Paraíba realiza Dia D de vacinação contra a Covid-19 no sábado

Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizará, no sábado (25), o Dia D de vacinação contra a Covid-19. O intuito é oportunizar o acesso da população à vacina. A mobilização ocorrerá nos 223 municípios, com abertura de forma simultânea em João Pessoa e Campina Grande. 

De acordo com o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, o objetivo é ampliar a oferta da dose (D1) para aqueles que já estão contemplados na Campanha e não foram ainda vacinados, além de melhorar as coberturas de dose 2 (D2) daqueles que já estão no período adequado para fechamento de seu esquema vacinal.

“Vamos realizar o Dia D no sentido de garantir o acesso a todas as pessoas que ainda não conseguiram se vacinar. Alinhamos com todos os municípios que não será necessário o agendamento prévio para poder tomar vacina”, pontua. 

O secretário destaca que a meta mínima a ser alcançada para a vacinação é de 90% do público-alvo preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações. E solicita o empenho das gestões municipais no sentido de informar os dados de doses aplicadas no site de campanha de forma diária. 

A Paraíba já recebeu um total de 5.228.180 de doses. Até o momento, 2.665.199 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 1.275.203 completaram os esquemas vacinais onde 1.212.523 tomaram as duas doses e 62.680 utilizaram imunizante de dose única. De acordo com os dados registrados, 523.480 pessoas estão com esquemas vacinais incompletos. 

Pfizer e BioNTech anunciam que vacina é segura e induz resposta imune em crianças de 5 a 11 anos

Anúncio foi feito depois de resultados preliminares dos testes de fase 2 e 3, conduzidos de forma simultânea. Segundo as empresas, perfil de segurança da vacina foi comparável ao da faixa etária de 16 a 25 anos, que havia sido testada previamente.

As empresas Pfizer e BioNTech anunciaram, nesta segunda-feira (20), que a vacina desenvolvida por elas contra a Covid-19 é segura e induziu uma resposta imune “robusta” em crianças de 5 a 11 anos.

Os dados são preliminares e ainda precisam passar por avaliação de outros cientistas para serem publicados em revista científica. Até agora, a vacina da Pfizer pode ser aplicada em pessoas a partir dos 12 anos – tanto no Brasil como em outros países.

Veja resumo do anúncio:

  • Os resultados em crianças vêm de testes de fases 2/3 que estavam sendo conduzidos pelas empresas. Participaram 4,5 mil bebês e crianças com idades entre 6 meses e 11 anos de quatro países: Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha.
  • Dos 4,5 mil participantes no total, 2.268 tinham idades entre 5 e 11 anos. Essas crianças receberam uma quantidade menor da vacina: duas doses de 10 µg (microgramas) administradas com 21 dias de intervalo. Nas pessoas a partir dos 12 anos, a dose era de 30 µg.
  • As respostas de geração de anticorpos nos participantes que receberam doses de 10 µg foram comparáveis às registradas em pessoas de 16 a 25 anos, segundo a Pfizer. A concentração (título) de anticorpos foi medida um mês após a segunda dose da vacina.
  • A vacina foi “bem tolerada, com efeitos colaterais geralmente comparáveis aos observados em participantes de 16 a 25 anos de idade”, disse a farmacêutica.
  • A empresa afirmou que a dose de 10 µg foi “cuidadosamente selecionada como a dose preferida para segurança, tolerabilidade e imunogenicidade” (geração de anticorpos) em crianças de 5 a 11 anos.
  • A expectativa é de que os resultados da faixa etária de 6 meses até 5 anos sejam divulgados ainda neste ano. Essas idades foram divididas em dois grupos: de 6 meses até 2 anos e de 2 a 5 anos. Ambos os grupos receberam doses abaixo de 3 µg.

A Pfizer e a BioNTech disseram, ainda, que “planejam compartilhar esses dados” com a Food and Drug Administration (FDA), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outras agências regulatórias “o mais rápido possível”.

As empresas também anunciaram que “planejam enviar dados do estudo completo de fase 3 para publicação científica”.

Vacinação em adolescentes

No Brasil, a vacina da Pfizer pode ser usada em adolescentes a partir dos 12 anos, segundo autorização concedida em junho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela é a única que pode ser aplicada em menores de idade no país até agora.

