Conheça Arlindo Farias, jovem que tem revolucionado a educação no Sertão da Paraíba

Um jovem da cidade de Paulista, Arlindo Alves de Farias, tem sido destaque na região do Sertão pela sua luta em prol da educação. Arlindo é filho adotivo do caminhoneiro Evilazio Alves de Sousa e da doméstica Marinez Rita da Silva. Do Sítio Queimado ao Curso de Direito da Universidade Federal de Campina Grande. Esta é a trajetória do jovem que decidiu iniciar um cursinho, como professor de redação, que tem transformado a vida de muitos estudantes há 05 anos.

O jovem, que sempre foi aluno de escola pública, conseguiu ser aprovado em 25 universidades, e hoje é estudante do 8º período do curso de Direito com apenas 21 anos. Arlindo destaca que sempre teve interesse em cursar Direito, pois foi criado em uma Zona Rural, onde via direitos da população serem negados.

“Eu morei na Zona Rural 16 anos. Sempre travei uma luta muito grande para ter acesso à educação. Na minha casa humilde, no sítio Queimado, não havia nem água encanada. Era uma realidade árdua, mas aquilo criou em mim um sentimento de defesa pelo coletivo. Eu queria voltar ali um dia e poder lutar para mudar aquela realidade. Eu e minha mãe cuidávamos do meu pai que tinha câncer de próstata. Todos os dias acordávamos de madrugada para encher os baldes. Era desafiador. Podia faltar tudo, mas não faltava amor e coragem de vencer”, pontua Arlindo.

Arlindo no Sítio onde viveu.
Foto: Arquivo Pessoal.

Mesmo em face dessa realidade, Arlindo lutou e conseguiu ser aprovado em diversas universidades federais do país e escolheu o Centro de Ciências Jurídicas e Sociais para cursar a universidade dos sonhos. No meio dessa trajetória, o jovem montou um cursinho de redação que visa preparar estudantes para o Enem.

“Eu fui aprovado em janeiro de 2018, no Enem, para cursar Direito. Logo após concluir o ensino médio. Mas, para mim, a minha aprovação não bastava, pois eu desejava ajudar outras pessoas na área que elas tinham mais dificuldade: redação. Por ter conseguido uma nota boa na redação do Enem 2017 – 940 pontos – decidi preparar jovens e repassar a eles tudo que aprendi. A partir disso, Paulista foi destaque estadualmente e nacionalmente na área de redação. Isso me faz ver que nada foi fácil, mas tudo valeu a pena”, destaca o jovem.

Arlindo representa a força de uma geração jovem determinada a mudar a realidade em que vive e que não mede esforços para buscar a renovação das atitudes em prol do bem de todos. O jovem pontua que seguirá com esse objetivo de transformar vidas na carreira jurídica:

“Ser inconformado com desigualdades sempre foi uma bandeira minha. Acredito que podemos ir além e que devemos lutar por mais oportunidades, defendendo a educação e a relevância que a mesma possui para um povo. No direito, já estou contornando esse olhar de defesa pelo bem público e seguirei uma carreira que busque ajudar mais vidas e cooperar para a construção de justiça, principalmente, social”, finaliza o estudante.

Redação Gabinete Paraíba

[COMEMORAÇÃO] Açude Grande em Cajazeiras completa 105 anos nesta sexta

O Açude Grande em seus 105 anos representa um importante marco para a história e o desenvolvimento de Cajazeiras e região.

Imagem Comemorativa dos 105 anos. Foto: Fórum Açude Grande/Reprodução.

Nesta sexta-feira, dia 16 abril de 2021, o Açude Grande, localizado em Cajazeiras, completa 105 anos da sua fundação. O aniversário será marcado por diversas atividades que serão desenvolvidas pelo Fórum Açude Grande – uma entidade que envolve vários setores da sociedade cajazeirense em prol da recuperação de toda a área do açude, que é patrimônio ambiental, histórico e cultural do município – dentre elas a abertura de um concurso de fotografia.

Desde o dia 13 de abril, algumas atividades públicas foram realizadas, observando todos os cuidados requeridos em virtude do atual momento pandêmico que vivemos. São ações de divulgação no entorno do local, um concurso público de fotografia e um debate sobre os problemas enfrentados pelo patrimônio ambiental e histórico ao longo do tempo, são algumas das atividades que compõem esse misto de iniciativas em prol do Açude.

