Movimento Pró-Lula reúne centenas de pessoas em noite de lançamento em Campina Grande

Aconteceu na noite dessa última quarta-feira, 11, em Campina Grande, no salão de eventos da AABB, o lançamento oficial do Movimento Pró-Lula em Campina Grande. O movimento suprapartidário reuniu centenas de pessoas, que se concentraram a partir das 17 horas e participaram do ato em apoio a pré-candidatura de Lula Presidente.

Estiveram presentes representantes de diversos movimentos sociais, sindicatos, movimento cultural, de juventudes, MST, Centrais Sindicais, ONGs, além dos partidos PT, MDB, PSOL, PODEMOS, PCdoB, Rede, PV e PSB, autoridades políticas e a população em geral, que compareceu em massa a noite de lançamento.

“Parabéns a Luis Inácio, pelo que representa e aglutina! Parabéns ao Movimento Pró-Lula por ter conseguido concretizar – com pessoas reais – a projeção da candidatura dele em Campina Grande: ampla, diferenciada e plural, mas com Unidade! Avante Brasil e Campina Grande: Lula Presidente!” Afirmou o Presidente do PT de Campina Grande, Hermano Nepomuceno

O ato foi marcado por discursos políticos, intervenções culturais, apresentações artísticas, que se intercalaram com gritos de apoio em nome de Lula. O ato em Campina Grande ocorreu cinco dias após a oficialização da Pré-candidatura de Lula, que ocorreu no último sábado, em evento realizado na cidade de São Paulo, que reuniu milhares de pessoas e foi transmitido para todo Brasil, através das Redes Sociais.

“Campina Grande com Lula”, essa é a bandeira principal do movimento, que lançou um manifesto público a toda população, que pode ser lido abaixo. A partir de agora, o movimento deve se reunir nos próximos dias para definir uma agenda de atividades e um cronograma de iniciativas, que possuem o objetivo de fomentar a candidatura do ex-Presidente por toda Campina Grande.

Manifesto: “Campina Grande com Lula”

Movimento Pró-Lula

É hora de mudar e a mudança é Lula Presidente do Brasil!

Campina Grande se une na defesa do emprego decente, da renda, do aumento real dos salários e contra a fome, contra o alto custo de vida, materializado pelo assustador aumento da cesta básica, do gás de cozinha e tantos outros serviços. Esta união é a favor da vida dos/as brasileiros/as, para que todos/as tenham a oportunidade de uma vida digna e com direitos sociais garantidos, educação e saúde públicas de qualidade, moradia, transporte público.

Esta união é por um país com justiça social e sustentabilidade ecológica e se materializa através do Movimento Pró-Lula, uma articulação ampla de forças políticas, partidos, parlamentares e movimentos sociais de Campina Grande. Campina que é uma cidade multicultural, do forró, da diversidade, da solidariedade, das periferias, cidade da inovação com as suas universidades e tantas outras iniciativas que levam o nome da cidade para o mundo. É esta cidade que se ergue na defesa da democracia e dos direitos humanos.

O Movimento Pró-Lula é um movimento de UNIDADE, uma Frente Ampla para eleger Lula, cada partido e força política seguirá seus caminhos para a eleição estadual, mas todos e todas estamos comprometidos/as com este movimento Lula e na construção de uma Campina Grande democrática, plural, diversa e com justiça social e ambiental.

Vamos juntos e juntas, vamos à vitória com Lula Presidente!

Campina Grande, 11 de maio de 2022, o ano da democracia.

