Fragmentos do Tempo Presente, novo livro da Jornalista e Professora Rosane Borges será lançado no próximo dia 5, com participação de Emicida

A jornalista e professora Rosane Borges lança no dia 05 de novembro, às 19h, seu sexto livro, Fragmentos do Tempo Presente, com a participação do rapper Emicida e da jornalista Luciana Barreto. A live será mediada pelo professor e dramaturgo Marcos Fábio de Faria (Laboratório Editorial Aquilombô) com transmissão simultânea no canal do Youtube da autora e será apresentada pelo jornalista Miguel Arcanjo Prado.

Fragmentos do tempo presente reúne artigos sobre política, cultura, artes, mídia, jornalismo, tecnologia, racismo, sexismo e acompanha as reações dos movimentos a essas formas de exclusão. Recobrindo um arco temporal que vai de 2016 a 2019, o livro busca pensar o Brasil contemporâneo, fraturado por instabilidades políticas, pelas lutas por reconhecimento de grupos historicamente discriminados e por reconfigurações da tecnologia que constroem novas formas de sociabilidades.

A obra é editada pelo Laboratório Editorial Aquilombô, residência do Fórum Permanente das Artes Negras, que se dedica à publicação de autores negros, LGBTQIA+ e indígenas. Rosane Borges conta também com um time de excelência na apresentação de Fragmentos do tempo presente: o prefácio é do jurista e intelectual Silvio Almeida, a orelha do jornalista e intelectual Muniz Sodré, o maior comunicólogo do Brasil, e a quarta capa é assinada por Fabiana Cozza, cantora, escritora e pesquisadora, e Flavia Lima, editora de Diversidade do jornal Folha de São Paulo.

Silvio Almeida afirma, na apresentação da obra, que:

“ao olhar para os cacos da nossa existência espalhados pelo chão do cotidiano, a autora nos permite compreender de que modo a vida se estilhaçou e como esse processo de dilaceração e de fragmentação da vida se repete a cada novo dia”. Já o idealizador do Aquilombô, o ator e dramaturgo Rodrigo Jerônimo, ressalta que “Rosane é a mentora intelectual desse projeto, participando ativamente, desde a primeira edição, como guia de nossas atividades, por isso, esse registro é fundamental para a história do Fórum”.

A autora vem se destacando no cenário nacional com seus artigos ensaísticos que incidem sobre assuntos da atualidade, levando o público a uma reflexão mais profunda sobre os fatos normalmente apresentados na velocidade do tempo jornalístico e, mais recentemente, das redes sociais e mídias digitais.

O Aquilombô tem se dedicado nesses últimos anos à empregabilidade de artistas negros e ao registro histórico, poético e intelectual por meio de publicações e eventos.

Não esqueça:

O quê? Lançamento do livro Fragmentos do tempo presente (Laboratório Editorial Aquilombô)
Quando? 5/11, às 19h
Onde? Canal do Youtube da autora (Esboços do Contemporâneo)
Preço do livro? 50,00
Mais informações: grupodosdezbh@gmail.com / (31)99672-1438 e (31) 98456-1661

Mayara Rocha vai disputar Campeonato Brasileiro de Levantamento de Peso 2021 no Rio de Janeiro

Mayara Rocha

A atleta paraibana Mayara Rocha vai disputar o Campeonato Brasileiro de Levantamento de Peso 2021, que será realizado no período de 23 a 26 de setembro de 2021, no Rio de Janeiro-RJ, na categoria Feminino, com Peso Corporal 49 kg. Ela será a única atleta da Paraíba competindo e viajará na próxima semana com muita esperança de medalha na bagagem.

Para isso, Mayara vem se preparando com uma rotina de treinos diários e adequação alimentar, para que possa disputar bem. Ela afirmou que, apesar da pandemia, vem se preparando com muita dedicação para a competição. “Mesmo nos momentos mais críticos da pandemia, eu treinava em casa, com foco na minha meta de estar bem para competir bem”, afirmou.

Além do Brasileiro de Levantamento de Peso, que é promovido pela Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos, Mayara também vem se preparando para uma competição inédita em sua carreira de atleta: o Campeonato Brasileiro de Powerlifting 2021, que será realizado no período de 09 a 12 de outubro, também no Rio de Janeiro. Nesta competição, ela poderá ser a primeira mulher paraibana a conquistar uma medalha.