Na semana passada, entretanto, o Ministério da Saúde determinou que a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra a Covid-19 só deveria ser feita naqueles que tivessem deficiência permanente, comorbidades ou que estivessem privados de liberdade.

Antes da mudança de regra, ao menos 22 estados e o Distrito Federal já haviam começado a vacinar essa faixa etária contra a Covid-19 sem determinar outras restrições – como comorbidades ou gestação.

Para justificar a decisão, a pasta afirmou que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”.

A nova determinação do Ministério, entretanto, foi criticada por especialistas e contestada pela própria Anvisa – que afirmou não haver “evidências” que justifiquem a alteração da recomendação para uso da vacina em adolescentes.

Ao menos 20 capitais e o Distrito Federal anunciaram, no fim de semana, que vão continuar vacinando a faixa etária de 12 a 17 anos.

Informações do G1

[REPÚDIO] Sindicato dos Servidores do Cariri lançam nota de repúdio contra Prefeitura de Boqueirão que fez cortes nos salários

O Sindicato dos Servidores Públicos do Cariri Oriental (SINSECAR) lançou na noite dessa última sexta-feira (28) uma nota de repúdio contra a Prefeitura de Boqueirão, devido ao fato da gestão municipal ter feito cortes de 20% no salários dos Servidores Públicos municipais. Segundo o Sindicato, o corte é referente a insalubridade pelo trabalho na pandemia e foi feito sem aviso prévio aos servidores ou qualquer diálogo com a entidade.

Segundo Alexandre Maciel, Presidente do SINSECAR, vários servidores procuraram a entidade no dia de ontem, ao perceberem em seus contracheques o corte do benefício, o representante ainda afirma que o ato da Prefeitura foi arbitrário e que não houve comunicado prévio aos servidores, a entidade ainda denuncia que muitos servidores que já foram vacinados contraíram a Covid-19, o que não justifica o corte da insalubridade da pandemia por parte da gestão, confira:

“Fomos procurados por vários servidores preocupados com essa ação arbitrária e sem nenhuma comunicação prévia. São pais e mães de famílias que mensalmente contavam com esse valor no seu contracheque e não puderam se programar para perder o valor. Além do mais estão cumprindo suas obrigações durante a pandemia, não pararam os atendimentos e mesmos vacinados continuam expostos. Temos vários casos de servidores que tiveram COVID mesmo estando vacinados. Vamos lutar pelo retorno desse direito.”

De acordo com Kaique Henrique, Diretor do SINSECAR, o sindicato convocará todos os servidores municipais que foram prejudicados, a estarem presentes em um ato contra a ação Prefeitura, que ocorrerá na próxima segunda-feira (31), a partir das 7:00hs, à frente da Secretaria Municipal de Saúde.

Confira a nota divulgada pelo Sindicato:

NOTA DE REPÚDIO

Vimos por meio deste repudiar a forma arbitrária e sem nenhum aviso prévio a retirada do valor de 20% referente a insalubridade dos contracheques dos servidores públicos da saúde do município de Boqueirão – PB. No dia de hoje (28) os servidores ao receberem seus vencimentos referente ao mês de maio de 2021 foram surpreendidos pela ausência do valor referente aos 20% de insalubridade que vinham recebendo neste período de pandemia.

Mesmo vacinados, não existe garantia que os profissionais – que devemos registrar não pararam durante este momento de pandemia – não serão infectados pelo COVID-19 e em casos extremos perderem a vida em decorrência da contaminação. Temos vários casos de vítimas que mesmo vacinadas não resistiram ao contágio.

Diante deste momento de calamidade pública conhecido no país e no nosso Estado, e diante do assustador aumento de casos neste município, pedimos esclarecimentos à Secretaria de Saúde do Município e à própria gestão municipal sobre o que motivou esta medida que tanto prejudicou os servidores.

Além do exposto, também pedimos ao Prefeito que receba este sindicato para tratar sobre o PCCR dos profissionais da saúde. Foi uma promessa de campanha assinada pelo gestor eleito e que agora esperamos que seja cumprida. O Sindicato está preparado para debater e construir essa demanda tão almejada e necessária aos servidores públicos.

