Servidores da Saúde de Campina farão mobilização para cobrar PCCR’s, Previne Brasil e condições de trabalho

Divulgação Sintab

Em assembleia realizada na manhã da última terça-feira, 12, no Clube do Sintab, os servidores da saúde de Campina Grande aprovaram mais uma mobilização da categoria, que será realizada nesta terça, 19, a partir das 9h, na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Com a manifestação, os efetivos cobram o cumprimento da data-base, que não é garantida há 4 anos, a efetivação da Lei que regulamenta na cidade o programa Previne Brasil, assim como melhoria nas condições de trabalho, constantemente precárias.

Além da mobilização desta terça, está agendada para o próximo dia 25, a partir das 9h, no Clube do Sintab, assembleia para todas as categorias, com objetivo de definir o índice que será cobrado para a data-base dos servidores do município de Campina Grande.

Assessoria SINTAB

CMCG aprova projeto da vereadora Jô Oliveira que cria Programa de Enfrentamento a Pobreza Menstrual em Campina Grande

A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou projeto de lei da vereadora Jô Oliveira (PCdoB) que propõe a criação do Programa Municipal de Enfrentamento a Pobreza Menstrual – PMEPOM. A proposta visa combater uma realidade ainda pouco discutida em nossa sociedade, mas que atinge milhares de mulheres, meninas e homens trans, e que causa problemas de saúde, dificuldades na rotina de trabalho e até evasão escolar.

Vereadora Jô Oliveira (PCdoB)

O projeto em linhas gerais visa instituir o fornecimento gratuito de absorventes higiênicos para estudantes das escolas da rede pública municipal, em situação de vulnerabilidade social e econômica, bem como para mulheres em situação de rua e que não possuem condições financeiras para compra de itens de higiene pessoal.

O texto do PL também previa a inclusão de homens trans como beneficiários da ação, mas através de emendas aprovadas pela maioria dos parlamentares presentes durante a votação, esse termo “homens trans”, bem como o termo “pessoas que menstruam” foram suprimidos e substituídos da redação do projeto de lei.

A vereadora Jô Oliveira destaca a importância dessa ação, que para além de beneficiar as mulheres que mais precisam, também atua como uma medida de saúde pública.

“Disponibilizar o acesso gratuito ao alcance de quem necessitar é fundamental, pois absorventes higiênicos não são itens supérfluos e sim de necessidade básica, e que influem na saúde pública. Dessa forma é preciso que esse item faça parte do orçamento das unidades escolares, dos órgãos de acolhimento de pessoas em situação de rua, assim como fazem parte outros itens essenciais. Muitas mulheres podem ter problemas de saúde sérios pelo uso de itens não adequados durante o período menstrual, como panos sujos, papel e outros objetos”, destacou a vereadora.

Depois de aprovada na CMCG em primeira e segunda votação, e também em redação final, o projeto de lei agora segue para sanção da Prefeitura Municipal de Campina Grande, para que possa de fato se tornar lei em nosso município.

Outras aprovações – Na última semana a Câmara Municipal de Campina Grande também aprovou outros projetos de autoria da vereadora Jô Oliveira, a exemplo do PL de nº 292 /2021, que trata sobre a criação do projeto “Bueiros inteligentes”, facilitando a limpeza de galerias e bueiros do município e reduzindo problemas de alagamentos; o projeto de resolução de nº 32/2021, que dispõe sobre a criação da medalha “Arnaldo França Xavier” de reconhecimento pela luta contra a discriminação racial e religiosa, bem como pela preservação e valorização da literatura negra e cultura afro-brasileira; e o projeto de resolução de nº 33/2021, que altera o regimento interno da Casa de Félix Araújo, de forma a acrescentar o direito a licença maternidade às vereadoras, bem como a licença paternidade aos vereadores, uma vez que o regimento não tratava sobre essas questões.

Assessoria
Fotos: Josenildo Costa/CMCG

Novo decreto disciplina realização de eventos esportivos em estádios, ginásios e shows

O Diário Oficial do Estado (DOE) divulga, nesta quarta-feira (29), em edição suplementar, o decreto que disciplina as atividades na Paraíba entre os dias 1º e 17 de outubro. As novas diretrizes autorizam a realização de eventos esportivos realizados em estádios, bem como em ginásios que apresentam adequada circulação natural de ar com limite máximo de público de até 20% de sua capacidade. Para ter acesso aos locais será necessário apresentar a carteira de vacinação em papel ou digital que certifiquem o recebimento de primeiras doses há pelo menos 14 dias ou segundas doses das vacinas para a Covid-19.