Powerlifting – O powerlifting é um esporte de força, cujo objetivo do atleta é levantar o maior peso possível em cada um dos movimentos pelos quais este esporte é composto: o movimento de agachamento, supino e o peso morto. O powerlifting foi oficialmente reconhecido como um esporte em 1960, e em 1973 foi fundada a sua primeira federação internacional, a IPF – International Powerlifting Federation. Desde essa época que o esporte tem estado em constante evolução, tanto em relação às diversas técnicas aplicadas no universo raw, como no uso de equipamentos que permitem que os atletas equipados efetuem o levantamento de cargas cada vez maiores.

Mayara disse que para participar das competições tem recebido apoios importantes, a exemplo do Governo da Paraíba, da Prefeitura de Campina Grande, Direct Home, Mizaelly Henrique da Interag e Labelle Biju; além de outros parceiros que apoiam permanentemente sua carreira de atleta profissional, a exemplo de Cf Brabo, Roval, Redepharma Naturais, Recover Fisioterapia, Denner Nutricionista, Ayrton Osteopatia, Centro Médico Buriti e Tebas.

Perfil de Mayara – A atleta paraibana Mayara Rocha Soares tem 28 anos; é natural de Campina Grande; membro da Seleção Brasileira de Levantamento de Peso Olímpico – LPO (2018); tetracampeã paraibana; vice-campeã brasileira; membro da delegação da Seleção Brasileira de Levantamento de Peso que disputou o Panamericano em Santo Domingo, na República Dominicana; Medalha de Bronze no Campeonato Brasileiro de Levantamento de Peso Olímpico; e 3ª colocada no Mundial Crossfit Liftoff.

Assessoria de Comunicação
Mayara Rocha Soares
Atleta de Levantamento de Peso

[PSICOLOGIA] Invisibilidade Bissexual – Pela Dra. Letícia Melo

Continuando a temática do Mês do Orgulho LGBTQIA+, observei a necessidade de abordar um fenômeno que chamou minha atenção durante o desenvolvimento da tese. Nos resultados do questionário online que apliquei em 2019, respondido por 1.028 mulheres (cis e trans), 19% das participantes se identificaram como bissexuais. A porcentagem me surpreendeu, especialmente porque eu não encontrava nenhuma pesquisa que corroborasse esse dado (já que o Censo não pesquisa orientação sexual).

Em conversas com mulheres LGBTQIA+, fui levada a refletir sobre o fato de que as mulheres, em nossa sociedade, têm hoje mais liberdade para explorar sua sexualidade e se descobrir e assumir bi ou pan, diferente dos homens, já que a bissexualidade é incompatível com a masculinidade hegemônica.

A grande questão é que, por mais que as mulheres se vejam livres para descobrir sua bissexualidade, essa orientação sexual acaba por ser invisibilizada: quando assumem relacionamentos com homens, são identificadas como “hétero”; se assumem relacionamentos com mulheres, são identificadas como lésbicas. Mesmo dentro da comunidade LGBTQIA+ o B se torna invisível, quando se duvida da bissexualidade de alguém porque essa pessoa “só namora tal gênero” ou “só beija tal gênero em festas”. Entre os homens heterossexuais, a bissexualidade feminina é tratada apenas como fetiche. E, para fechar o combo da invisibilidade, há quem saia por aí afirmando que “todo mundo é bi”.

Não, nem todo mundo é bi. Essa afirmação é perigosa e se volta contra a comunidade LGBTQIA+, invalidando por completo sua luta.

A verdade é que não ser capaz de categorizar pessoas, não poder encaixá-las em “homo” ou “hétero”, incomoda muita gente. É por isso que a bissexualidade incomoda e é apagada das histórias. Se este homem beija homens e mulheres, é muito mais fácil apenas classificar ele como gay. Se essa mulher beija homens e mulheres, é mais simples só ver ela como hétero. A complexidade das pessoas nos assusta, e por isso tendemos a apagar de nossa visão aquilo que não se encaixa.

Mas o Movimento LGBTQIA+ existe para nos lembrar que as pessoas são mais diversas, complexas e maiores do que as caixinhas em que tentamos colocá-las.

