DESCASO: Mães com crianças de colo esperam horas para serem atendidas em Hospital Infantil de Campina Grande

Por meio das suas redes sociais, o Marcos Aurélio repórter, denunciou que na tarde de ontem (17), mães esperam horas com suas crianças doentes na recepção do Hospital da Criança e do Adolescente de Campina Grande, algumas delas, com febre, vômito e dores, a unidade referenciada fica as margens da Av. Floriano Peixoto, no bairro do Centenário ´[e é administrada pela gestão do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD).

Vejam o vídeo que nos foi enviado como forma de chamar atenção dos gestores de saúde, como se não bastasse a demora no atendimento, a unidade referenciada que não oferece condições ideais para acolherem as crianças, o novo hospital não se tem previsão de funcionamento.

Veja as imagens:

Da Redação

Ana Cláudia lamenta descaso com a educação em Campina e revela prejuízos com o desabastecimento das merendas nas escolas e creches da cidade

A Secretária de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal (SEDAM), Ana Cláudia Vital, veio a público nesta quinta-feira (02) lamentar mais um prejuízo para os estudantes da rede municipal de ensino, que devido ao descaso da Prefeitura Municipal de Campina, estão sem merendas nas creches e escolas municipais da cidade. Ela lembra que ontem (01), uma emissora de televisão da cidade trouxe MAIS UMA VEZ o descaso dos fornecedores contratados pela Secretaria de Educação (SEDUC) na entrega e distribuição da merenda escolar nas creches e escolas de Campina Grande.

Segundo Ana Cláudia, o próprio Sintab, como membro do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), vem desde o último dia 19, alertando a SEDUC, de inúmeras denúncias recebidas da comunidade escolar diante da ausência de itens obrigatórios que compõe a merenda escolar, o que deixando milhares de alunos da rede municipal de ensino em situação de insegurança alimentar.

Ana Cláudia cobra uma ação mais incisiva por parte da gestão municipal no entendimento de que as crianças não podem ser prejudicadas pela má gestão na entrega dos itens. “Quem tem fome (no caso os alunos) tem pressa, senhor prefeito! Não basta a recente denúncia de embalagens de carnes adulteradas e os restaurantes populares continuarem fechados, agora os alunos e funcionários dessas creches e escolas estão sofrendo com essa triste realidade”, disse Ana.

Segundo a denúncia do Sintab, o problema foi verificado em diversas unidades, mas há indícios de que possa estar ocorrendo em toda a rede de ensino. A título de exemplo, a Creche Maria Emília Pedrosa, no Araxá, está há 25 dias sem carne, 20 dias sem verduras e desde a semana passada estão à espera de outros itens alimentícios. A Creche Alcides Cartaxo, no Cinza, falta carne, alho, coentro, arroz, leite, carne sem osso e filé de peito de frango. A última entrega foi realizada no dia 26 de outubro, quando foi distribuída frutas no local. Já na Creche Cotinha Carvalho, no Pedregal, falta carne, arroz, ovos, alho, coentro enquanto que as polpas de frutas foram doadas pela comunidade. A última entrega de carnes foi realizada no dia 07 de outubro, onde o fornecedor se negou a pesar os produtos. Por fim, a Creche Célia Marcia Santos Cirne, no José Pinheiro, a última entrega de cereais ocorreu no dia 26 de outubro, e a de carnes no dia 01 de outubro. Faltam ovos e leites para 157 crianças e, quando cobrada, a SEDUC não dá retorno nem explicações. Os alimentos que se encontram na despensa foram doados pela comunidade. Assista a denúncia: https://globoplay.globo.com/v/10092211/

Restaurantes populares – Recentemente Ana Cláudia ao lado do Secretário Executivo da SEDAM, Galego do Leite, de Dr. Valdé Silveira, Coordenador de Gestão estadual e de Hênio Ferreira, diretor do restaurante popular, visitaram o Restaurante Popular do Governo do Estado em Campina e que fornece 1.500 refeições ao dia ao preço único de apenas R$ 1,00. Em entrevista, Ana Cláudia destacou que o valor cobrado de R$ 1,00 é simbólico, o mesmo valor que era praticado nos dois restaurantes populares e nas 9 cozinhas comunitárias, que funcionavam na gestão do ex-prefeito e hoje Senador Veneziano e fechados na gestão do ex-prefeito Romero Rodrigues até a presente data.