Além disso, os shows serão liberados, com ocupação de até 20% da capacidade do local, observando todos os protocolos elaborados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e pelas Secretarias Municipais de Saúde e a apresentação de testes de antígeno negativo para Covid-19 realizados até 72 horas antes dos eventos e a demonstração da situação vacinal, sendo obrigatório ter recebido pelo menos uma dose há 14 dias ou o esquema vacinal completo.

A nova etapa de flexibilização leva em consideração que a Paraíba já dispõe da totalidade de primeiras doses necessárias para ofertar 100% de cobertura vacinal para a população de 18 anos ou mais e o avanço da imunização das pessoas em todo o estado, permitindo a adoção de medidas para que se atenuem os efeitos socioeconômicos e culturais da pandemia.

Os eventos esportivos realizados em estádios deverão distribuir o público em quatro setores distintos e com entradas exclusivas para cada um. Nos ginásios, a distribuição de público deverá ocorrer em pelo menos duas áreas diferentes e com entradas exclusivas.

Também permanece permitido o funcionamento de cinemas, teatros e circos, com 50% da capacidade, observando todos os protocolos sanitários. Eventos sociais e corporativos podem ocorrer com o mesmo percentual de público.

Confira o documento:

Pfizer e BioNTech anunciam que vacina é segura e induz resposta imune em crianças de 5 a 11 anos

Anúncio foi feito depois de resultados preliminares dos testes de fase 2 e 3, conduzidos de forma simultânea. Segundo as empresas, perfil de segurança da vacina foi comparável ao da faixa etária de 16 a 25 anos, que havia sido testada previamente.

As empresas Pfizer e BioNTech anunciaram, nesta segunda-feira (20), que a vacina desenvolvida por elas contra a Covid-19 é segura e induziu uma resposta imune “robusta” em crianças de 5 a 11 anos.

Os dados são preliminares e ainda precisam passar por avaliação de outros cientistas para serem publicados em revista científica. Até agora, a vacina da Pfizer pode ser aplicada em pessoas a partir dos 12 anos – tanto no Brasil como em outros países.

Veja resumo do anúncio:

  • Os resultados em crianças vêm de testes de fases 2/3 que estavam sendo conduzidos pelas empresas. Participaram 4,5 mil bebês e crianças com idades entre 6 meses e 11 anos de quatro países: Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha.
  • Dos 4,5 mil participantes no total, 2.268 tinham idades entre 5 e 11 anos. Essas crianças receberam uma quantidade menor da vacina: duas doses de 10 µg (microgramas) administradas com 21 dias de intervalo. Nas pessoas a partir dos 12 anos, a dose era de 30 µg.
  • As respostas de geração de anticorpos nos participantes que receberam doses de 10 µg foram comparáveis às registradas em pessoas de 16 a 25 anos, segundo a Pfizer. A concentração (título) de anticorpos foi medida um mês após a segunda dose da vacina.
  • A vacina foi “bem tolerada, com efeitos colaterais geralmente comparáveis aos observados em participantes de 16 a 25 anos de idade”, disse a farmacêutica.
  • A empresa afirmou que a dose de 10 µg foi “cuidadosamente selecionada como a dose preferida para segurança, tolerabilidade e imunogenicidade” (geração de anticorpos) em crianças de 5 a 11 anos.
  • A expectativa é de que os resultados da faixa etária de 6 meses até 5 anos sejam divulgados ainda neste ano. Essas idades foram divididas em dois grupos: de 6 meses até 2 anos e de 2 a 5 anos. Ambos os grupos receberam doses abaixo de 3 µg.

A Pfizer e a BioNTech disseram, ainda, que “planejam compartilhar esses dados” com a Food and Drug Administration (FDA), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outras agências regulatórias “o mais rápido possível”.

As empresas também anunciaram que “planejam enviar dados do estudo completo de fase 3 para publicação científica”.

Vacinação em adolescentes

No Brasil, a vacina da Pfizer pode ser usada em adolescentes a partir dos 12 anos, segundo autorização concedida em junho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela é a única que pode ser aplicada em menores de idade no país até agora.

Na semana passada, entretanto, o Ministério da Saúde determinou que a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra a Covid-19 só deveria ser feita naqueles que tivessem deficiência permanente, comorbidades ou que estivessem privados de liberdade.

