo de fomentar estudos e pesquisas, bem como monitorar os direitos dos jovens visando a efetiva garantia na legislação”.

Conforme publicação do Município, “outro objetivo fundamental do Conselho Municipal de Juventude é atuar, de forma parceira, na elaboração e assessoramento junto ao Poder Executivo na criação de projetos, elaboração de planos e propostas e, também, na execução de programas e ações voltadas a políticas públicas para a juventude do município de Borborema”.

Card de Convocação.
Foto: Prefeitura de Borborema.

Poderão participar do processo eleitoral, os jovens com idade entre 15 e 29 anos. As inscrições iniciaram no dia de ontem e estarão disponíveis até o dia 14 de julho. No próximo dia 15 será o credenciamento e no dia 20 de julho acontecerá a eleição.

A Gestora Municipal de Juventude da cidade, Thaís Luana, recentemente nomeada para estar a frente das políticas para jovens e mulheres, fez um convite aos jovens do município, para participarem do Conselho.

“Recebi recentemente e com muita alegria, da Prefeita Gilene, a missão de levar a frente os projetos que visam garantir uma vida digna aos jovens de nossa amada Borborema. Convido a estes, para que assumam seu protagonismo e ocupem as vagas do Conselho Municipal de Juventude, para garantir políticas públicas por parte do poder público, para os demais jovens da nossa cidade”, apelou a gestora.

Prefeita Gilene e Thaís Luana. Foto: Reprodução.

Para mais informações referentes ao edital e a inscrição para o CMJ de Borborema, os interessados podem acessar o site: borborema.pb.gov.br/prefeitura-de-borborema-lanca-edital-para-composicao-do-conselho-municipal-da-juventude/.

Redação Gabinete Paraíba

[CONSCIENTIZAÇÃO] Heineken lança projeto com jovens para reduzir consumo excessivo de álcool

Cervejaria lança projeto com 200 vagas para jovens de todo o Brasil.

Heineken. Imagem: Divulgação.

Além de água, lúpulo e malte, o grupo Heineken enxerga o consumo responsável de álcool como outro ingrediente fundamental da sua receita de sucesso. ⠀

Na empresa, o que impera é o mantra do ex-ceo global da companhia, Jean-François van Boxmeer: “É melhor vender nove cervejas para nove pessoas do que nove cervejas para uma”. ⠀

Para isso, a empresa entendeu que deveria agir além da conscientização e atuar de forma mais prática, principalmente junto do público jovem no Brasil. A empresa lançou nesta semana uma versão online com 200 vagas para jovens de todo o Brasil do seu programa WeLab.⠀

A ideia é abordar com pessoas de 18 a 24 anos questões socioemocionais e desafios da juventude que são o pano de fundo do consumo excessivo de álcool. ⠀

Fonte: Exame

[ESPANTADOS] Médicos estão em choque com UTIs lotadas de jovens com Covid-19

“Tivemos a morte de um paciente de apenas 25 anos, o que é muito chocante”, diz médico à BBC News Brasil.

Foto: Reprodução.

Um plantão recente do médico Matheus Alves de Lima, que atende pacientes de covid-19 em UTIs de dois hospitais de campanha no Distrito Federal e arredores, ilustra uma preocupante, mas ainda pouco compreendida mudança no perfil de pacientes graves do novo coronavírus em meio ao colapso dos sistemas de saúde do país.

“Tivemos a morte de um paciente de apenas 25 anos, o que é muito chocante”, explicou Alves à BBC News Brasil.

“E outro paciente, de 28 anos, não resistiu a ser extubado (processo de retirada da ventilação mecânica), precisou ser intubado novamente e fazer hemodiálise. Se não fosse a covid-19, ele provavelmente jamais precisaria fazer hemodiálise nessa idade. Nos dois últimos meses, temos visto cada vez mais pacientes entre 25 e 40 anos, o que assusta – são pacientes da minha idade. São jovens e já chegam graves, depois de ficar esperando por vagas (de UTI) em emergências lotadas. A gente intuba, intuba, e não acaba. Eles chegam precisando de diálise de urgência, às vezes em choque. Tudo isso piora muito seu prognóstico. Às vezes, chegam à UTI só para falecer.”