Assinam:
1. Partido dos Trabalhadores – PT
2. Partido Comunista do Brasil – PCdoB
3. Partido Verde – PV
4. Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
5. Partido Socialista Brasileiro – PSB
6. Rede Sustentabilidade – REDE
7. Movimento Democrático Brasileiro – MDB
8. Podemos
9. Central Única dos Trabalhadores – CUT
10. Central dos Trabalhadores do Brasil – CTB
11. Levante Popular da Juventude
12. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
13. Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
14. Juventude do PT
15. União da Juventude Socialista
16. Nova Central
17. Força Sindical
18. Vereadora Jô Oliveira- Líder da Oposição
19. Vereadora Dona Fátima
20. Vereador Anderson Almeida
21. FFélix Araújo (ex-prefeito)
22. Comitê Advocacia com Lula
23. Comitê UEPB com Lula
24. Comitê UFCG com Lula
25. União Brasileira de Mulheres

Confira mais imagens da atividade:

Redação Gabinete Paraíba

Encontro reúne Partidos e Movimentos Sociais em torno da criação de Movimento Suprapartidário Pró-Lula em Campina Grande

Imagem Divulgação

Na noite dessa última segunda-feira, 18, aconteceu no Auditório do Sindicato dos Bancários de Campina Grande, a terceira reunião do Movimento Pró-Lula em Campina Grande. O encontro suprapartidário contou com a participação de representantes de vários partidos do Centro e Esquerda Democrática, além de lideranças de Movimentos Sociais, Sindicatos, Movimentos Religiosos, de Juventudes e outros grupos.

Estiveram presentes na reunião membros do MDB, PV, PSOL, PSB, PT, PODEMOS, PCdoB, MST, CTB, CUT, Evangélicos pela Democracia, ONGs, UEPB, MAB, Fórum Pró-Campina, UFCG, Sindicato dos Médicos, Sindicato das Domésticas.

O Movimento Pró-Lula é uma articulação política suprapartidária e plural, com o objetivo específico de unir forças e as representações mais diversas para fomentar, impulsionar, estimular, colaborar e ajudar no enraizamento da candidatura de Lula Presidente nas categorias profissionais, nas entidades sociais, nas escolas e universidades, nos bairros e comunidades, enfim, por toda Campina Grande.

De acordo com o Presidente do PT de Campina Grande, Hermano Nepomuceno, “a intenção do grupo é comprovar que “Campina é Lula”, o Movimento Pró-Lula, é, portanto, profundamente compromissado com a defesa da Democracia e do Estado de Direito Democrático, com as políticas públicas de inclusão social, com o Projeto de desenvolvimento nacional sustentável e com a soberania nacional e popular. Queremos reunir todas as forças e lideranças populares da nossa cidade, em torno da Pré-campanha de Lula e, finalmente, a sua eleição em outubro próximo.”

O grupo pretende realizar um lançamento público do Movimento, no próximo dia 11 de maio, no Salão de Eventos da AABB, com concentração a partir das 17 horas, com Ato Político e Cultural às 18 horas.

Na oportunidade também será lançado o Manifesto “Campina com Lula!”, além disso o movimento pretende também lançar outros manifestos a partir da subdivisão por segmentos, como categorias profissionais, instituições públicas, comunidades e movimentos sociais, com o objetivo, também, de fomentar e organizar Comitês Setoriais por toda cidade.

Estiveram no encontro:

1- PCdoB: Glauce Jácome
2 – PV: Washington Pessoa
3 – PSOL: Olímpio Rocha
4 – PSB: Jairo Oliveira
5 – PT: Hermano Nepomuceno
6 – Vereadora D. Fátima, PODEMOS
7 – Vereadora Jô Oliveira, PCdoB
8 – Fórum Pró Campina: Roberto Jeferson
9 – MDB Juventude: Rique Peres
10 – MST: Dilei Schincoet
11- MAB: Osvaldo Bernardo
12 – CTB: Coelho
13 – CUT: Socorro Ramalho
14 – Prof. Rangel Júnior: Ex-Reitor UEPB
15 – Prof. Nadine: UEPB
16 – Prof. Nonato: UFCG/Mecânica(Grupo *Lula13)
17 – Zé Barbosa: Núcleo Evangélicos
18 – Eleumar Menezes: Sindicato dos Médicos
19 – Shirlene: Sindicato das Domésticas
20 – Prof. Aldo: UEPB
21 – Cajá: Chefe de Gabinete Jô Oliveira
22 – Polyana: Assessoria Jô Oliveira
23 – Charles Moura: Capoeira (PT)