Confira a postagens nas redes sociais:

Dra. Letícia de Mélo Sousa
Psicóloga (CRP/13 – 6856). Doutora e Mestra em Psicologia Social pela UFPB. Professora Adjunta na UNIFACISA
Pesquisadora nas áreas de gênero e sexualidade, violência contra a mulher e violência online.

“A fotografia não é só o meu trabalho, é a minha vida”, diz fotógrafo oficial de Lula; família Stuckert é referência nacional na área

Há 50 anos, o fotógrafo Roberto Stuckert, 66, chegava a Brasília para cobrir a construção e a inauguração da capital federal. Anos mais tarde, já com residência fixa na cidade, ele e o filho Ricardo, – que seguiu os passos do pai – dividiriam uma rara coincidência no currículo: Ricardo, o Stuckinha, foi escolhido o fotógrafo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; já Roberto, o Stuckão, desempenhou o mesmo cargo na gestão do ex-presidente João Baptista Figueiredo, entre 1979 e 1985. Mas poucos sabem que a história da família Stuckert com a fotografia, vem de bem antes, quando depois da Primeira Guerra Mundial, o bisavô de Ricardo, Eduardo Roberto Stuckert, embarcou de Lausanne, na Suíça, em direção à América do Sul, sem destino definido.

Na primeira parada Eduardo Roberto Stuckert, encantou-se com a Paraíba e por lá ficou. Além de fotógrafo, era pintor e tradutor. Passou o primeiro ofício aos filhos, depois aos netos. É uma tradição familiar. “Na minha família, entre vivos e mortos, são 33 fotógrafos. Sou a quarta geração de uma família de fotógrafos”, diz Ricardo Stuckert.

Ainda sobre sua paixão pela fotografia, Ricardo disse: “Nasci vendo meu pai, Roberto Stuckert, com uma câmera na mão. Minha paixão pela fotografia começou muito cedo, quando eu ainda era criança. Aos 14 anos, já acompanhava meu pai e entrei pela primeira vez em um laboratório fotográfico. Lá, vi uma fotografia nascendo no papel fotográfico. Ali, achei que fosse uma mágica. Me encantei naquele momento e descobri a magia da fotografia. Aos 18, comecei a trabalhar no jornal O GLOBO. De lá pra cá, não parei mais. A fotografia não é só o meu trabalho, é a minha vida. Nasci em uma família de fotógrafos. Tudo que eu aprendi, tudo que eu sou, a maneira como vejo o mundo é por meio da fotografia”, comentou.

Ricardo e Lula – Questionado sobre como começou sua parceria com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se estende até os dias atuais, Ricardo Stuckert, disse que conheceu o ex-presidente nas eleições presidenciais de 2002. “Na época era fotógrafo da revista Istoé, em Brasília. Pouco antes do primeiro turno sugeri à revista registrar uma semana de cada um dos quatro principais candidatos daquela eleição. A ideia era fotografar tudo o que acontecesse em sete dias da vida de Anthony Garotinho, Ciro Gomes, José Serra e Lula, exatamente nessa ordem. Consegui fazer fotos inéditas e diferenciadas com os três primeiros candidatos, e quando chegou à vez do Lula a revista me pressionou que queria algo diferente com ele também. Por isso, passei a semana tentando convencer o ex-presidente a abrir seu apartamento de São Bernardo do Campo para algumas fotos, mas a resposta era sempre negativa. Fiquei batalhando e ele dizendo: ‘Não pode, na minha casa ninguém entra’. Até a dona Marisa me pediu pra respeitar a restrição. Mas eu não desisti. Consegui uma brecha numa sexta-feira, último dia em que estaria ao lado do então candidato. Cheguei à casa dele às 5h30 da manhã. Ele já estava acordado, me mandou subir. Fiz fotos dele tomando café da manhã, coisas assim, mas queria algo mais. De repente aparece a cachorrinha dele, Michelle. Ele pega ela, levanta nos braços e dá um beijo. Foi a foto que abriu a matéria”, comentou Ricardo.