Antes da mudança de regra, ao menos 22 estados e o Distrito Federal já haviam começado a vacinar essa faixa etária contra a Covid-19 sem determinar outras restrições – como comorbidades ou gestação.

Para justificar a decisão, a pasta afirmou que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”.

A nova determinação do Ministério, entretanto, foi criticada por especialistas e contestada pela própria Anvisa – que afirmou não haver “evidências” que justifiquem a alteração da recomendação para uso da vacina em adolescentes.

Ao menos 20 capitais e o Distrito Federal anunciaram, no fim de semana, que vão continuar vacinando a faixa etária de 12 a 17 anos.

Informações do G1

Senador Veneziano anuncia a conquista de R$ 5 milhões para investimentos na Saúde de João Pessoa

Através de comunicado feito por intermédio das redes sociais na manhã desta sexta-feira (17), o Vice-presidente do Senado Federal, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) informou que, por intermédio da sua atuação parlamentar, conseguiu a liberação da importância de R$ 5 milhões, do Ministério da Saúde, para a Prefeitura de João Pessoa.

O montante, conforme o Senador, já foi liberado para pagamento à Secretaria Municipal de Saúde, em duas parcelas, uma de R$ 4 milhões e outra de R$ 1 milhão, já neste mês de setembro.

O pleito foi feito ao Governo Federal no mês de agosto passado, valor que será utilizado pela Secretaria de Saúde pessoense para fins de custeio, para média e alta complexidade, nos serviços de saúde que são geridos no Município.

Ao final do vídeo, Veneziano disse que está tão somente cumprindo com sua obrigação, tendo assumido compromisso, ainda em campanha, de ser um Senador Municipalista e representante de todos os paraibanos.

Veja o vídeo: https://youtu.be/eh6bRG25oU0

[DEBATE] Com propositura da vereadora Jô Oliveira, CMCG promove audiência para debater regulação de vagas no Sistema Público de Saúde do município

Na última quinta-feira (9), através de propositura da vereadora Jô Oliveira (PCdoB), a Câmara Municipal de Campina Grande promoveu Audiência Pública para debater a regulação de vagas no sistema público de saúde do município. A proposta surgiu após visitas a alguns hospitais da cidade, que também foram acompanhadas por outros vereadores da Casa, e em decorrência de apelos da população que muitas vezes tem dificuldade em conseguir vagas nos hospitais públicos.

A audiência contou com a presença do secretário de saúde do estado da Paraíba, Geraldo Medeiros; o secretário de saúde do município, Filipe Reul; o secretário executivo de saúde do município, Gilney Porto; a promotora de justiça de saúde em Campina Grande, Adriana Amorim; o diretor do Hospital da FAP, Derlópidas Neves; o diretor do HU, Mário de Oliveira Filho; o representante do Hospital João XXIII, Felipe Gadelha; o diretor do Hospital de Trauma de Campina Grande, Sebastião Viana Filho; a direção do Hospital das Clínicas, na pessoa de Jhony Bezerra, além de representantes do Conselho Municipal de Saúde do município, UPA’s e outras unidades de atendimento em saúde.

Na ocasião, cada direção de hospital explanou sobre a sua realidade e sobre as dificuldades encontradas nesse processo de regulação de vagas, e foi possível apontar alguns encaminhamentos importantes para que se busque solucionar essas questões: um deles é a questão do orçamento, e nesse sentido também é necessário discutir a pactuação entre os municípios, para que não aconteça como em muitos casos, onde Campina Grande acaba arcando com um gasto desproporcional se comparado ao conjunto dos demais municípios pactuados. Outras questões, como a criação de um centro de regulação estadual, também foram citadas como possíveis encaminhamentos.

Segundo a vereadora Jô Oliveira, autora da propositura da audiência, a ideia é que o diálogo continue entre todas as esferas envolvidas nesse processo de regulação de vagas no sistema público de saúde, em prol de buscar soluções efetivas para esse e outros problemas relacionados ao atendimento de saúde em Campina Grande.

“Sabemos que não é possível que no breve tempo dessa audiência pudéssemos sair com soluções concretas para esse problema, mas esse momento foi um ponto de partida, onde pudemos ouvir as pessoas envolvidas, secretários de saúde, direções dos hospitais, conselho de saúde… e visualizar caminhos possíveis. Que esse diálogo possa continuar, e possa ser ampliado também com outras pessoas envolvidas na pauta, e que a partir disso se construam soluções, de forma coletiva, para resolver esse e outros problemas relacionados a saúde de nosso município. A população campinense precisa da garantia do acesso a esse direito, de forma efetiva e eficaz.”, destacou a vereadora.