Secretaria de Comunicação SINSECAR

Confira postagem feita nas redes sociais da entidade:

Redação Gabinete Paraíba

[ESTRANHO] Secretário Galego do Leite questiona desencontro de informações sobre leitos do Pedro I

O secretário-executivo de Desenvolvimento e Articulação Municipal do Governo do Estado, Galego do Leite, manifestou seu estranhamento diante do aparente desencontro de informações sobre a ocupação de leitos de enfermaria e de unidade de terapia intensiva no Hospital Pedro I.

Conforme mostrou a imprensa, mesmo a prefeitura informando por meio de boletins que haveria 58 leitos de UTI e 84 de enfermaria disponíveis na unidade nessa quinta-feira para atender pacientes com covid-19, a Secretaria Estadual de Saúde precisou transferir doentes para João Pessoa por não encontrar vagas no hospital do município.

“São estranhos esses dados, porque ontem a Secretaria de Saúde do Estado precisou transferir cinco pacientes para João Pessoa que deveriam ter sido atendidos em Campina Grande. A população fica se perguntando o que estaria acontecendo e por que existe essa divergência tão expressiva entre as informações do Município e a realidade”, comentou Galego.

O secretário-executivo ressaltou que esses fatos, comprovados por meio de documentos do sistema de regulação, somente confirmam o que a população já tem denunciado, que supostamente estaria havendo a alegação de falta de leitos, sobretudo de UTI, para atender pacientes no Pedro I.

“Sem nenhum viés político, até porque o momento não admitiria isso, existe um desencontro evidente das informações divulgadas pelo Município e isso precisa ser esclarecido com urgência”, ponderou Galego do Leite. 

Redação Gabinete Paraíba com ASCOM / Galego do Leite

[FOGO AMIGO] Pegou mal, pegou muito mal, fala de Alexandre expõe Prefeito e a gestão diante de mais um problema na pandemia

O Vereador Alexandre do Sindicato (PSD), Líder do Governo Bruno Cunha Lima na Câmara Municipal em Campina Grande, conhecido pelos seus posicionamentos políticos polêmicos, além do alinhamento ideológico com o Presidente Bolsonaro, tanto fez que conseguiu ser o assunto mais falado no estado desde o dia de ontem, quando na tribuna da Casa Félix Araújo o mesmo se referiu ao fato de ser avesso a vacinação, ser “negativista” e preferir o tratamento precoce com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a Covid, confira a postagem feita pelo Gabinete Paraíba.

“Lamento se a ironia foi mal interpretada”, comentou o Vereador em nota divulgada ainda no dia ontem, para justificar o injustificável, ainda que, segundo ele, “reconhece que o comentário, sem a compreensão do contexto, pode gerar interpretações equivocadas”. 

Acontece que, primeiramente, lamentável é que um Vereador, ainda mais Líder do próprio governo, se utilize de ironias para tratar um assunto tão sério, como a pandemia, após 442 mil mortes em nosso país, com 844 mortes em Campina Grande, além de responsabilizar quem o ouviu pelo conteúdo por ele dito, aonde não cabe interpretações diferentes daquilo que foi claramente falado. Assumir o erro pelo metade, é não assumir as próprias responsabilidades.

O resumo da história é que pegou mal, pegou muito mal para o Vereador, conhecido na legislatura passada como Alexandre de Romero, motivo de orgulho já exposto pelo próprio Vereador, o mesmo acaba mantendo a mesma postura efusiva e muitas vezes questionáveis, com falas absurdas como as de ontem ditas na casa legislativa, para que dessa vez possa também ser reconhecido como Alexandre de Bruno.

No entanto, o Chefe do Executivo municipal, ainda na tarde de ontem, foi a público contrariar o seu próprio líder, na tentativa de amenizar o estrago causado pela fala de Alexandre, afirmando que ela não representava a opinião do Governo e sim apenas do próprio Vereador.

Vereador Alexandre do Sindicato (PSD), Líder do Governo Bruno Cunha Lima na Câmara Municipal. Prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD)

A questão é que para Bruno, também pegou mal, pegou muito mal, numa demonstração clara da falta de alinhamento com a sua base, além de ter que arcar com mais um problema, diante dos vários que estão sendo denunciados sobre a sua gestão durante a pandemia, desde a desorganização no processo de vacinação, enormes filas para atendimento no Pedro I, o número de pessoas vacinadas com CPFs de pessoas falecidas, a disputa com o Governo do Estado sobre os decretos, os questionamentos do Ministério Público sobre o uso de medicamentos não comprovados, entre outros.