Lula, Ricardo e o Papa Francisco

Segundo o fotógrafo, o ex-presidente Lula gostou do resultado. “Pediu de presente a foto com a cadela – e alguns dias depois da publicação da matéria eu o encontrei no último debate antes do primeiro turno. Ele bateu nas minhas costas e disse: ‘O Kotscho já falou com você?’. Ricardo Kotscho era o assessor de imprensa dele. ‘Acho que ele tem um negócio pra te falar. É um convite’. Na hora caiu a ficha. Lula queria que eu fosse seu fotógrafo oficial caso fosse eleito. Um convite que aceitei sem pensar duas vezes. Quando eu teria outra oportunidade de fotografar um operário no poder? É uma experiência fantástica poder acompanhá-lo desde 2003. Lula é carismático, uma pessoa simples. Ele é aquilo que vc vê nas fotos. Uma pessoa que gostar de estar ao lado do povo. É ali, no meio de uma multidão ou abraçando uma criança, um idoso, um trabalhador que que ele se realiza. Meu maior desafio é mostrar para as pessoas o que o Lula é por meio da fotografia. Uma vez, quando era presidente da República, ele me ligou no domingo e disse: ‘Vem aqui em casa. Estou pescando e quero que você faça umas fotos’. Eu fui e quando cheguei no Palácio da Alvorada comecei a fazer as fotos. Ele olhou pra mim e falou ‘Stuckinha, é pra fotografar o peixe, não eu’. Entende? Ele não tem essa vaidade. Ele é uma pessoa simples”, comentou Ricardo.

Livros – Em 2004, Ricardo lançou o livro, Lula 500 dias em fotos! Neste sentido perguntamos como ele avaliou esse projeto e se pretende lançar novos livros das suas coberturas fotográficas. “Com certeza. Agora estou na fase de finalização de um livro de fotografia sobre os povos originários do Brasil. Comecei a fotografá-los em 1997 e, em 2015, decidi retomar este projeto. Acho importante divulgar a cultura brasileira e mostrar como vivem hoje os povos originários e acredito que a fotografia tem esse papel de levar para as pessoas dos mais diversos lugares a cultura indígena. Em todo o Brasil, temos hoje quase 900 mil indígenas e mais de 300 etnias falando 274 línguas diferentes. Cada etnia tem seus costumes, tradições, rituais, danças. Cada aldeia que eu visito é um aprendizado. O modo de viver do indígena é fantástico. Eles vivem com simplicidade, com aquilo que a floresta oferece. Da terra, tiram os alimentos e as plantas medicinais. Do rio, bebem a água e pescam o peixe para saciar a fome. Têm orgulho de manter a cultura preservada. Nos ensinam a importância de viver em comunidade, de respeitar e preservar a natureza”, comentou.

Ele destaca que outro ensinamento muito importante é em relação ao tempo. “O tempo na floresta é diferente do daqui. Não tem essa pressa, essa ansiedade da cidade. Lá, tem todo um ritual, você tem que respeitar a cultura, tem todo esse trabalho, essa calma e essa sabedoria.”

Algo que queríamos saber é como ele avalia a importância da humanização das fotos para os políticos. Neste sentido, ele disse que a fotografia é, seguramente, um dos melhores meios para você mostrar a narrativa do discurso do político. “É por meio da imagem que o fotógrafo consegue traduzir o trabalho, as realizações, e, claro as ideias do político. A fotografia é o instrumento fundamental para o político transmitir sua mensagem por meio da imagem”, disse Ricardo.

Família Stuckert na história política – Até a divulgação da foto oficial da Presidenta Dilma era Pai e filho os autores das duas únicas fotos oficiais de presidentes que posaram sorrindo – apenas Lula e Figueiredo toparam a imagem “sorridente”. Além disso, ambos conheceram seus futuros “chefes” quando trabalhavam na cobertura dos políticos antes da posse.

Na trilha do pai e do irmão, Roberto Filho, o Stucka, assumiu a mesma função, mas começou trabalhar com Dilma na cobertura de campanha da pré-candidata do PT à Presidência. Ricardo comenta as coincidências entre o trio: “Meu pai foi o fotógrafo do último presidente militar do Brasil. Eu fui o fotógrafo do primeiro operário eleito presidente. E meu irmão é o fotógrafo da primeira mulher a assumir a Presidência”.