Redação Gabinete Paraíba

[REPÚDIO] EM ENTREVISTA, ANA CLAÚDIA REPUDIA AÇÃO DA PREFEITURA CONTRA MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO NA COZINHA COMUNITÁRIA DO JEREMIAS

Em entrevista concedida na manhã dessa quarta-feira (26), na rádio Correio FM, ao jornalista Márcio Rangel, a Secretária de Desenvolvimento e Articulação Municipal do Estado, Ana Claúdia Vital, repudiou ação de funcionários da Prefeitura de Campina Grande e criticou o Prefeiro Bruno Cunha Lima, que na última terça-feira ondernou que esses funcionários invadissem a ocupação da Cozinha Comunitária do Jeremias e tentaram expulsar moradores que desde o mês de abril estão ocupando o espaço e servindo alimentação a comunidade.

Ana Claúdia Vital, Secretária do Desenvolvimento e Articulação Municipal da Paraíba

A Secretária inicialmente criticou a ausência de uma política de segurança alimentar na gestão municipal do Prefeito Bruno, na qual ela denominou como uma falta de competência, incapacidade e de sensibilidade por parte do gestor com a população em alto grau de vulnerabilidade social, cartilha essa seguida em continuidade ao pensamento do seu mentor, o ex-prefeito Romero Rodrigues. Ana Cláudia citou como exemplo em sentido contrário, a gestão do Prefeito Cícero Lucena, na capital, onde o mesmo está ampliando o número de restaurantes populares por toda cidade, exemplo esse que não é seguido em Campina Grande.

Segundo ela, diante dessa ausência do poder público municipal, a própria população tomou a iniciativa de reabrir a Cozinha Comunitária do Jeremias, onde esse trabalho coletivo tem servido para minimizar a fome dos moradores de toda aquela região, e que ao invés de atender as demandas do movimento, a Prefeitura enviou servidores que tentaram, por mais uma vez, finalizar as atividades que ocorrem naquele local e que deveriam ser realizadas pela própria gestão.

Ana Cláudia questionou qual a visão do Prefeito Bruno Cunha Lima em relação a população carente do município, segundo ela, “É algo que nos chama atenção e nos faz perguntar o porquê desse olhar diferenciado com a população que está passando fome na nossa cidade. Minha gente, isso é muito sério! A gente precisa se atentar para isso!”.

Além disso, a Secretária enfatizou que se não fosse a ação do Governo do Estado na cidade, onde através do Restaurante Popular e do Programa Prato Cheio, que juntos servem uma média diária de 2500 refeições, a população de Campina Grande estaria em uma situação de maior gravidade, pela falta de iniciativa da gestão municipal.

Por fim, Ana Claúdia informou que o estado está finalizando os últimos processos burocráticos para dar inicio a implantação do novo Restaurante Popular estadual, que será localizado na zona Oeste da cidade e que é fruto de uma iniciativa do Senador Veneziano Vital, que destinou 1,6 milhão em emendas para esse novo projeto.

Redação Gabinete Paraíba

[AMEAÇA] Funcionários da SEMAS quebram cadeados e ameaçam moradores de despejo na ocupação da Cozinha Comunitária do Jeremias

Informações repassadas pelo Comitê Sindical e Popular Contra a Fome, grupo organizado que reúne os movimentos sociais e a população do bairro do Jeremias, que organizam e coordenam as atividades realizadas na ocupação da Cozinha Comunitária do bairro, deram conta que na manhã dessa terça-feira (25), funcionários da Prefeitura de Campina Grande, especificamente da SEMAS, estiveram no local, quebraram cadeados, invadiram a cozinha e deram ordem de despejo aos moradores.

A ocupação do local acontece desde o dia 19 de abril, quando os movimentos sociais organizados e a população do bairro reabriram o local e desde então o grupo tem servido uma média de 8 mil refeições por semana, com o intuito de minimizar a fome e os efeitos da pandemia, como também de cobrar da gestão municipal a reabertura e a responsabilidade da Prefeitura em prestar o serviço para a população. Confira matéria publicada no Gabinete Paraíba, clique aqui.