Os estrategistas políticos de Bruno estão tendo muito trabalho para conseguir manter uma narrativa convincente de que não há problemas em seu governo, ainda mais quando o fogo parte da sua própria liderança. Caberá a Bruno fazer o cálculo se compensa manter essa mesma herança do Governo Romero ou se definitivamente muda o seu principal interlocutor na Câmara, dando finalmente a sua própria cara a sua bancada, afinal de contas não é mais segredo nos bastidores da política campinense, a insatisfação dos aliados oriundos do antigo Prefeito, que seguem esquecidos na atual gestão.

Redação Gabinete Paraíba

[NEGATIVISTA] Em tom de riso, Vereador líder do Governo Bruno na Câmara, recusa vacina e defende medicamentos sem comprovação científica

Na manhã dessa quarta-feira (19), o Vereador Líder do Governo na Câmara, Alexandre do Sindicato (PSD), do mesmo partido do Prefeito Bruno Cunha Lima, protagonizou um discurso minimamente questionável, onde o mesmo afirmou que não tem pressa para tomar vacina e que é totalmente avesso ao método, dando preferência a utilização de medicamentos sem comprovação científica, utilizados no chamado tratamento precoce, questionados pela sua ineficácia, como a ivermectina e azitromicina.

Vereador Alexandre do Sindicato (PSD), Líder do Governo Bruno Cunha Lima na Câmara de Vereadores de Campina Grande

A fala do Vereador ocorreu devido ao fato de que na Câmara estava ocorrendo uma ação de testagem para a Covid-19, em funcionários da casa e dos gabinetes, como também para os próprios legisladores e legisladoras.

“Eu como sou negativista, não vou fazer! Eu não aceito, não, eu sou totalmente avesso, eu sou muito mais da ivivemercritina (SIC) e azitromicina, chá de Hortelã e Limão Galego, isso pra mim tem funcionado, Graças a Deus! Então quem quiser tomar minha vacina, vá a frente, pode tomar minha vacina, pode se vacinar, pode se fazer testagem, fiquem a vontade, ocupem minha vaga ai na questão da testagem, muito obrigado colegas!”

Segundo publicado pelo Blog do Max Silva, a fala do Vereador também se referia as pessoas que já estariam aguardando, desde cedo, na fila para tomar a segunda dose da Coronavac, que ocorrerá no turno da tarde do dia hoje.

O Vereador já é conhecido por posicionamentos negacionistas, alinhado ao discurso do Presidente Bolsonaro, que tem a política defendida por ele e pelo Prefeito Bruno Cunha Lima. A fala de Alexandre acontece na semana em que a Prefeitura de Campina Grande anuncia a adoção de medidas mais restritivas para conter o avanço da pandemia, um mês depois de ter entrado na justiça contra o Governo do Estado, que estabelecia regras mais duras para conter a transmissão do vírus em todo o estado e que também atingia Campina Grande. O Prefeito Bruno confirmou que está analisando o novo decreto estadual e poderá utilizá-lo.

Confira o Vídeo:

Redação Gabinete Paraíba

[FRAUDES] Lista do TCE constata que gestão de Bruno Cunha Lima é a campeã em número de CPF’s de falecidos entre os vacinados na PB

Um relatório produzido por auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e divulgado no início deste mês revelou inconsistências na distribuição de doses de vacinas contra a covid-19, em dezenas de municípios paraibanos. A mais ‘curiosa’ delas, a presença de 341 imunizados com CPFs de pessoas falecidas. Um dado que chama atenção é que a cidade de Campina Grande administrada pelo prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) é campeã na Paraíba no número de fura-filas (50 casos), vale ressaltar que a gestão municipal já responde há várias ações junto ao Ministério Público pela má condução na pandemia.