Foi em Brasília também que o pai de Stuckão, o fotógrafo Eduardo Roberto, decidiu fundar, na década de 70, a agência de fotojornalismo da família: a Stuckert Press, que abastecia os principais veículos jornalísticos do país com imagens do Planalto Central – até hoje em funcionamento. Cheio de histórias na bagagem, o bem-humorado patriarca da família estima ser o fotógrafo mais antigo de Brasília na ativa. Além de ter sido o fotógrafo de Figueiredo, Stuckão passou por alguns dos principais jornais e revistas do país, cobriu três Copas do Mundo e já perdeu a conta de quantos líderes políticos passaram pelas suas lentes.

Redação

[PSICOLOGIA] Autossabotagem, duvidas sobre sua própria capacidade, você conhece a Síndrome do Impostor? Por Letícia Melo

A Síndrome do Impostor consiste em um padrão de pensamentos e comportamentos, onde a pessoa afetada duvida constantemente de suas realizações, temendo ser exposta enquanto uma fraude ou enquanto um(a) profissional incompetente. É uma síndrome comum entre pessoas que têm profissões competitivas ou onde são avaliadas constantemente, a exemplo dos atletas, profissionais da educação e pós-graduandos.

Imagem internet

As perdas, críticas e falhas são internalizadas, criando uma persistente insegurança e a incapacidade de reconhecer suas conquistas e feitos. A Síndrome do Impostor é caracterizada por comportamentos como uma auto cobrança excessiva, autossabotagem nas tarefas, procrastinação, medo de expor seu trabalho, comparação constante com colegas e a necessidade de agradar aos outros.

O enfrentamento à Síndrome do Impostor exige o combate ao isolamento no ambiente de trabalho. Trocar experiências sobre suas dificuldades e inseguranças com colegas possibilita a percepção de que você não é a(o) única(o) a vivenciar essas questões. Além disso, a troca de experiências auxilia na descoberta de soluções para problemáticas vivenciadas.

Se a Síndrome do Impostor se torna incapacitante, ou seja, impede a execução das atividades necessárias ao exercício profissional, recomenda-se que a psicoterapia seja buscada, para que as questões motivadoras de sofrimento sejam trabalhadas. Enfrentar essa síndrome perpassa o reconhecimento das suas próprias qualidades e conquistas.

Confira a postagem nas redes sociais:

Dra. Letícia de Mélo Sousa
Psicóloga (CRP/13 – 6856). Doutora e Mestra em Psicologia Social pela UFPB. Professora Adjunta na UNIFACISA
Pesquisadora nas áreas de gênero e sexualidade, violência contra a mulher e violência online.

[PSICOLOGIA] Conheça os benefícios da atividade física para a sua saúde mental – Por Letícia Mélo

A prática do exercício físico é uma importante aliada nos cuidados com a saúde mental. Ela atua no nível biológico, no psicológico e no social para produzir uma sensação de bem-estar duradoura. A atividade física favorece a saúde mental tanto no nível da prevenção, como no nível do tratamento, auxiliando em quadros de depressão, ansiedade, Transtorno do Estresse Pós-Traumático, entre outros casos.

A neuroquímica da atividade física: Durante a prática da atividade física, o corpo produz naturalmente os neurotransmissores serotonina e endorfina, que levam a uma sensação de bem-estar e ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade.

Benefícios psicológicos: A prática do exercício físico contribui para uma maior sensação de disposição. As constantes evoluções proporcionadas pelas diferentes práticas desportivas e demais atividades físicas favorecem o desenvolvimento da autoestima e autoimagem.

Benefícios sociais: Em sua maioria, as práticas de atividades físicas são realizadas em companhia de outras pessoas, como parceiros, profissionais de educação física e professores(as). Nestes ambientes, são constantes as interações e o desenvolvimento de relacionamentos, evitando, assim, o isolamento e a solidão.

Praticar uma atividade física é cuidar de si, por completo.

Dra. Letícia de Mélo Sousa
Psicóloga (CRP/13 – 6856). Doutora e Mestra em Psicologia Social pela UFPB. Pesquisadora nas áreas de gênero e sexualidade, violência contra a mulher e violência online.
Instagram: @leticiamelopsi

[TECNOLOGIA] Helicóptero Ingenuity, da Nasa, faz voo teste com êxito em Marte

Manobra era esperada com grande expectativa

O pequeno helicóptero espacial Ingenuity, da agência espacial norte-americana, a Nasa, subiu aos céus de Marte às 11h50 (horário de Lisboa). A manobra era esperada com grande expectativa pelos controladores da missão, devido à fina atmosfera marciana.