Cozinha Comunitária do Bairro do Jeremias, ocupada pelos movimentos sociais e moradores do bairro

Segundo as informações, houve uma tentativa de encerramento das atividades no dia de hoje, quando funcionários da SEMAS estiveram no local, retiraram e levaram os cadeados, além de faixas e cartazes ali expostos, onde foi ordenado que as pessoas se retirassem do local, segundo os presentes, houve um início de tensionamento entre as partes e após a chegada de mais membros do Comitê, foi aberto um diálogo e definida a permanência do grupo no local.

O Comitê segue cobrando um posicionamento da gestão do Prefeito Bruno Cunha Lima. Ainda no mês de abril, no dia 27, o movimento realizou um ato em frente ao Gabinete do Prefeito, quando na oportunidade, uma comitiva dos representantes do movimento foi recebida pela Chefia de Gabinete, onde foi discutida a demanda do grupo e a Prefeitura tendo se comprometido em dar uma resolução a situação, encaminhamento esse que segue sem conclusão.

Ainda de acordo com o Comitê, não é a primeira vez que a gestão tenta encerrar as atividades da ocupação da Cozinha Comunitária. Segundo Olímpio Rocha, membro do corpo jurídico do movimento, não há nenhuma ação jurídica que justifique a ordem dada  de despejo pelos funcionários da Prefeitura. O movimento ainda reforça que a ocupação segue forte, mobilizada e reiterando a necessidade do Prefeito Bruno Cunha Lima em dar uma resposta a insegurança alimentar que atinge diversas famílias na cidade.

Confira o vídeo divulgado no perfil do Levante Popular da Juventude, entidade que faz parte da coordenação do Comitê:

Redação Gabinete Paraíba

[AREIAL] SINTAB ACIONA JUSTIÇA PARA SUSPENDER AULAS PRESENCIAIS

O Sintab protocolou nesta quinta-feira, dia 06, ação judicial em caráter de urgência contra a prefeitura de Areial para que seja suspenso o retorno das aulas na modalidade presencial. O pedido de Tutela de Urgência foi protocolado na comarca de Esperança, e solicita também que a prefeitura se abstenha de realizar qualquer atividade presencial com os servidores enquanto não houver vacinação, assim como colocar falta ou cortar o ponto.

O requerimento lembra que a gestão do prefeito Adelson está em desobediência ao Decreto Estadual 41.086, que proíbe o trabalho presencial nas repartições públicas, e cuja prevalência de regulamento, segundo jurisprudência do STF, deve ser a que adota as medidas mais restritivas para impedir o avanço da doença.

A Secretaria de Estado da Saúde, dentro das ações implementadas pelo Comitê Gestor de Crise, apresenta periodicamente avaliações que consideram a análise da evolução epidemiológica da pandemia da Covid-19 na Paraíba e, a partir destas, orienta os municípios sobre as possíveis retomadas de atividades presenciais, não podendo o decreto municipal usurpar tal obrigação.

De acordo com o Boletim Epidemiológico Nº 70, elaborado pelo Governo Estadual, Areial encontra-se na bandeira amarela, com nível de mobilidade reduzida. Com uma população estimada em 7 mil pessoas, a Secretaria de Saúde do munícipio informa que atualmente tem 27 pessoas contagiadas com Covid-19, num total de 337 casos confirmados e 06 óbitos registrados. A baixa densidade demográfica representa um risco a mais para a circulação do vírus, visto que a escala de contágio em Areial encontra-se em estágio crescente.