Assessoria
Fotos: Josenildo Costa/CMCG

Vereadora Jô Oliveira propõe a afixação de cartazes informativos sobre os direitos das mulheres vítimas de violência sexual

Com propositura da vereadora Jô Oliveira (PCdoB), o PL 175/2021 propõe a afixação de cartazes informativos nas sedes dos Serviços Públicos do município de Campina Grande sobre os direitos das mulheres vítimas de violência sexual. A proposta aguarda parecer da CCJ da Câmara Municipal para que possa entrar na pauta de votação.

O projeto objetiva garantir a divulgação em locais públicos e de grande circulação de pessoas das seguintes informações:

“Em caso de violência Sexual não fique Sozinha!
Dirija-se à Unidade Básica de Saúde ou Hospital de Emergência mais próximo. Você tem direito ao atendimento emergencial e integral em toda rede pública incluindo a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis HIV/AIDS, Contracepção de Emergência e Gravidez( Lei 12.845/2013).
Em caso de gravidez decorrente de estupro você tem direito ao aborto permitido por Lei (art. 128 II do Código Penal). Não é necessário o Registro de Ocorrência ou Autorização Judicial para esse tipo de atendimento.”

Segundo a Vereadora, muitas mulheres que sofrem algum tipo de violência sexual não conhecem os seus direitos nem sabem como agir em casos como esses. A ampla divulgação de cartazes informativos pode ajudar as mulheres que infelizmente passam por essas situações.

“Infelizmente a violência sexual é uma realidade que ainda está longe de ser erradicada em nossa sociedade, e muitas mulheres não sabem como proceder quando isso acontece com elas ou com alguma mulher do seu ciclo de relações. Nossa proposta é tentar amenizar um pouco essa falta de conhecimento através da divulgação de cartazes informativos que possam ser afixados nas sedes dos serviços públicos de nosso município”, destacou Jô Oliveira.

No Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, segundo dados do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, e a subnotificação desses casos é alarmante, por isso se faz urgente a ampla divulgação dos direitos que a lei garante às vítimas de violência sexual. Ações como essas podem contribuir para a diminuição de casos de negação de direitos e de criminalização das vítimas.

Assessoria

EM BRASÍLIA, SINTAB PARTICIPA DE PLENÁRIA NACIONAL DOS AGENTES DE SAÚDE

A diretoria do Sintab participa durante esta semana, em Brasília, da 30ª Plenária Anual da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (CONACS), com o objetivo de dialogar com os dirigentes sindicais de todo o Brasil a elaboração de estratégias de luta em defesa da categoria dos Agentes de Saúde ACS e ACE. A pauta central deste encontro é a deliberação sobre a aprovação da PEC 22, que reajusta o piso nacional da categoria para 2022 em diante; e a PEC 14, que institui aposentadoria especial para os agentes de saúde.

A plenária também irá apresentar todas as informações sobre o Curso Técnico para os ACS e ACE, que será ofertado pelos municípios em convênio com o Governo Federal ainda este ano, da qual o Sintab participou da construção do curso em conjunto com a CONACS. O presidente do Sintab, Giovanni Freire, destacou a importância da participação do sindicato nas lutas nacionais pois é “fundamental se fortalecer a nível nacional para que possamos estar nos municípios, na nossa base, avançando nesses direitos, em defesa do SUS”, explicou.

A cerimônia de abertura aconteceu na manhã desta segunda-feira, dia 09, no Insituto São Boaventura, com a presença de lideranças sindicais, políticos e autoridades públicas da área sanitária. Também houve a entrega da Comenda Ruth Brilhante, em homenagem à icônica liderança dos Agentes Comunitários de Saúde, falecida em 2017, com premiação a destacadas lideranças que participaram desse processo histórico de luta e organização da CONACS.

A plenária está dividida em 2 etapas: a primeira, de planejamento e deliberação de estratégias para pautar no Congresso Nacional a PEC 22 e a PEC 14; já a segunda etapa acontece nesta quarta-feira, dia 11, na Praça dos Três Poderes, com a primeira mobilização presencial da categoria durante a pandemia para pressionar pela aprovação da PEC 22. É importante destacar que todas as atividades da Plenária acontecem com o uso obrigatório de máscaras, alcool em gel e presença limitada de participantes.