Esse crescimento no número de pacientes mais jovens em situação grave graves foi comentado pelo secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, em uma entrevista coletiva em 1° de março.

“A pandemia retornou com uma velocidade e uma característica clínica diferentes daquela da primeira onda. São pacientes mais jovens, que têm a sua condição clínica muito mais comprometida e, pior, são pacientes que acabam permanecendo um período mais prolongado nas UTIs. Na primeira onda, tínhamos (nas UTIs paulistas) percentual de mais de 80% de idosos e portadores de doenças crônicas. O que temos visto hoje são pacientes mais jovens, 60% deles de 30 a 50 anos, muitos dos quais sem qualquer doença prévia.”, afirmou Gorinchteyn.

Com o organismo geralmente mais forte do que o de idosos, os mais jovens resistem melhor aos procedimentos que têm sido realizados nas Unidades de Terapia Intensiva, como ventilação mecânica e hemodiálise.

No entanto, como consequência, também acabam ocupando os leitos por muito mais tempo. Segundo Gorinchteyn, a média de ocupação de UTIs em São Paulo passou de 7 a 10 dias por paciente, para 14 a 17 dias “no mínimo”.

‘Acham que vão perder o olfato, mas perdem a vida’

“São as pessoas que se sentem à vontade para sair porque acham que (se pegarem covid-19) só vão perder paladar e olfato, e acabam perdendo a vida”, prosseguiu o secretário.

“Outro aspecto é a gravidade com que eles chegam. Sua oxigenação baixa sem que o indivíduo sinta (se não medir com um oxímero) e, quando ele chega ao hospital, vê-se o quanto sua saturação (de oxigênio no sangue) está baixa e o quanto ele tem comprometimento de pulmão.”

Embora a chegada de pacientes mais jovens com quadro mais graves seja perceptível, ela não é plenamente entendida, porque o Brasil não dispõe de dados oficiais consolidados de casos e internações de covid-19 por faixa etária, explica Marcio Sommer Bittencourt, mestre em saúde pública e integrante do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, em São Paulo.

Ele lista diversas causas que, somadas, provavelmente compõem o retrato atual.

A primeira é a mencionada por Gorinchteyn: como as populações mais novas – desde jovens adultos até 59 anos – resistem por mais tempo na UTI, a tendência é que aumente a ocupação de leitos por elas.

A segunda é o fato de a infecção por covid-19 ter aumentado exponencialmente em todo o país nos últimos meses – o que levaria, portanto, a mais infecções entre mais jovens. A incógnita é se aumentou proporcionalmente mais entre eles, diz Bittencourt.

“Além disso, os mais jovens são mais economicamente ativos do que os idosos, então saem mais para trabalhar. Isso já acontecia antes (da segunda onda), mas agora (o efeito disso) é mais perceptível.”

Por fim, existe o fato de estarmos diante de variantes mais infecciosas do coronavírus, que podem também estar aumentando a gravidade dos casos.

“Provavelmente são todas essas causas juntas, mas não sabemos qual delas impacta mais o momento atual”, afirma Bittencourt. “O que se sabe com certeza é que as novas cepas em circulação aumentaram o número total de internações e de casos mais graves em geral.”

Novas variantes do coronavírus também contribuem para a gravidade da situação; acima, UTI em SP. Foto: Reprodução.

Sistema em colapso

O quadro é completado e agravado por um sistema de saúde em colapso, que não dá conta de atender com a rapidez necessária para prevenir que o estado de saúde dos pacientes se agrave – por exemplo, muitos passam dias em enfermarias lotadas até conseguirem uma vaga de UTI.

“Como o sistema está colapsado, as pessoas podem não estar recebendo a atenção adequada, mesmo com um esforço muito grande nosso”, diz o médico intensivista Edino Parolo, que atende em UTIs de dois hospitais (um público e um privado) em Porto Alegre (RS).

“A intubação de um paciente grave, por exemplo, é algo que poucos médicos conseguem fazer de maneira segura.”