PROTESTO

A ação judicial é resultado do protesto realizado ontem em frente ao Centro Administrativo de Areial, com o objetivo de pressionar o prefeito Adelson Benjamin (CIDADANIA) a reaver a posição da gestão em retornar as aulas presenciais no município. Acuado pelo ato, o prefeito encerrou abruptamente o expediente, enquanto o Assessor de Planejamento e primo do prefeito, Josemar Oliveira, ameaçava os diretores do Sintab com gestos de armas e gritava impropérios. Veja na postagem abaixo:

Giovanni Freire, presidente do Sintab, declarou que “a vida deve estar acima de tudo. Não podemos colocar em risco as famílias e as cidades vizinhas de Areial”. Sem receber o sindicato, a decisão do reinício das aulas presenciais não foi dialogada nem com servidores, nem com os pais de alunos. “Vamos acionar a justiça! A cidade de Areial não é uma ilha, o vírus circula, contamina e mata”, disse Giovanni.

O diretor do Sintab, Franklyn Ikaz, reagiu às ameaças do primo do prefeito: “Não vão nos intimidar no grito! Genocida e fascista não passarão! Aqui quem manda é o povo! Se você não respeita a vida do povo, não merece estar na prefeitura”. E relembrou ao povo de Areial o motivo do ato: “Estamos aqui para denunciar a decisão do prefeito de reiniciar as aulas no pico da pandemia, em que morrem 3 mil pessoas por dia. E vamos responsabilizar criminalmente quem está fazendo isso!”, concluiu.

Após o ato em frente ao Centro Administrativo, o Sintab circulou pelas ruas de Areial em carro de som, denunciando o risco de vida que a decisão da prefeitura acarretava para a população. O gesto contou com amplo apoio da população, que aplaudia o sindicato e reprovava a medida do prefeito. O protesto aconteceu sem aglomerações e respeitando o distanciamento social. Os servidores não foram convocados para o ato, contando somente com a presença da diretoria do Sintab.

Confira imagens da manifestação:

Para mais informações, entre em contato com o Sintab Areial através do fone (83) 9-8757-0857.

Redação Gabinete Paraíba com ASCOM/Sintab

[MANIFESTAÇÃO] Comitê Sindical e Popular Contra Fome realiza ato em frente ao Gabinete do Prefeito e cobra diálogo para reabertura das Cozinhas Comunitárias

Na manhã dessa terça-feira (27), o Comitê Sindical e Popular Contra a Fome, movimento que reúne vários movimentos sociais e que ocupa a Cozinha Comunitária do bairro do Jeremias desde o último dia 19, realiza um ato em frente ao Gabinete do Prefeito, com o intuito de cobrar diálogo por parte do Prefeito Bruno Cunha Lima para reabertura das cozinhas comunitárias e restaurantes populares.

Imagem Gabinete Paraíba

Segundo Daiane Araújo, Presidenta do DCE da UFCG, membro do Levante Popular da Juventude e umas das lideranças do Comitê, no ato estão reunidos membros do Comitê e Mulheres da própria comunidade que aderiram ao movimento e cobram do Prefeito um posicionamento. Daiane também comentou o objetivo e a intenção do movimento com o ato nessa manhã.

“O objetivo é chamar atenção desse governo municipal que deveria estar dando resposta a fome que tem se expressado de forma tão grande nessas comunidades. Já são nove dias de ocupação, a gente tem alimentado cerca de 600 pessoas por dia e isso é muito simbólico quando a gente sabe que em outros bairros existem tantas outras famílias passando fome e que a Prefeitura ainda não deu um retorno pra isso. A nossa intenção aqui hoje é buscar sensibilizar e tentar dialogar de alguma forma com Bruno Cunha Lima, com a gestão dele que tem responsabilidade e obrigação de dar um retorno para essa população que tá passando fome.” Comentou Daiane.

A equipe do Gabinete Paraíba também buscou um posicionamento por parte da Prefeitura, ainda durante o ato o Secretário Chefe de Gabinete, Gilbran Asfora, solicitou ao movimento que formasse uma comissão de representantes, para que houvesse o diálogo juntamente com ele. Até a conclusão dessa matéria, não há informações sobre os encaminhamentos dessa reunião.

Confira algumas imagens do movimento:

O Gabinete Paraíba já fez uma matéria sobre o movimento, que pode ser acessado através do link.