O município que mais registrou casos de fura-filas foi Campina Grande (50 casos). Depois, João Pessoa (40 casos). A partir dos dados, uma força-tarefa comandada pelo TCE-PB foi montada para investigar os casos. Veja: (https://tce.pb.gov.br/noticias/tce-pb-encontra-irregularidades-na-vacinacao-contra-covid-19-e-reune-orgaos-de-controle-para-intensificar-fiscalizacao/view)

Outros erros da gestão de Bruno com a pandemia

Fura Filas – Recentemente o MP entrou com ação, para investigar a denuncia, onde segundo populares, aliados do prefeito, teriam tido o aval para furar a fila da vacinação das doses recebidas pelo Governo Federal para a primeira etapa do programa nacional de imunização contra a Covid-19. “Formalizei denúncia no ministério público, com as provas colhidas e produzidas, pelos próprios vacinados, que furaram a fila de prioridade na vacinação contra à COVID-19 em Campina Grande. Ser amigo do Rei, garantiu essa prioridade”, disse a médica Tatiana Medeiros.

“Kit-covid” na gestão de Bruno – O Ministério Público da Paraíba (MPPB) estipulou um prazo entre 30 e 90 dias para concluir o procedimento inicial de uma denúncia realizada contra a Prefeitura de Campina Grande (PMCG), por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Segundo a denúncia, mesmo sem eficácia comprovada, o Hospital Municipal Pedro I, no bairro de São José, estaria mantendo a prescrição do chamado “kit-covid” para pacientes com sintomas da doença. Na semana passada, em depoimento a CPI da Covid, instalada no Senado Federal, o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, surpreendeu integrantes da CPI ao criticar as falas e ações negacionistas do chefe do Executivo e pedir para que ninguém siga suas orientações.

Segundo o Ministério Público, a Notícia de Fato (NF) está sendo analisada pela Promotoria de Justiça de Campina Grande, através da promotora de Justiça de Defesa da Saúde de Campina Grande, Adriana Amorim de Lacerda. Além do hospital, a promotora deve ouvir o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). De acordo com o CRM, a prescrição do “kit-covid” é permitida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), contanto que o médico informe ao paciente a falta de evidências científicas e os efeitos colaterais. O mais curioso é que a distribuição dessas substâncias foi confirmada pelo próprio Bruno, que fez uma transmissão ao vivo por meio das suas redes sociais em frente à unidade hospitalar. Veja: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2021/03/27/prefeitura-de-campina-grande-distribui-remedios-sem-eficacia-comprovada-para-covid-19.ghtml

Redação 

[GIRO INTERNACIONAL] Como Portugal saiu de pior país da pandemia no início do ano, e agora é referência entre os Estados europeus? Por – Louise Beja

Vamos falar de um verdadeiro exemplo de cidadania que Portugal vem nos dando nos últimos meses com a pandemia da covid-19.

Bandeira de Portugal

Quando a pandemia iniciou em Portugal, já era Março de 2020, estavam todos animados com a retomada das aulas nas Universidades, e tudo que envolve as tradições acadêmicas portuguesas. Foi quando da noite para o dia, as instituições de ensino mais respeitadas do país começaram a suspender as aulas presenciais, e tudo virou de ponta cabeça, entrou-se em um lockdown total que durou exatos dois meses.

Nesse momento as cidades viraram verdadeiros desertos, não se via ninguém na rua, as pessoas estavam realmente respeitando as restrições estipuladas pelo governo, e foi aí que ficou nítido o exercício de cidadania da população, em pensar no coletivo e em cumprir as regras. Todos estavam em suas casas fazendo o distanciamento social, evitando aglomerações, para que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) não superlotasse. Enquanto isso no Brasil, a população aproveitava os últimos momentos do carnaval, e ignorava completamente o fato de que toda a Europa já se encontrava isolada/fechada para conter o novo Corona Vírus.

Bonde em rua de Lisboa durante pandemia de Covid-19 em Portugal
Foto: Rafael Marchante/Reuters (31.out.2020)

Passado esse período, Portugal ao final de Maio de 2020 reabre aos poucos, e a atividade comercial é retomada, as tão sonhadas “férias de verão” chegam, e as pessoas aos poucos começam a sair e a viajar. Nesse período houve uma variação do número de casos e de mortes, mas ainda assim, a situação do Sistema Nacional de Saúde (SNS) ficou controlada.