Os primeiros dados recebidos informavam que tudo ocorreu como previsto e pouco depois chegou a confirmação de que o teste foi executado com perfeição.

As imagens transmitidas pela Nasa mostram a equipe comemorando, depois de terem recebido as primeiras informações e um pequeno vídeo, registrado pelo rover Preserverance, revelando o pequeno voo do Ingenuity.

De acordo como a equipe da Nasa, o helicóptero fez um curto voo vertical e subiu a uma velocidade de 28 metros.

Uma entrevista coletiva dos controladores da missão está prevista para as 15h, quando eles darão mais detalhes sobre o voo teste.

Com informações, Agência Brasil.

CEO do Uber diz que empresa pode entrar no mercado de entrega de maconha nos Estados Unidos

A empresa de tecnologia pode começar a distribuir cannabis assim que a regulamentação federal nos EUA permitir. As informações são da CNBC

O Uber pode começar a distribuir cannabis assim que a regulamentação federal nos EUA permitir que a empresa o faça, disse o CEO Dara Khosrowshahi à CNBC na segunda-feira.

“Quando o caminho estiver livre para a cannabis, quando as leis federais entrarem em ação, vamos absolutamente dar uma olhada nisso”, disse Khosrowshahi em uma entrevista ao TechCheck.

A maconha continua ilegal de acordo com a lei federal dos EUA, mas alguns legisladores expressaram vontade de mudar a política. O governo federal tem permitido que os estados legalizem a droga com pouca interferência nos últimos anos. E até agora, 18 estados, junto com o Distrito de Columbia, legalizaram a cannabis para uso adulto.

Nova York legalizou a maconha adulta em 31 de março, com o governador Andrew Cuomo assinando a legislação. A lei também permite a entrega de produtos de maconha. Atualmente, os serviços de entrega de cannabis estão disponíveis sem restrições na Califórnia, Nevada e Oregon para pessoas com 21 anos de idade ou mais.

Por enquanto, a empresa disse que vai concentrar seus esforços nas opções de entrega atuais em suas principais categorias, como alimentos e álcool.

“Vemos muitas oportunidades lá fora e vamos nos concentrar na oportunidade que temos à mão”, disse Khosrowshahi.

As ações do Uber saltaram mais de 2% na segunda-feira, depois que a empresa registrou reservas brutas recorde para o mês de março, indicando um aumento na demanda por seus negócios de carona remunerada.

Fonte Smokebuddies

Darko Hunter: o caçador de pessoas desaparecidas em São Paulo que encontrou quase 600 pessoas em 2020

Diretor na Divisão de Desaparecidos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos faz rondas de skate, scooter e patinete atrás de pistas

SÃO PAULO – Precisou, chama o Hunter. DARKO HUNTER. É assim mesmo, em inglês e com maiúsculas, que o nome está escrito no seu crachá da Prefeitura. Um servidor público, digamos, incomum. “Hunter” (caçador, em inglês) tem a função de sair vasculhando a cidade atrás de pessoas desaparecidas. No ano passado ele ajudou a achar 579 delas. Mais de uma por dia.

Oficialmente, Darko Hunter é um “investigador social”. O posto: “diretor na Divisão de Desaparecidos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania”. Nome pomposo, o do cargo. Também está lá no crachá.

No duro, Hunter gasta a maior parte do dia ralando, atrás do computador ou rodando por aí, à procura de 2.024 pessoas. Esse é, hoje, o número de chamados em aberto na capital paulista. Lista longa, ele sabe: “Não dá tempo de comemorar. É resolver um caso e partir para o próximo”.

Darko Vieira Cristiano tem 36 anos, reluta em informar o nome de batismo e mantém a barba e o cabelo com um corte meio hipster, apesar de a calvície começar a despontar. Incluiu o Hunter à identidade antes de entrar na Prefeitura, onde ajudou a implementar a Divisão a partir de 2014.