A presidente da CONACS, Ilda Angelica, destacou em sua fala de abertura o processo histórico de consolidação dos agentes de saúde como política pública e afirmou que “sabemos que falta muita coisa, mas pautada pela nossa mobilização, organização e união, vamos avançar muito mais”.

Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde, criticou os negacionistas da pandemia, que contribuiram para o agravamento da crise sanitária no Brasil e disse que “por causa de pessoas que acreditam na ciência, que acreditam no SUS, que acreditam na prevenção, que estamos conseguindo salvar vidas”, disse Pigatto.

O primeiro coordenador nacional do programa ACS, Hallim Girade, destacou emocionado sobre o papel dos agentes de saúde na erradicação da cólera e do sarampo nos anos 90, e afirmou assertivo que “a pandemia teria tido outra história se tivessemos o envolvimento dos agentes de saúde desde o início, oferecendo as condições adequadas para o trabalho desses profissionais nas comunidades”, explicou Girard.

Ao longo do primeiro dia foi apresentada a plataforma Hub Covid, ferramenta digital de apoio ao enfrentamento a Covid-19 no compartilhamento de conteúdo científico, em parceria com a CONACS, para a realização de cursos online. Outra ponto em debate foi as condições políticas sobre a aprovação PEC 22 e PEC 14, com a presença do deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Agentes de Saúde. De acordo com o deputado Rocha, a PEC 22 está pronta para ser pautada e o clima é favorável para aprovação na Câmara, independente da oposição do Governo Federal. Já a PEC 14 tramitou no Congresso e está parada no Senado para apreciação.

A 30ª Plenária Anual da CONACS – Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde – acontece até a próxima quinta, dia 12. Representando a categoria pelo Sintab estão, além do presidente Giovanni Freire, os diretores sindicais Leandro Morais e Zinaldo Mariano. Para mais informações, entre em contato pelo fone (83) 3341-3178 ou através das redes sociais no Instagram e Facebook.

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[DENUNCIA] Secretária Ana Cláudia e Vereadores desmontam farsa do Hospital da Criança em Campina e atestam abandono da obra inaugurada pelo ex-Prefeito Romero Rodrigues

Após receber diversas denúncias referentes ao abandono das obras do Hospital da Criança e do Adolescente de Campina Grande, a Secretária de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal (Sedam), Ana Cláudia Vital, juntamente com os vereadores Anderson Almeida e Jô Oliveira, Secretário Executivo Galego do Leite e Dr. Valdé Silveira , Coordenador de Gestão do Estado constataram que a obra do citado Hospital, localizado na Avenida Floriano Peixoto, no bairro Dinamérica, está completamente abandonada, paralisada, inconclusa, sem a menor condição de prestação de atendimento aos campinenses.

Vale ressaltar que a obra foi inaugurada com pompas pelo então prefeito Romero Rodrigues, em 31 de dezembro de 2020, no apagar das luzes do seu Governo, com direito a descerramento de placa inaugural e discursos. Segundo Ana, “Lamentavelmente, o que vemos hoje é uma triste realidade. O prédio inacabado, que está se deteriorando pela ação do tempo, o mato tomando conta do lugar, e sem nenhum tipo de atendimento
sendo realizado à população, bem diferente do que era exibido em programas da Prefeitura de Campina Grande”.

Os vereadores Anderson Pila e Jô Oliveira fizeram gravações para suas redes sociais, afirmando que o lamentável era recordar também que o então prefeito Romero, havia dito que tinha privatizado o Maior São João Mundo No ano de 2017, pois essa privatização representaria uma economia de 5 milhões de reais, que seria revertido para a construção do Hospital. Importante registrar também que a empresa responsável pela realização do maior São João do mundo naquele ano (Aliança Comunicação e Cultura), foi denunciada pelo Ministério Público Federal por desvio de recursos federais (Operação fantoche realizada pela Polícia Federal).

Conforme o prefeito na época, Romero Rodrigues, o Hospital teria estacionamento, equipamentos modernos, 136 leitos e todos os recursos necessários para que o atendimento médico às crianças e adolescentes fosse feito com o máximo de eficiência e dignidade. De acordo ainda com o então prefeito , no novo hospital haveria um investimento de mais de R$ 10 milhões. “Só em equipamentos, serão investidos quase R$ 4 milhões, recursos já a disposição do Município, no Fundo Municipal de Saúde”, destacou Romero.