Ana Cláudia renovou o apelo para que o atual prefeito reabra os restaurantes e cozinhas comunitárias. “Não se justifica a Prefeitura, até hoje, não ter tomado nenhuma providência para reabrir os restaurantes e as cozinhas comunitárias, o que em muito contribuiria para a alimentação da população, notadamente nesse período de pandemia do novo coronavírus. Graças à iniciativa do governador João Azevêdo, hoje 2.500 refeições são servidas em Campina”, afirmou.

Assessoria de Imprensa
Ana Cláudia Vital do Rêgo
Secretária de Estado do Desenvolvimento e da Articulação Municipal da Paraíba

TBT? Merendeiras encontram embalagens adulteradas fornecidas para a merenda em Campina Grande

Merendeiras que trabalham em escolas municipais de Campina Grande constataram uma situação preocupante. A embalagem de carnes, entregues pela empresa que fornece merenda escolar ao município, apresentava indícios de adulteração.

Vídeos feitos pelas profissionais mostram que a embalagem original das carnes indica ‘músculo dianteiro’, enquanto um adesivo colocado sobre o nome do produto diz ser ‘lombo bovino’. O caso chegou ao conhecimento da Secretaria de Educação ontem à noite.

Vejam detalhes: https://jornaldaparaiba.com.br/politica/pleno-poder/2021/10/20/merendeiras-encontram-embalagens-adulteradas-e-educacao-vai-instaurar-sindicancia-em-campina-grande

A ‘Pasta’ informou que uma sindicância será instaurada para investigar a denúncia. “Também foi feito contato, através de circular, com todas as unidades da rede municipal de ensino, no sentido de identificar toda a extensão dos fatos e averiguar se efetivamente a suposta irregularidade tratasse de um caso isolado ou de uma sistemática e lamentável postura de fraude por parte da empresa fornecedora. Por uma questão de princípio e padrão administrativo, a Secretaria é a principal interessada em esclarecer os fatos e exigir da empresa explicações e o fiel cumprimento do contrato em vigor”, afirma a nota.

OPERAÇÃO FAMINTOS – Na gestão passada do prefeito Romero Rodrigues (PSD) a merenda escolar já deu muita dor de cabeça para a administração municipal. A prefeitura foi alvo da Operação Famintos, que identificou fraudes na merenda escolar do município. Dezesseis empresários foram condenados em primeira instância e quatro ex-secretários foram denunciados pelo MPF.

Da Redação com Jornal da Paraíba

TCU declara irregulares todas as licitações para a merenda escolar em Campina Grande investigadas pela ‘Operação Famintos’

O Tribunal de Contas da União – TCU declarou irregulares todas as licitações para aquisição de alimentos da merenda escolar para crianças e jovens das escolas públicas municipais de Campina Grande durante a gestão do ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD) no âmbito da Operação Famintos, deflagrada pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Federal – MPF, com apoio da Controladoria Geral da União – CGU e que “constatou uma Orcrim – Organização Criminosa atuando no âmbito da PMCG”.

A decisão, contida em relatório do ministro relator Raimundo Carreiro, foi publicada no Diário Oficial dos Tribunais Superiores e refere-se ao Processo TC 031.393/2019-5, que foi iniciado pelo órgão a partir de denúncia formulada na Secretaria do Tribunal de Contas – TCU do Estado da Paraíba, em João Pessoa, devido ao fato de envolver verbas federais, mais especificamente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, destinadas ao Programa Nacional de Alimentação escolar – PNAE, em 13 processos licitatórios e seus respectivos contratos, durante seis anos seguidos, de 2013 a 2019, o que gerou uma Tomada de Contas Especial relativa aos processos licitatórios em que foram utilizadas estas verbas.

O TCU chegou à conclusão de que todos os processos licitatórios foram fraudados para beneficiar os investigados e que, em muitos casos, houve a constatação da “inobservância de exigências legais mínimas no edital da licitação” para beneficiar os envolvidos, além de “fraude ou simulação de licitação, direcionamento de contratação, contratação de empresa de fachada ou incapaz de cumprir o contrato”, e “burla, fraudes, simulações e direcionamento de processos licitatórios, o que levou, em seu conjunto, a contratação e empresas pertencentes a ‘Orcrim’, detectadas pela Operação Famintos”.