Redação Gabinete Paraíba

[MOVIMENTO SINDICAL] SINTAB CHEGA A MATINHAS-PB E CONVOCA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Sintab abre edital para a cidade de Matinhas e convoca os servidores municipais a participarem da Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada de maneira remota nesta quarta-feira, dia 28, a partir das 14 horas, através do Google Meet. A pauta do encontro será a definição da data de instalação e criação da sub-sede do Sintab, como também eleger a diretoria do sindicato em Matinhas. Clique aqui para ler o Edital de Convocação: https://sintab.org.br/matinhas-pb-edital-de-convocacao-assembleia-geral-extraordinaria/

Imagem divulgação

O link para a Assembleia estará disponível nos canais oficias do Sintab no WhatsApp, Facebook e Instagram no dia 28, a partir das 13 horas. A assembleia marca a chegada do sindicato em Matinhas, após reuniões com os servidores locais que manifestaram interesse em serem representados pelo sindicato. O momento da assembleia é uma oportunidade especial para que os trabalhadores compartilhem experiências e de maneira coletiva encontrem soluções para suas demandas.

O Sintab é o sindicato representante legal dos servidores públicos municipais das regiões do Agreste e Borborema. Maior e mais forte sindicato da Paraíba, presente em mais de 16 cidades, se destaca ao longo de seus 30 anos de história por sua combatividade em defesa dos trabalhadores e do serviço público de qualidade. O Sintab entende que somente através da organização coletiva dos trabalhadores é que podemos ser capazes de enfrentar as pressões do poder público e garantir os direitos trabalhistas conquistados ao longo de décadas de luta sindical.

Venha fortalecer sua classe e sua categoria. Participe do Sintab. Seja o Sintab.

Para mais informações, entre em contato através do fone (83) 3341-3178 ou pelo e-mail ascomsintabpb@gmail.com.

ASCOM SINTAB

[OCUPAÇÃO] Organização, Coletividade e Solidariedade: Movimentos Sociais ocupam cozinha comunitária e cobram responsabilidade do Poder Público

A equipe do Gabinete Paraíba esteve na última quarta-feira (21) visitando o prédio da antiga Cozinha Comunitária do Jeremias, em Campina Grande, local onde ocorre desde a última segunda-feira (19), um movimento de ocupação por parte da Sociedade Civil Organizada, com o apoio e a participação da própria comunidade, que tem produzido e servido mais de 200 refeições diárias, distribuídas de maneira gratuita aos moradores do bairro. 

Cozinha Comunitária do Jeremias, Campina Grande, ocupada pelo movimento

Denominado de Comitê Sindical e Popular Contra a Fome, o movimento reúne diversos movimentos sociais do campo e da cidade, entidades sindicais, entidades de juventude e outros. Formam o Comitê a ANDES-SN, ADUFCG, ADUEPB, SINTEFPB, SINTAB, SINTECT, CSP/CONLUTAS, MST, MAB, UNE, DCE/UFCG, Levante Popular da Juventude, Correnteza, CEBI, MLB, com o apoio dos mandatos dos vereadores Anderson Pila e Jô Oliveira. 

O movimento tem dois grandes objetivos, primeiro é o de minimizar a fome das pessoas dessas comunidades e segundo é o de pressionar o poder público para que ele assuma a sua tarefa de ajudar as pessoas em condições de vulnerabilidade social e, entre outras medidas, reabra as cozinhas comunitárias. 

A nossa equipe esteve no local e conversou com Osvaldo Bernardo, que faz parte do Movimento de Atingidos por Barragens, da Via Campesina, do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e que é uma das várias lideranças que fazem parte do movimento, e que nos explicou um pouco sobre a organização, objetivos e nos deu mais detalhes sobre a iniciativa, acompanhe um resumo dessa conversa:

Ideia 

Segundo Osvaldo, o movimento surge de uma iniciativa em âmbito nacional, a campanha Mãos Fraternas, que tem como objetivo atender as pessoas em situação de maior vulnerabilidade social, do campo e da cidade, como forma de se solidarizar com a vivência em que essas pessoas passam, como também realizar ações que busquem minimizar essas dificuldades. 