Fã de motos, chega de scooter à sede da secretaria, na Rua Líbero Badaró, bem no centrão de São Paulo, onde ocupa uma sala no 12.º andar. Em tempos normais, divide o espaço com dois assessores. Um está de férias. A outra, em home office. Sozinho, ele fica boa parte do dia de frente para quatro monitores. Foi ele o responsável por desenvolver um sistema que emite alerta toda vez que alguém da lista de desaparecidos faz cadastro em serviço público – o que dá mais resultado do que a investigação, assim, um por um na rua. “Bingou!”, é como se diz ao chegar um desses avisos.

O lugar de trabalho facilita as diligências. À Cracolândia, ele vai bastante. Outro hábito é acompanhar entregas de almoço para moradores de rua. Afinal, desaparecido também precisa comer. Fazia essas rondas de skate. Agora, trocou por patinete elétrico. Às vezes, dá a sorte de “bingar”. Caçar pessoas exige paciência, faro apurado e um celular extra, 24 horas no ar.

Trabalho

Em uma quinta-feira de janeiro, o aparelho tocou pela primeira vez às 11h09: “Divisão de Desaparecidos, bom-dia”. Do outro lado da linha, uma voz pedindo ajuda para descobrir o paradeiro da mulher de 60 anos que acabara de sumir. “Tá, e por que não foi feito B.O. de desaparecimento?”, Hunter perguntou. A resposta veio curta e ficou sem réplica. “Certo… Qual é o nome dela? Data de nascimento? E o nome da mãe?”

A praxe é ir jogando os dados no sistema ainda no meio da conversa. Se a pesquisa acusa algo (uma entrada no hospital, por exemplo), Hunter entra em contato e pede informações.

Para colher pistas em locais distantes, põe a jaqueta e sai com a scooter, furando o trânsito. Precisa ser rápido. No geral, as primeiras 48 horas são decisivas. Quanto mais o tempo passa, menor a chance de sucesso. Só que desta vez o feeling bateu diferente. Hunter respirou fundo e torceu o nariz: “Isso tá com cara de violência doméstica”.

Parte do trabalho é descobrir o motivo do desaparecimento. A maioria das ocorrências é de homem, pardo e com algum problema de saúde mental. Mas não é raro que a pessoa suma de vista após desavenças ou, no caso de mulheres, por correr risco em casa. Não deu outra. O cruzamento de dados “bingou”: a mulher que “sumiu” havia feito cadastro em um albergue horas antes e disse estar fugindo do agressor, o marido. 

Na caça de desaparecidos, uma investigação bem-sucedida nem sempre quer dizer devolver o procurado à família. No caso específico, a mulher foi encaminhada a um serviço de proteção. 

Imersão

Com cinco furos em uma orelha, dois na outra e mais de 20 tatuagens, Hunter gosta mesmo é de pilotar a moto ouvindo rock’n roll. De Raul Seixas a Radiohead. É assim que faz o trajeto de casa, em Parelheiros, extremo da zona sul, até o centro de São Paulo. Leva uns 50 minutos. Bate cartão na secretaria às 11 horas.

A mesa é uma bagunça. Tem papelada, meia dúzia de canecas, lupa, um microscópio em miniatura e dois maços de Chesterfield, marca mais barata de cigarro. Também deixa uma penca dos seus livros favoritos – entre eles, Diário de Um Jornalista Bêbado, escrito por outro Hunter, o Thompson. Na parede, um mapa da capital e 14 fotos de casos antigos sem solução. Neles, as vítimas têm as feições envelhecidas digitalmente. 

Uma  tatuagem de Hunter, na mão esquerda, é dedicada a desaparecidos. É uma fênix cujas asas, posicionadas para cima, formam um naipe de espadas do baralho. “Significa que a pessoa pode renascer e ainda ter um ás na manga.”

Além de procurar por paradeiros, a Divisão atua em outras duas frentes: localizar familiares de pessoas em situação de rua e de corpos anônimos no IML. O caminho inverso – achar a família, em vez do desaparecido – é mais fácil, segundo o próprio Hunter. Um truque aprendeu nos tempos em que trabalhou em ONG, entre 2007 e 2012. Foi lá que virou “caçador” e tentava convencer moradores de rua a ir para abrigos: “Tem de entrar na cabeça da pessoa”.