Ele confirma a chegada de cada vez mais pacientes jovens nos hospitais onde atende, com internações prolongadas e “frustrantes”, pelo impacto físico e emocional que impõem em pacientes, equipes médicas e famílias.

“Certamente não é só uma doença de idosos. Desde o início incomodava essa ideia (difundida) de que seria uma doença que afetaria idosos e debilitados. Minha opinião é de que isso foi combustível para vários erros e deixou os jovens saudáveis menos cuidadosos.”

A avalanche de agravamento de casos começa a se formar ainda no pronto-socorro, porta de entrada dos pacientes com covid-19. “Estou abismado com a quantidade de casos graves. No último sábado, tínhamos 30 pacientes de covid-19 na emergência. Antes da segunda onda, ter 15 pacientes era (equivalente a) um plantão ruim. E hoje (terça-feira, 23/3) soube que há 48 pacientes ali”, diz Lucas Barroti, médico que atende em pronto-socorro de hospital público na cidade de São Paulo.

“Não tem mais nem espaço físico. Alguns pacientes chegam a ficar três dias na emergência (aguardando transferência), e ali vão piorando: primeiro usam cateter nasal, depois máscara respiratória, depois precisam de intubação. Dá a impressão de que a progressão (piora) é amais rápida do que antes.”

E ali Barroti também se assombra com a idade dos pacientes: “A maioria já não é de idosos. Tem na faixa etária de 40, 50 anos – uma parcela deles sem comorbidades, e mesmo assim em estado tão grave quanto (se tivessem).”

A perigosa aposta no ‘tratamento precoce’

E há ainda os malefícios causados pela falsa crença no chamado “tratamento precoce”, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro a despeito de cientistas alertarem que não há, até o momento, nenhuma evidência de que remédios como hidroxicloroquina ajudem no enfrentamento contra a covid. Pelo contrário: médicos ouvidos em uma reportagem da BBC News Brasil diz que os efeitos colaterais dos remédios e a demora em procurar atendimento médico tornam o quadro pior.

“Muitos que acreditam na pataquada do tratamento precoce só procuram atendimento quando já estão muito graves”, conclui Marcio Bittencourt.

Além disso, como a campanha de vacinação avança entre as populações mais idosas, é possível que elas comecem a estar mais protegidas que os mais jovens. Na semana passada, dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo cedidos ao portal G1 apontaram uma queda de 51,3% das mortes de pessoas entre 85 a 89 anos entre janeiro e fevereiro.

Volume de pacientes é superior à capacidade dos sistemas de saúde. Foto: Reprodução.

Enquanto a campanha de vacinação avança para faixas etárias menores a passos lentos e gestores estaduais e municipais tentam fazer valer restrições à circulação de pessoas, as equipes médicas ainda se veem diante de um número descomunal de pacientes.

Matheus Alves, o médico cujo depoimento abre esta reportagem, conta que a fila de espera por leitos de UTI em hospitais de campanha do Distrito Federal chega a cerca de 400 pacientes.

Ele tem trabalhado 72 horas por semana para dar conta de casos cuja gravidade exige cada vez mais atenção. “Uma coisa é ter uma UTI de pacientes com máscaras (de oxigênio, respirando por conta própria). Outra é ter uma só de pacientes intubados, em diálise ou choque séptico. Trabalho ligado a 200 por hora.”

O caso mais marcante que atendeu até hoje foi há algumas semanas, de um paciente na casa dos 40 anos – o primeiro não idoso que Alves teve de intubar nesta segunda onda de pandemia.

“É um jovem, sem comorbidades e não obeso. Iria prestar concurso público dentro de um mês, porque sonhava em dar um futuro melhor para sua família. Ele não queria ser intubado. Os jovens resistem mais à intubação, não se conformam. Depois do procedimento nele, cheguei em casa e desabei: chorei igual a uma criança. É um homem que tinha sonhos, assim como eu tenho. Aquele medo dele entrou em mim. A maioria de nós médicos ficamos muito sensibilizados com casos tão jovens. Passado mais de um mês, o paciente continua intubado. Mas ele está resistindo.”

Fonte: BBC News Brasil