Em dezembro de 2020 o governo afrouxou as restrições no natal, permitindo que as pessoas se encontrassem, e foi logo após esse tempo o que o país ficou em seu estado mais crítico, chegando a ficar no ranking de país mais atingido pela pandemia em termos de extensão e território – a taxa de infecção por covid-19 mais alta da União Europeia: 1.429,43 por 100 mil habitantes, e a taxa de mortalidade mais elevada do bloco europeu: 247,55 por milhão de habitantes (Fonte: BBC NEWS BRASIL, 2021).⁠

Paciente com Covid-19 chega a Funchal, na Ilha da Madeira, depois de ser transferido de um hospital em Lisboa, em foto de 29 de janeiro de 2021 — Foto: Duarte Sa/Reuters

Embora o plano de vacinação estivesse atrasado, as terras lusitanas conseguiram ter uma reviravolta no curso desse caminho, e mais uma vez o governo português entra em confinamento, agora restringindo voos diretos indo para o Brasil, ou do Brasil para Portugal. A ideia em si, além de diminuir o número de mortes e casos, era conter que a variante amazónica chegasse até o território.

O ano de 2021 começou triste para os portugueses, mas agora se mostra como um dos países que melhor vem combatendo a covid-19, no que diz respeito aos índices de morte e número de casos. Saiu do topo de mortes a nível mundial, para ZERO mortes em três meses. Foi possível verificarmos a incidência da doença cair de 1,4 mil para 67 para cada 100 mil habitantes — e atualmente o país vive um momento de otimismo e reabertura gradativa.⁠

Tudo isso se deu devido ao investimento nas vacinações, aos lockdowns rigorosos neste período de inverno europeu, e ao fechamento das fronteiras no intuito de reduzir o risco de novas variantes não só do Brasil, mas também as do Reino Unido e da África do Sul. É válido destacar ainda, que além das políticas públicas instituídas pelo governo no tocante a essa matéria, o empenho e comprometimento da população para o cumprimento das regras, foi algo crucial para o sucesso das mesmas. Viu-se um verdadeiro exemplo de cidadania entre a população portuguesa.

crédito: PATRICIA DE MELO MOREIRA

 A vacinação por sua vez, ainda sofre com os mesmos atrasos que a União Europeia. Entretanto, nesta terça-feira (11/05), Portugal atingiu a marca de quatro milhões de doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas em todo o território, no momento 14% da população adulta está totalmente imunizada contra o vírus, enquanto 36% dos adultos receberam ao menos uma dose do imunizante, conforme relata o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Serra Lopes, celebrou a rapidez da campanha de vacinação nas últimas semanas: “Foram precisos mais de dois meses a inocular o primeiro milhão de vacinas, 33 dias para o segundo, 19 dias para o terceiro e, agora, vemos que chegamos aos quatro milhões em apenas 14 dias”, declarou o representante do governo (Fonte: Agora Europa).

Portugal – O Dr. António Sarmento foi o primeiro vacinado contra a COVID19 no país

Nesta última semana, os dados apresentados pelo Centro Europeu de Controle de Doenças, revelaram que Portugal se mantém como o país com menos morte na União Europeia, e o segundo com menor índice de casos. Tais dados revelaram ainda que a incidência de 14 dias da covid-19 em Portugal foi mais elevada na faixa etária entre os 14 e os 24 anos. Porém, a mais baixa voltou a ser a de pessoas com mais de 80 anos (Fonte: Público PT, 2021).⁠

Ainda em meio ao caos gerado pela pandemia, o país enviou ao seu parceiro brasileiro um lote de medicamentos para ser utilizado em pacientes internados com Covid-19. De acordo com o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, tal medida atende a um pedido de ajuda feito pelo próprio Ministério da Saúde brasileiro. As terras tropicais ultrapassam a marca de mais de 400 mil mortos por Covid-19.

Louise Amorim Beja
Colunista Giro Internacional

                                                               

[POR UM FIO] Cresce a especulação da possível demissão do Secretário Felipe Reúl e críticas à condução da saúde na cidade

Na manhã dessa sexta-feira (14) portais de notícias do estado passaram a publicar que a situação do Secretário de Saúde de Campina Grande, Felipe Reul, não está nada boa. Em um momento onde a cidade vê o número de casos subirem drasticamente e do anúncio de que novas medidas restritivas serão publicadas pelo Prefeito Bruno Cunha Lima, o próprio Secretário de Saúde não participou da reunião de definição das novas decisões da Prefeitura.