História do Fórum Açude Grande

A idéia de restauração do Açude foi uma iniciativa da Associação dos Cajazeirenses e Cajazeirados AC3, que congrega os filhos e simpatizantes da terra que residem em Fortaleza-CE. A partir desta idéia inicial, seminários foram realizados e um grande evento, Baile do Reencontro, se inseriu na estratégia de luta da AC3.

Importante destacar o Concurso Público Nacional de Idéias para o Projeto Integrado Açude Grande, que foi realizado pela AC3 em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sessão da Paraíba.

São aproximadamente dez anos de trabalho, desde os primeiros passos dados pela AC3 até a criação de um Fórum em Defesa do Açude Grande, formado após a primeira audiência publica realizada pela Assembléia Legislativa do Estado em conjunto com a Câmara de Vereadores de Cajazeiras, em 2017.

O Fórum manteve desde então acesa a chama dessa luta com a perspectiva de se mobilizar amplos setores em Cajazeiras e no próprio estado da Paraíba. Nesse sentido, vem realizando diversos eventos, articulados com faculdades e escolas públicas da cidade, a exemplo do Festival de Artes Vida Açude Grande; Concurso de Poesia voltado para rede publica de ensino; ação junto a Ministério Público, denunciando as constantes invasões e construções irregulares no entorno do açude; mobilização da sociedade para a sessão do Orçamento Democrático do Estado (2019 e 2020), dentre outras iniciativas de caráter permanente, visando o objetivo maior que é a recuperação de toda a área ambiental e histórica do Açude Grande.

As comemorações dos 105 anos de fundação se inserem, portanto, nesse esforço conjunto do Fórum em mobilizar os cajazeirenses e as suas principais lideranças políticas e econômicas no estado para esse objetivo que é o de revigorar e manter esse patrimônio da cidade, apontando como um grande pólo turístico, cultural e ambiental para o presente e futuro da cidade de Cajazeiras.

Redação Gabinete Paraíba

Cultivo do Xique-Xique é estimulado no Sertão Paraibano pela EMPAER

Xique-Xique. Foto: Reprodução/Rita Barreto.

Produtores rurais do município de Brejo do Cruz, no Sertão, começaram a plantar xique-xique para a formação de massa verde e seca destinada à alimentação dos rebanhos bovino, caprino e ovino em período de longas estiagens. A prática vem sendo estimulada pela Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária – Empaer, vinculada à Sedap, sobretudo em regiões de menor densidade pluviométrica.

A ação da Empaer, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Brejo do Cruz, além de recuperar as plantações utilizadas para alimento dos animais, também vem contribuindo para a recuperação ambiental. O xique-xique serve de forragem para o rebanho na época de maior escassez de alimento e água para as criações.

O agricultor Damião Forte, do Sítio Soé, que possui um rebanho de aproximadamente 150 cabeças de caprinos e ovinos, decidiu utilizar uma área de 0,5 hectare de terra para plantar xique-xique, cujas mudas foram retiradas de plantações nativas na própria região.

O plantio de xique-xique do Sítio Soé é executado no espaçamento de dois metros entre fileiras e 1 metro entre as plantas. São cultivadas em sistema de sequeiro. Os criadores utilizam essa forrageira nativa em extrema necessidade, como foi no ano passado e começo de 2021, quando os animais passaram 40 dias se alimentando, principalmente, do xique-xique. “Essa área servirá de exemplo para outras propriedades, como uma alternativa de forragem nativa”, informou o técnico Moisés Paiva.

O produtor Damião Forte e seu filho Salvador Forte estão iniciando o plantio com o incentivo e o apoio da Empaer. No sítio é cultivado mandacaru com espinhos e sem espinhos, uma variedade que facilita o manuseio. O fornecimento como ração animal é feita com a queima dos espinhos e em seguida passado na forrageira.

“O filho desse agricultor tem uma área pequena irrigada com palma, mandacaru e mandacaru sem espinho. Estamos investindo no incentivo dessas culturas forrageiras”, comentou o gerente regional da Empaer em Catolé do Rocha, Humberto Cavalcanti.

Fonte: Radar Sertanejo