DEPÓSITO DE MENINOS – Os vereadores recordaram que na época, o prefeito ainda criticou o Hospital da Criança e do Adolescente inaugurado e entregue pelo então prefeito e hoje Senador Veneziano Vital, cujo atendimento já salvou a vida de milhares e milhares de crianças.

“Lembro que o prefeito tenha dito que o Hospital que ainda hoje funciona na Floriano Peixoto não passava de um “mero depósito de meninos”, destacaram os vereadores. Críticas infundadas partindo de alguém que não sabe reconhecer os méritos de outras gestões.

Segundo Ana Cláudia uma obra que após ter sido sua inauguração adiada por diversas vezes foi anunciada como entregue a sua primeira etapa no final de 2020, contando inclusive, com a presença do prefeito eleito Bruno Cunha Lima, que até hoje nada fez para que o Hospital fosse entregue efetivamente à população, mesmo nesse período grave, com casos de Covid, sendo registrados também em crianças e adolescentes. Não fosse o Hospital entregue na gestão do ex-prefeito Veneziano, essas crianças estariam sem atendimento algum.

Ana Claúdia divulgou um vídeo das suas redes sociais, seguida pelos vereadores, que também divulgaram as denúncias em seus perfis, confira:

PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM VÃO ÀS RUAS DE CAMPINA GRANDE EXIGIR APROVAÇÃO DO PISO SALARIAL

Centenas de profissionais da enfermagem realizaram na manhã de ontem, dia 30, carreata pelas ruas de Campina Grande com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a precarização profissional da categoria. O ato faz parte da mobilização nacional para pressionar os congressistas a aprovar o Projeto de Lei 2564, que tramita no Senado Federal, onde institui o piso nacional da categoria e reduz a carga horária para 30 horas semanais. Com o apoio do Sintab e da ASPEN-CG, a carreata ocorreu respeitando os protocolos sanitários e de distanciamento social.

Giovanni Freire, presidente do Sintab, avaliou com sucesso o ato de ontem e disse que o próximo passo da categoria deve ser presencialmente no Congresso: “O Sintab é regional, mas pode ter certeza, se houver mobilização nacional quero contar com no mínimo 1 ônibus de profissionais da enfermagem para ir a Brasília pressionar os deputados. Porque ali é igual a panela de pressão e o fogo tem que ser alto, senão não cozinha ligeiro”.

Os profissionais da enfermagem são compostos por três categorias: enfermeiras, técnicos/auxiliares e parteiras. Embora seja um direito garantido na Constituição Federal, a luta pela aprovação do piso nacional e das 30 horas semanais já completa 3 décadas de negligência no Congresso Nacional. O forte lobby dos hospitais privados faz com que sejam a única categoria da Saúde sem estes direitos regulamentados. Porém, com a situação pandêmica da Covid-19 e a atuação na linha de frente destes profissionais, fez reacender a luta pela valorização profissional da enfermagem e também construir aliados importantes em Brasília.

O senador Fabiano Contarato (REDE) e a senadora Zenaide Maia (PHS) abraçaram a causa da enfermagem nas audiências públicas. Após live em defesa do projeto de lei realizada pelo Sintab com o senador Veneziano Vital (MDB) em maio, os outros senadores da Paraíba, Daniela Riberio (PP) e Nilda Godim (MDB), já se manifestaram positivamente pela aprovação da PL 2564, e garantem interlocução direta com o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (DEM).

A presidente da ASPEN-CG, Larissa Ribeiro, explicou que a enfermagem passa por um processo de luta que trouxe visibilidade para a categoria, escancarando as péssimas condições de trabalho e remuneração. “Os enfermeiros e técnicos precisam se submeter a duas, três jornadas de trabalho para fazer um salário. A pandemia escancarou isso. E a luta tem sido fazer os deputados e senadores do Brasil entender que sem a enfermagem não se faz saúde”.

Com expectativa positiva entre a categoria e forte repercussão nacional, a enfermeira de saúde na família Priscila Medeiros convidou os deputados federais da Paraíba e o povo brasileiro a abraçar a causa da enfermagem. De acordo com Priscila, a enfermagem faz parte de todos os momentos da vida e, desde o nascer ao falecer, sempre haverá um enfermeiro, um técnico/auxiliar, uma parteira ao seu lado: “Então valorize a enfermagem e venha para a nossa luta”, disse ela.

Redação Gabinete Paraíba com Ascom / SINTAB