Segundo o Blog do Max Silva, Reul não esteve presente na quinta-feira (13) do encontro promovido pelo Prefeito Bruno para a discussão das tomadas de decisões que serão divulgadas com a intenção de conter o avanço da Covid na cidade. Participaram da reunião de trabalho, no Ipsem, os secretários Gilney Porto (adjunto da Saúde), Rosália Lucas (Desenvolvimento Econômico), Gustavo Braga (Finanças), Asfora Neto (Educação), além do procurador-geral do Município, Aécio Melo. O coordenador de Comunicação, Marcos Alfredo, e o assessor especial, Roberto Santa Cruz.

O Prefeito Bruno tem enfrentado nas últimas semana fortes críticas em relação a condução das ações da pandemia, a população principalmente tem divulgado nas redes sociais vídeos e imagens do caos que está ocorrendo no processo de vacinação no município, só nessa sexta, imagens do Hospital Pedro I, feitas pelo jornalista Josué Cardoso, mostram enormes filas e a falta de pessoal para atendimento a população.

Hospital Pedro I, imagens Josué Cardoso

Durante a semana o prefeito já tinha anunciado mudanças na Coordenação de Imunização da cidade, como anunciou o Blog do Maurílio Junior, Samira Luna foi adicionada também a função, para que ao lado de Miralva Cruz, antiga e atual coordenadora, pudesse dar melhores respostas a coordenação do processo. Porém especula-se que a decisão do prefeito em não mudar Miralva e mantê-la também no cargo, tenha sido só uma forma educada de não demiti-la.

A prefeitura também tem recebido fortes críticas e questionamentos por parte da justiça, sobre o fato de ainda manter no seu protocolo de atendimento a pacientes com a Covid, o chamada Kit Covid, um coquetel de medicamentos sem comprovação científica para o atendimento das vítimas da doença, que inclue a cloroquina, defendida de forma efusiva pelo Presidente Bolsonaro, que já é alvo de questionamentos da CPI da Covid, que ocorre no Senado.

A ausência injustificada de Reul no último encontro decisivo sobre as medidas na cidade, sendo ele o principal responsável, ao lado do Prefeito Bruno, da condução desse processo no município, aliada ao acúmulo de críticas e dificuldade de resolução rápida dessas situações, fortalece assim a suspeita que o mesmo possa estar próximo de ser demitido.

Bruno precisa ser mais ágil em dar uma resposta a toda população, a estratégia da prefeitura de tentar mostrar uma realidade oposta aos fatos e justificar com discursos políticos contra aqueles que tentam demonstrar essa verdadeira situação, já não tem surtido efeito na população que vivência no dia-a-dia os problemas da cidade.

Redação Gabinete Paraíba

[RECONHECIMENTO] Hospital de Clínicas é reconhecido pelo trabalho de excelência no combate à pandemia

O Hospital de Clínicas, em Campina Grande, recebeu o reconhecimento do serviços prestados a todos os pacientes que passam pela unidade na luta contra a Covid-19. A saudação partiu da deputada estadual, Pollyanna Dutra, que apresentou na Assembleia Legislativa da Paraíba um requerimento propondo votos de aplausos ao Hospital de Clínicas pelos relevantes serviços prestados à saúde no atual cenário.

O hospital se tornou o maior da Paraíba e a grande referência no estado no tratamento da doença, acolhendo pacientes da região de Campina Grande, do Sertão e região metropolitana de João Pessoa.

Na justificativa, a deputada ressaltou a incansável e honrosa missão da equipe de saúde da unidade que “ vem se destacando como fonte de esperança e cuidado para todos os que precisam de seus serviços”, disse Pollyanna.

O diretor-geral do Hospital de Clínicas, Dr Jhony Bezerra chamou a atenção para a dedicação dos profissionais que vem fazendo a diferença na unidade, e parabenizou todos por, juntos, serem os responsáveis por essa homenagem.

“O nosso sucesso é feito por meio de cada profissional que está aqui dentro, se doando e se dedicando incansavelmente todos dias para salvar vidas. Para nós cada alta médica é uma vitória e o que nos motiva a seguir”, afirmou.

Fonte PBEMDIANTE