“Em um momento de Pandemia que o Brasil está vivendo e o mundo, a gente está querendo ser fraterno e solidário com as famílias que estão e já estavam em um grande grau de vulnerabilidade social, com a crise financeira e com a chegada da pandemia, esse índice aumentou muito mais”, comentou Osvaldo.

Iniciativas constantes

De acordo com a liderança, a união desses movimentos tem atuado em outras iniciativas que trabalham com o objetivo de ajudar as pessoas, a exemplo do trabalho feito com viventes de rua, onde o coletivo busca trabalhar não só no combate aos efeitos da fome, mas também no combate ao Coronavirus, entre as ações já realizadas, estão as doações de máscaras, sabonetes líquidos, a produção e doação de quentinhas, 160 só no último final de semana. O movimento também contribuiu com a comunidade artística de dois circos presentes em nossa cidade, que sofrem os efeitos da pandemia.

Cozinhas Comunitárias

“A ideia de ocupação nas cozinhas comunitárias, ela surge de uma discussão nacional de entender que existem cozinhas comunitárias, que possuem como objetivo o de atender as famílias que estão em um grande grau de vulnerabilidade social e estão fechadas.” comentou.

Segundo ele, a escolha pelo local é estratégica e tem dois grandes objetivos, o primeiro é o de minimizar a fome das pessoas dessas comunidades e o segundo é o de pressionar o Poder Público para que ele assuma sua tarefa, o dever social de ajudar essas pessoas e reabra esses espaços.

Panelas utilizadas na produção de alimentos

Articulação, organização e apoio da comunidade

Osvaldo explicou que para que o movimento pudesse definir qual local realizaria a ação, foi necessário um levantamento anterior, uma pesquisa de campo em torno das cozinhas comunitárias existentes no munícipio, nove no total, os resultados foram capazes de identificar que todos esses locais estão fechados a quase nove anos, em lugares onde as pessoas estão passando muita fome.

Diante disso e da falta de condição econômica e humana para atender todas essas áreas, foi necessário escolher apenas um local, os critérios utilizados levaram em consideração o índice de vulnerabilidade social e a possibilidade de articulação conjunta com a própria comunidade, para que as pessoas do próprio local pudessem apoiar, partilhar e se engajarem nesse trabalho coletivo. 

Osvaldo explicou que houve uma organização anterior junto a própria comunidade, para que ela pudesse apoiar, participar e serem também agentes dessa luta. Pois segundo ele, “o movimento não poderia chegar aqui, ocupar isso aqui, sem o povo estar sabendo o que estava acontecendo, não foi uma coisa aleatória, foi uma coisa pensada, planejada”.

“Não é para fazer para a comunidade, é para fazer com a comunidade” 

Produção de alimentos na cozinha feita por pessoas da própria comunidade

A ocupação é formada e apoiada pelos movimentos do campo, movimento urbanos, sindicatos, trabalhadores da educação, a própria população e moradores da comunidade, que já passaram a integrar o corpo de voluntários, segundo ele, mais de 20 pessoas do próprio bairro estão ajudando na organização e na produção das refeições. 

O movimento ainda tem buscado minimizar o uso de pessoas do próprio movimento, pois a maior intenção é fazer com que a própria comunidade assuma o papel protagonista e atue trabalhando na iniciativa, pois assim “a intenção é buscar conscientizar também essas pessoas, para que elas possam entender a importância do trabalho organizado, coletivo e o poder que essa união tem”, comentou a liderança.

Cadastro de moradores para acesso as refeições, feito por membros do Comitê e pessoas da própria comunidade

Refeições 

O movimento fez um trabalho de arrecadação de alimentos, houve também diversas doações pelos movimentos sociais do campo, as próprias entidades que formam o Comitê, existe também um processo de arrecadação via doação de populares, como também uma arrecadação financeira, feita por doações exclusivamente para a manutenção do trabalho e aquisição de alimentos para as refeições. Cabe ressaltar que todo dinheiro arrecadado, como todas as doações recebidas são oriundas da sociedade civil, o Comitê não recebeu e não se utilizou de verbas públicas.