Com isso, o órgão constatou a má utilização dos recursos públicos destinados à compra dos alimentos para a merenda, prejudicando crianças e jovens estudantes da rede municipal de ensino de Campina Grande e gerando, portanto, dano ao erário público.

No relatório do ministro Carreiro, o TCU “confirma os apontamentos constantes da ‘Operação Famintos’ no sentido de que as empresas em epígrafe agiram em conluio para fraudar licitações e, potencialmente, superfaturar contratos e desviar recursos públicos federais no município de Campina Grande/PB, com o apoio e conveniência de agentes públicos”.

Além da reprovação, o TCU também decidiu pela remessa da decisão para o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba – TCE-PB, considerando que as contas dos gestores envolvidos estão em análise na Corte de Contas Estadual; além do Ministério Público Federal – MPF e Controladoria Geral da União – CGU, para que sejam abertos os procedimentos em relação a crimes de improbidade administrativa aos envolvidos, o que também ocasionará o ressarcimento dos valores.

A decisão pela improbidade administrativa dos envolvidos ocorrerá sem prejuízo de aplicação das demais sanções, como perda da função pública, inelegibilidade, proibição de contratar com o Poder Público, dentre outras. É que, até agora, a Operação Famintos havia ocasionado apenas ações criminais, não de improbidade, o que, a partir da decisão do TCU, passa a ocorrer também.Da Redação

[DENUNCIA] Secretária Ana Cláudia e Vereadores desmontam farsa do Hospital da Criança em Campina e atestam abandono da obra inaugurada pelo ex-Prefeito Romero Rodrigues

Após receber diversas denúncias referentes ao abandono das obras do Hospital da Criança e do Adolescente de Campina Grande, a Secretária de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal (Sedam), Ana Cláudia Vital, juntamente com os vereadores Anderson Almeida e Jô Oliveira, Secretário Executivo Galego do Leite e Dr. Valdé Silveira , Coordenador de Gestão do Estado constataram que a obra do citado Hospital, localizado na Avenida Floriano Peixoto, no bairro Dinamérica, está completamente abandonada, paralisada, inconclusa, sem a menor condição de prestação de atendimento aos campinenses.

Vale ressaltar que a obra foi inaugurada com pompas pelo então prefeito Romero Rodrigues, em 31 de dezembro de 2020, no apagar das luzes do seu Governo, com direito a descerramento de placa inaugural e discursos. Segundo Ana, “Lamentavelmente, o que vemos hoje é uma triste realidade. O prédio inacabado, que está se deteriorando pela ação do tempo, o mato tomando conta do lugar, e sem nenhum tipo de atendimento
sendo realizado à população, bem diferente do que era exibido em programas da Prefeitura de Campina Grande”.

Os vereadores Anderson Pila e Jô Oliveira fizeram gravações para suas redes sociais, afirmando que o lamentável era recordar também que o então prefeito Romero, havia dito que tinha privatizado o Maior São João Mundo No ano de 2017, pois essa privatização representaria uma economia de 5 milhões de reais, que seria revertido para a construção do Hospital. Importante registrar também que a empresa responsável pela realização do maior São João do mundo naquele ano (Aliança Comunicação e Cultura), foi denunciada pelo Ministério Público Federal por desvio de recursos federais (Operação fantoche realizada pela Polícia Federal).

Conforme o prefeito na época, Romero Rodrigues, o Hospital teria estacionamento, equipamentos modernos, 136 leitos e todos os recursos necessários para que o atendimento médico às crianças e adolescentes fosse feito com o máximo de eficiência e dignidade. De acordo ainda com o então prefeito , no novo hospital haveria um investimento de mais de R$ 10 milhões. “Só em equipamentos, serão investidos quase R$ 4 milhões, recursos já a disposição do Município, no Fundo Municipal de Saúde”, destacou Romero.

DEPÓSITO DE MENINOS – Os vereadores recordaram que na época, o prefeito ainda criticou o Hospital da Criança e do Adolescente inaugurado e entregue pelo então prefeito e hoje Senador Veneziano Vital, cujo atendimento já salvou a vida de milhares e milhares de crianças.

“Lembro que o prefeito tenha dito que o Hospital que ainda hoje funciona na Floriano Peixoto não passava de um “mero depósito de meninos”, destacaram os vereadores. Críticas infundadas partindo de alguém que não sabe reconhecer os méritos de outras gestões.