O investigador leva esse processo de imersão tão a sério que  chegou a dormir por duas semanas no Aeroporto de Congonhas, como se não tivesse casa. Isso, por sinal, é o que mais fisga sua atenção nos livros de Hunter S. Thompson. “O cara até entrou em uma gangue só para escrever sobre motoqueiro, pô”, comenta.

Na ONG, um dos primeiros casos foi de um sujeito que era chamado por todos de “Treze”. Termo pejorativo. Quer dizer “não bate muito bem”, “meio doidinho”, esse tipo de coisa. Sem contato com parentes, o rapaz morava na rua e acreditava namorar a apresentadora de TV Mariana Godoy. Hunter comprou a história.

Para ganhar confiança, fez a própria namorada escrever uma carta se passando pela jornalista e descolou uma montagem, no Paint mesmo, abraçado com ela. “Passei numa banca e comprei um jornal da China ou da Coreia, nem lembro direito. Aí, disse que Mariana Godoy estava viajando e pediu para ele confiar em mim”, conta o investigador. Funcionou.

Nas missões, já fingiu ser do “esquadrão antimáfia”, mensageiro de Deus e já resgatou até gente que jurava estar fugindo de um meteoro. “Esses casos foram tendo sucesso e eu fui aprimorando as técnicas”, explica. De tanto promover reencontro de famílias, chamou a atenção da Delegacia de Desaparecidos e da DHPP, com quem hoje faz parcerias. Pelos dados do Fórum Brasileiro de Segurança de 2019, só no Estado de São Paulo há hoje 21.175 pessoas desaparecidas. 

Hunter lida com 100 a 150 novos casos por mês. Em épocas de campanha de conscientização (com fotos de desaparecidos passando na TV Metrô), a demanda sobe ainda mais. 

Aos 19 anos, o estudante Samuel Gustavo de Andrade vivia na Vila São José, zona sul, e foi encontrar o irmão em uma festa. Era 9 de dezembro de 2017. Desde então, só foi visto por sete câmeras de vigilância que o flagraram andando, a passos largos e possivelmente em surto, ninguém sabe para onde.

“Nossa vida virou de ponta-cabeça”, diz o mecânico Sandro Andrade, de 54 anos, que largou o emprego e já percorreu mais de 50 mil quilômetros à procura do filho. Rodou por praças e favelas de São Paulo. Também viajou para o interior. Foi a Minas, Paraná e Santa Catarina. Nada. “Basta eu sonhar com uma pista que vou atrás.”

Andrade recebe ajuda de amigos na divulgação de cartazes e posts em redes sociais. Mas teve contato, ainda, com o lado menos solidário da coisa. “Já recebi telefonema pedindo dinheiro em troca de informação sobre o meu filho. Tem gente que se aproveita da situação para tentar extorquir, sabe?”

Durante as buscas,  conheceu muitos moradores de rua. Foram eles que indicaram o trabalho de Hunter: “Vira e mexe, aparece uma notícia e eu peço apoio. Ele checa uma informação aqui, dispara alerta ali. Ajuda bastante”, diz. “Procuro colocar pensamento positivo. Enquanto não encontro meu filho, espero que eles esteja sendo cuidado em algum lugar.”

Já investigou até caso na própria família

Hunter conta que é comum atender familiares de desaparecidos em feriado, fim de semana ou madrugada. Em dias de chuva, as ligações disparam. Procura ser atencioso. “Qualquer um pode passar por esse tipo de situação.”

Certa vez, aconteceu com ele mesmo. Tarde da noite, a mãe ligou dizendo que o marido foi ao pronto-socorro e não dava notícia. Hunter foi com a scooter até o lugar e viu, pela câmera, que o pai já havia saído. “Aí veio o estalo de procurar o hospital de referência. ‘Bingou’, mas poderia não ter ‘bingado’. Foram seis horas de agonia.” 

Com essa rotina, difícil é dar atenção à vida pessoal. O investigador já desistiu da graduação de Psicologia, após cinco semestres, e de Ciências Sociais, onde fez o primeiro. De uns tempos pra cá tem prometido a si mesmo “desligar mais” do serviço e até começou o curso de Filosofia. À noite, é o estudante Darko Vieira Cristiano Hunter. Sim, o “Hunter” também. Está lá na matrícula.

Fonte EstadãoFelipe Resk