De acordo com os dados do comitê, desde o começo da iniciativa, o movimento tem entregue o mínimo de 200 refeições por dia, que pode se refletir em quase 1000 pessoas beneficiadas.

“Quando as pessoas vêm pegar as refeições, vem uma pessoa só, essa pessoa representa uma família, ela não vem trazer um prato não, ela vem trazer um balde de cinco litros de manteiga, que enche de sopa, que enche de cuscuz, que é pra atender aquela família”, informou a liderança.

Distribuição das refeições, foto Alisson Callado.

Reivindicação e diálogo com o poder público

“A ideia é permanecermos aqui, até enquanto o poder público assumir essa tarefa”.

Segundo Osvaldo, não houve nenhum diálogo, iniciativa ou abertura por parte do poder público com o movimento, segundo ele, falta um olhar solidário dos representantes municipais, “se fosse o poder público pensando numa concepção de atender as necessidades das pessoas, era pra chegar aqui, já procurar as pessoas pra conversar e dizer: “Estou disposto a ajudar”. Isso até ganharia a empatia da própria comunidade”.

O Gabinete Paraíba também entrou em contato com o Assessória Jurídica do movimento, conversamos com Olímpio Rocha, Advogado, Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Ex-Candidato a Prefeito de Campina Grande e um dos membros do corpo de apoio jurídico do movimento, ele informou que ainda na terça-feira, pessoas que se identificaram como agentes da Prefeitura, estiveram no local e fizeram a troca de alguns cadeados do prédio, como também retiraram as faixas do movimento que estavam no local, porém até então, não foi possível confirmar se há de fato relação direta dessas pessoas com o poder público municipal.

Para além disso, o corpo jurídico tem monitorado o sistema judiciário, no sentido de verificar se o munícipio entrará com o pedido de reintegração de posse, para que dentro dos parâmetros legais, a equipe de advogados e advogadas possam fazer a devida oposição. O movimento também tem se organizado dentro das perspectivas legais no sentido de buscar alternativas que possam fazer com que a Prefeitura tenha que reabrir as cozinhas comunitárias.

Solidariedade

Para finalizar a conversa, perguntamos a Osvaldo, qual a mensagem final que o movimento busca passar, não só para o bairro do Jeremias, mas para toda cidade?

“A mensagem que queremos passar para as pessoas, principalmente a classe trabalhadora no geral, é que o que nos mantém vivos, firmes e fortes: é a solidariedade. Não tem outra saída em momentos difíceis em que a sociedade enfrentou ao longo de sua história. Apesar de nós estarmos vivendo um momento difícil, do individualismo, do corporativismo, mas o que mantém as pessoas pobres e a classe trabalhadora, é a solidariedade, não tem outro caminho não. Outra mensagem que a gente passa, é a importância da sociedade civil organizada, mobilizada e lutando, isso garante direito. A mensagem que a gente também quer passar, é mostrar ao poder público que a sociedade civil organizada, ela tem força, quem move a história é a sociedade civil organizada, é o povo organizado.” 

Osvaldo Bernardo, membro do MAB e do Comitê Sindical e Popular Contra a Fome

Opinião do Gabinete Paraíba

O Gabinete Paraíba parabeniza, divulga e apoia a iniciativa. Nós acreditamos que todo movimento organizado pela Sociedade Civil e que tenha como objetivo maior a ajuda de outras pessoas, merece o devido apoio de toda população. Acreditamos também que o poder público municipal precisa ter maior sensibilidade com as centenas de famílias carentes que nesse momento passam as mais diversas dificuldades agravadas pela pandemia, em um momento em que metade da nossa população vive a problemática da insegurança alimentar, dentro de um cenário de incertezas e falta de liderança política nacional, é inaceitável que diante desse quadro de pobreza e carência, a gestão municipal não tenha apresentado nenhum projeto que vise a reabertura urgente das cozinhas comunitárias e restaurantes populares, promessas de campanha, que até agora não foram cumpridas.

Redação Gabinete Paraíba