Segundo Ana Cláudia uma obra que após ter sido sua inauguração adiada por diversas vezes foi anunciada como entregue a sua primeira etapa no final de 2020, contando inclusive, com a presença do prefeito eleito Bruno Cunha Lima, que até hoje nada fez para que o Hospital fosse entregue efetivamente à população, mesmo nesse período grave, com casos de Covid, sendo registrados também em crianças e adolescentes. Não fosse o Hospital entregue na gestão do ex-prefeito Veneziano, essas crianças estariam sem atendimento algum.

Ana Claúdia divulgou um vídeo das suas redes sociais, seguida pelos vereadores, que também divulgaram as denúncias em seus perfis, confira:

Secretária Ana Cláudia acompanha execução do Projeto Prato Cheio em Campina Grande e participa de entrega de mais 600 refeições

A Secretária de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal (Sedam), Ana Cláudia Vital, juntamente com auxiliares e Vereadores, fez questão de acompanhar na manhã desta segunda-feira (21), a entrega de mais 600 refeições gratuitas às pessoas carentes de Campina Grande, que aconteceu no Largo do Açude Novo, através do “Programa Prato Cheio”, do Governo do Estado da Paraíba.

Acompanharam Ana Cláudia: o Secretário executivo da Sedam, Galego do Leite; o coordenador de gestão do Governo estadual, Valdé Silveira, além das vereadoras Jô Oliveira e Valéria Aragão.

O programa foi implantado há cerca de dois meses e vem matando a fome de centenas de campinenses que estão em situação de grave vulnerabilidade social, sobretudo pela ausência dos restaurantes populares e das cozinhas comunitárias, abandonadas pelo ex-gestor Romero Rodrigues e agora na administração do prefeito Bruno Cunha Lima. Ao todo, pelo Projeto Prato Cheio, são servidas 1000 refeições por dia, de segunda a sábado, de forma gratuita a população, são 200 refeições no café da manhã, 600 almoços e 200 jantas. O programa atingiu a marca de 52 mil refeições distribuídas ao longo de dois meses de atuação.

Antes de acompanhar a entrega das refeições, Ana Cláudia e auxiliares foram até o Restaurante Popular do Distrito dos Mecânicos, construído na gestão do então prefeito e hoje Senador Veneziano Vital, constatando a continuidade do abandono do local que já dura mais de 9 anos, sem nenhuma utilidade.

“A insensibilidade deste Governo é assustador. Fechou dois restaurantes populares e 9 (nove) cozinhas comunitárias há mais de 8 anos e mesmo diante da extrema necessidade gerada pela pandemia, nada faz pelo povo sofrido em termos de ação social”, lamentou Ana Cláudia.

Em seguida a Secretária esteve acompanhando a confecção das quentinhas do Projeto Prato Cheio, feita por profissionais habilitados, nas dependências da AABB, seguindo para entrega das refeições.

“Prato Cheio” – O programa distribui 1 mil refeições diárias para pessoas em situação de vulnerabilidade em Campina Grande, sendo 200 cafés da manhã, 600 almoços e 200 jantares, uma ação do Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Humano, que se une a outras ações da área de segurança alimentar da gestão do governador João Azevêdo.

Na cidade, o Governo da Paraíba já disponibiliza 1.500 refeições diárias no Restaurante Popular, o único da cidade, além de promover a entrega de cestas básicas para as famílias nesta pandemia.

Restaurantes Fechados – Na gestão de Veneziano como prefeito de Campina Grande a cidade ganhou dois restaurantes populares, sendo um no Centro, inaugurado em 2006; e outro no Distrito dos Mecânicos, inaugurado em 2009; além de 9 cozinhas comunitárias, instaladas no José Pinheiro, Malvinas, Galante, Bodocongó, Liberdade, São José da Mata, Pedregal, Jeremias e Catingueira, uma espécie de mini restaurantes populares. Ao todo, os restaurantes e as cozinhas forneciam mais de 7 mil refeições diárias. Todos foram desativados no início de 2013.

Redação Gabinete Paraíba com informações do Jornalista Josué Cardoso

DENÚNCIA: SINTAB ACIONARÁ MPT PARA GARANTIR QUE A PREFEITURA ENTREGUE EPIs AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE

O Sintab decidiu nesta segunda-feira, dia 21, que vai acionar o Ministério Público do Trabalho para exigir que a Prefeitura de Campina Grande garanta a entrega de EPIs (máscaras, álcool em gel, fardamento, etc.) aos profissionais da saúde. Após receber denúncias gravíssimas de negligência com a saúde do servidor e de tentativas frustradas de negociação com a Secretaria de Saúde, não restou outra alternativa para o sindicato.

Giovanni Freire, presidente do Sintab, alertou que se a Prefeitura insistir em negligenciar esta questão, os profissionais da saúde têm todo o direito de paralisar as atividades.

“Nesse momento de pandemia, é crucial que os trabalhadores tenham que se proteger do risco de contágio. Não somos obrigados a trabalhar colocando em risco nossas vidas”, disse Giovanni.

Os agentes de saúde ACE, a título de exemplo, só receberam máscaras de TNT uma vez em março de 2020. Durante todo esse período ficaram sem receber o básico da prefeitura (fardamento, álcool em gel, máscaras). Já para os agentes de saúde ACS, só disponibilizam 1 máscara por jornada de trabalho, quando a recomendação oficial dos órgãos sanitários é a troca de máscara a cada 3 horas. Para mais informações, entre em contato pelo fone (83) 3341-3178 ou pelo e-mail ascomsintabpb@gmail.com.

Confira a postagem das redes sociais:

Redação Gabinete Paraíba com ASCOM / SINTAB

[REPÚDIO] EM ENTREVISTA, ANA CLAÚDIA REPUDIA AÇÃO DA PREFEITURA CONTRA MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO NA COZINHA COMUNITÁRIA DO JEREMIAS

Em entrevista concedida na manhã dessa quarta-feira (26), na rádio Correio FM, ao jornalista Márcio Rangel, a Secretária de Desenvolvimento e Articulação Municipal do Estado, Ana Claúdia Vital, repudiou ação de funcionários da Prefeitura de Campina Grande e criticou o Prefeiro Bruno Cunha Lima, que na última terça-feira ondernou que esses funcionários invadissem a ocupação da Cozinha Comunitária do Jeremias e tentaram expulsar moradores que desde o mês de abril estão ocupando o espaço e servindo alimentação a comunidade.

Ana Claúdia Vital, Secretária do Desenvolvimento e Articulação Municipal da Paraíba

A Secretária inicialmente criticou a ausência de uma política de segurança alimentar na gestão municipal do Prefeito Bruno, na qual ela denominou como uma falta de competência, incapacidade e de sensibilidade por parte do gestor com a população em alto grau de vulnerabilidade social, cartilha essa seguida em continuidade ao pensamento do seu mentor, o ex-prefeito Romero Rodrigues. Ana Cláudia citou como exemplo em sentido contrário, a gestão do Prefeito Cícero Lucena, na capital, onde o mesmo está ampliando o número de restaurantes populares por toda cidade, exemplo esse que não é seguido em Campina Grande.

Segundo ela, diante dessa ausência do poder público municipal, a própria população tomou a iniciativa de reabrir a Cozinha Comunitária do Jeremias, onde esse trabalho coletivo tem servido para minimizar a fome dos moradores de toda aquela região, e que ao invés de atender as demandas do movimento, a Prefeitura enviou servidores que tentaram, por mais uma vez, finalizar as atividades que ocorrem naquele local e que deveriam ser realizadas pela própria gestão.

Ana Cláudia questionou qual a visão do Prefeito Bruno Cunha Lima em relação a população carente do município, segundo ela, “É algo que nos chama atenção e nos faz perguntar o porquê desse olhar diferenciado com a população que está passando fome na nossa cidade. Minha gente, isso é muito sério! A gente precisa se atentar para isso!”.

Além disso, a Secretária enfatizou que se não fosse a ação do Governo do Estado na cidade, onde através do Restaurante Popular e do Programa Prato Cheio, que juntos servem uma média diária de 2500 refeições, a população de Campina Grande estaria em uma situação de maior gravidade, pela falta de iniciativa da gestão municipal.

Por fim, Ana Claúdia informou que o estado está finalizando os últimos processos burocráticos para dar inicio a implantação do novo Restaurante Popular estadual, que será localizado na zona Oeste da cidade e que é fruto de uma iniciativa do Senador Veneziano Vital, que destinou 1,6 milhão em emendas para esse novo projeto.

Redação Gabinete Paraíba

[AMEAÇA] Funcionários da SEMAS quebram cadeados e ameaçam moradores de despejo na ocupação da Cozinha Comunitária do Jeremias

Informações repassadas pelo Comitê Sindical e Popular Contra a Fome, grupo organizado que reúne os movimentos sociais e a população do bairro do Jeremias, que organizam e coordenam as atividades realizadas na ocupação da Cozinha Comunitária do bairro, deram conta que na manhã dessa terça-feira (25), funcionários da Prefeitura de Campina Grande, especificamente da SEMAS, estiveram no local, quebraram cadeados, invadiram a cozinha e deram ordem de despejo aos moradores.

A ocupação do local acontece desde o dia 19 de abril, quando os movimentos sociais organizados e a população do bairro reabriram o local e desde então o grupo tem servido uma média de 8 mil refeições por semana, com o intuito de minimizar a fome e os efeitos da pandemia, como também de cobrar da gestão municipal a reabertura e a responsabilidade da Prefeitura em prestar o serviço para a população. Confira matéria publicada no Gabinete Paraíba, clique aqui.

Cozinha Comunitária do Bairro do Jeremias, ocupada pelos movimentos sociais e moradores do bairro

Segundo as informações, houve uma tentativa de encerramento das atividades no dia de hoje, quando funcionários da SEMAS estiveram no local, retiraram e levaram os cadeados, além de faixas e cartazes ali expostos, onde foi ordenado que as pessoas se retirassem do local, segundo os presentes, houve um início de tensionamento entre as partes e após a chegada de mais membros do Comitê, foi aberto um diálogo e definida a permanência do grupo no local.

O Comitê segue cobrando um posicionamento da gestão do Prefeito Bruno Cunha Lima. Ainda no mês de abril, no dia 27, o movimento realizou um ato em frente ao Gabinete do Prefeito, quando na oportunidade, uma comitiva dos representantes do movimento foi recebida pela Chefia de Gabinete, onde foi discutida a demanda do grupo e a Prefeitura tendo se comprometido em dar uma resolução a situação, encaminhamento esse que segue sem conclusão.

Ainda de acordo com o Comitê, não é a primeira vez que a gestão tenta encerrar as atividades da ocupação da Cozinha Comunitária. Segundo Olímpio Rocha, membro do corpo jurídico do movimento, não há nenhuma ação jurídica que justifique a ordem dada  de despejo pelos funcionários da Prefeitura. O movimento ainda reforça que a ocupação segue forte, mobilizada e reiterando a necessidade do Prefeito Bruno Cunha Lima em dar uma resposta a insegurança alimentar que atinge diversas famílias na cidade.

Confira o vídeo divulgado no perfil do Levante Popular da Juventude, entidade que faz parte da coordenação do Comitê:

Redação Gabinete Paraíba

[ESTRANHO] Secretário Galego do Leite questiona desencontro de informações sobre leitos do Pedro I

O secretário-executivo de Desenvolvimento e Articulação Municipal do Governo do Estado, Galego do Leite, manifestou seu estranhamento diante do aparente desencontro de informações sobre a ocupação de leitos de enfermaria e de unidade de terapia intensiva no Hospital Pedro I.

Conforme mostrou a imprensa, mesmo a prefeitura informando por meio de boletins que haveria 58 leitos de UTI e 84 de enfermaria disponíveis na unidade nessa quinta-feira para atender pacientes com covid-19, a Secretaria Estadual de Saúde precisou transferir doentes para João Pessoa por não encontrar vagas no hospital do município.

“São estranhos esses dados, porque ontem a Secretaria de Saúde do Estado precisou transferir cinco pacientes para João Pessoa que deveriam ter sido atendidos em Campina Grande. A população fica se perguntando o que estaria acontecendo e por que existe essa divergência tão expressiva entre as informações do Município e a realidade”, comentou Galego.

O secretário-executivo ressaltou que esses fatos, comprovados por meio de documentos do sistema de regulação, somente confirmam o que a população já tem denunciado, que supostamente estaria havendo a alegação de falta de leitos, sobretudo de UTI, para atender pacientes no Pedro I.

“Sem nenhum viés político, até porque o momento não admitiria isso, existe um desencontro evidente das informações divulgadas pelo Município e isso precisa ser esclarecido com urgência”, ponderou Galego do Leite. 

Redação Gabinete Paraíba com ASCOM / Galego do Leite